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Crédito: Bofu Shaw, Unsplash
Crédito: Bofu Shaw, Unsplash

10 verdades descobertas pela ciência sobre a Covid-19

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
02.abr.2021 | 08h00 |

Passados quase 16 meses desde que o novo coronavírus foi identificado pela primeira vez, a humanidade aprendeu algumas lições sobre a Covid-19. A principal e mais simples delas — e, por vezes, mais ignorada —, é que o distanciamento social e o uso de máscaras ajudam a minimizar a transmissão. A ciência também já tem certeza que a doença não é uma simples gripe, que ainda não existe um remédio capaz de curar quem está infectado e que vacinas não modificarão o seu DNA.

Embora o período de pouco mais de um ano seja considerado curto para a ciência, a comunidade médica e científica tem apontado caminhos. Prova disso são as vacinas, desenvolvidas em tempo recorde. Promessas de medicamentos contra o novo coronavírus falharam, outras seguem em testes e alguns protocolos têm se mostrado úteis, como a posição prona de pacientes hospitalizados. A Lupa ouviu profissionais que atuam com pesquisa e na linha de frente do atendimento para identificar os 10 principais aprendizados acerca da transmissão e do tratamento da Covid-19. Confira:

1. A Covid-19 não é uma ‘gripezinha’

VERDADEIRO

Embora os principais sintomas da Covid-19 sejam similares aos de uma gripe, como tosse, febre, dor de garganta e dificuldade para respirar, a doença tem consequências muito mais graves do que um resfriado comum. Um estudo publicado em dezembro na revista The Lancet, umas das principais publicações científicas do mundo, mostrou que a taxa de mortalidade entre pacientes hospitalizados com Covid-19 é três vezes maior do que a da gripe sazonal.

A pesquisa foi baseada na comparação dos dados de pacientes hospitalizados com Covid-19 na França entre março e abril de 2020 e de pacientes hospitalizados com gripe sazonal entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019. Além de mais letal, os pesquisadores também descobriram que pacientes infectados pelo novo coronavírus foram duas vezes mais propensos do que os doentes com gripe a necessitarem de ventilação mecânica invasiva durante o tratamento hospitalar.

Para Irma de Godoy, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e professora de pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Brasil e o mundo hoje sofrem as consequências de terem relativizado, no início da pandemia, a capacidade de transmissibilidade do vírus, além da forma como ele pode afetar a sociedade do ponto de vista financeiro e do sistema de saúde. “Na medida em que o tempo foi passando, identificamos que não era só um vírus respiratório, mas que ataca também o sistema circulatório, o neurológico e deixa sequelas. A gente aprendeu a respeitar o poder de prejuízo que esse vírus pode causar. O controle dele depende de ações que têm consequências sociais muito importantes, e não nos preparamos direito para isso”, disse, por telefone.

2. Não é uma gripe sazonal e não afeta apenas idosos

VERDADEIRO

A Covid-19 não é uma doença sazonal como a gripe, cujo vírus tende a acompanhar estações e ser mais comum no outono e no inverno. Embora a previsão seja a de que, no futuro, a transmissão da Covid venha a ser um fenômeno sazonal, os dados ainda não são suficientes para atestar alguma relação com o calor ou frio. “Aprendemos que esse vírus não respeitou o clima. Normalmente os vírus da gripe sazonal atacam muito mais no inverno, nos climas frios. Mas isso não aconteceu com o novo coronavírus, que trouxe uma segunda onda muito forte na Europa no verão e que, no Brasil, também não respeitou o clima. E isso é mais preocupante”, alertou, por mensagem de áudio, o mestre e doutor em epidemiologia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Paulo Petry. No Brasil, por exemplo, a segunda onda da doença começou no Amazonas, estado cuja temperatura média varia entre 25 e 27 graus.

Além disso, ainda não é possível avaliar se uma pessoa infectada pelo vírus vai desenvolver um quadro grave ou não da doença. “Sabemos que a maioria vai muito bem. É a minoria que vai mal. Algumas comorbidades têm relação maior com quadros graves, como diabetes, cardiopatia, tabagismo. Esses pacientes têm risco maior, mas não tem como garantir que um jovem saudável passe ileso. Ele tem menos risco, mas não tem garantia”, afirmou a professora Irma de Godoy.

3. Transmissão ocorre de pessoa a pessoa

VERDADEIRO

As evidências atuais mostram que o novo coronavírus é disseminado predominantemente de pessoa a pessoa. A transmissão se dá por meio do contato direto, indireto ou próximo (cerca de um metro de distância) com a saliva, secreções ou gotículas respiratórias expelidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou mesmo quando canta. Essas gotículas, se em contato com a boca, nariz ou olhos, podem causar a infecção.

Já a transmissão por meio de superfícies contaminadas, como objetos, por exemplo, ainda não é tida como certa — embora não seja impossível — por especialistas. Isso porque, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas que entram em contato com superfícies potencialmente infectadas frequentemente também têm contato próximo com uma pessoa infectada e isso dificulta a distinção entre transmissão por gotículas respiratórias ou por objetos. 

Estudos mostram, no entanto, que o SARS-CoV-2 pode ser detectado em objetos por períodos que variam de horas a dias. A permanência do vírus no plástico, por exemplo, é de 72 horas. No aço inoxidável é de 48 horas; no cobre, de quatro horas; e no cartão (papelão), de 24 horas. Por essa razão, pesquisadores recomendam a higienização de superfícies e objetos como forma de mitigar a capacidade do vírus de causar infecção. 

4. Máscara e distanciamento social funcionam

VERDADEIRO

Enquanto a vacina ainda não está disponível para toda a população e cientistas testam medicamentos capazes de tratar a Covid-19, o distanciamento social e o uso de máscara mostraram-se eficazes para diminuir a circulação do vírus. Essas medidas são recomendadas pela OMS. Isso porque quanto mais aglomerações, maior a circulação do vírus, uma vez que ele passa facilmente de uma pessoa para outra. Quanto maior o índice de distanciamento, menor a circulação. Trata-se de uma correlação inequívoca, segundo especialistas.

A professora Ana Paula Hermann, do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da Ufrgs, explicou que, quando uma pessoa não se isola, isso pode provocar um problema muito maior para toda a população. “Se a transmissão se dá pelo contato próximo com alguém infectado, é óbvio que ficar longe de eventuais fontes de transmissão é eficaz em prevenir infecção”, comentou por e-mail. “Além disso, a natureza aqui é exponencial, e a ação de um indivíduo pode levar a efeitos em cascata. A consequência se dá em nível populacional.”

O problema, segundo ela, é que a eficácia do isolamento depende de como a população cumpre essa restrição, ou seja, do quanto o distanciamento é efetivo. “Quando se questiona – indevidamente – a eficácia de tal medida, isso acaba levando a população a não cumprir as restrições impostas, e isso afeta o desfecho que está sendo observado”, destacou. “Nesse caso, a medida não é da eficácia intrínseca do distanciamento [capacidade do distanciamento em si reduzir infecções], mas da efetividade de políticas públicas de restrição da circulação etc, em que a não adesão por parte da sociedade acaba inviabilizando a concretização do efeito preventivo do distanciamento.” Segundo ela, essa informação ressalta a importância da comunicação e as possíveis consequências de questionar publicamente algo de eficácia intrínseca inegável.

Da mesma forma, as máscaras mostraram-se efetivas porque bloqueiam fisicamente a inalação de partículas virais que estejam em suspensão no ambiente. Assim, ao utilizar a peça, a pessoa impede que sejam expelidas as gotículas e, com isso, a transmissão do vírus é bloqueada. Ao usar a máscara de forma coletiva, as pessoas protegem umas às outras e também protegem-se umas das outras.

5. O SARS-CoV-2 não age apenas no sistema respiratório

VERDADEIRO

No começo da pandemia, achava-se que o SARS-CoV-2 tinha uma “predileção” pelo sistema respiratório e que, sim, poderia causar apenas sintomas de uma gripe simples. Essa hipótese era baseada na experiência com outros coronavírus, como os causadores da Sars e da Mers. Com o tempo, porém, médicos aprenderam que o novo coronavírus não só ataca o sistema respiratório, como, na verdade, sua ação extrapola o pulmão.

Ele “transborda” e pode atingir também o sistema circulatório, causando o que se chama de endotelite, ou seja, inflamação do endotélio (camada celular presente nos vasos sanguíneos). Uma pesquisa publicada na revista Lancet em abril do ano passado mostrou que o novo coronavírus atinge diretamente o sistema de defesa do corpo por meio de receptores encontrados no tecido endotelial.

Por isso a Covid-19 se manifesta sobretudo nos pulmões, órgãos hipervascularizados, mas pode também afetar qualquer outro órgão: coração, rins ou intestino, por exemplo. “O vírus pode cair na circulação sanguínea e liberar substâncias que lesam os tecidos delicados que revestem os vasos sanguíneos. E esses vasos estão em todo o organismo. A gente aprendeu que ele [o vírus] tem poder de alterar esses outros órgãos por meio dessa disseminação e da lesão do tecido endotelial”, afirmou a professora de pneumologia Irma de Godoy.

6. Tratamentos disponíveis não matam o vírus e sim amenizam os sintomas

VERDADEIRO

Os medicamentos que hoje são usados no tratamento de pacientes graves da doença atuam na resposta inflamatória do organismo — e não no vírus em si. Ainda não foi encontrada cura ou tratamento para a doença, embora a comunidade científica tenha se debruçado incansavelmente em pesquisas e fórmulas. Com o passar dos meses, os estudos foram capazes de provar que drogas consideradas promissoras no início não se mostraram efetivas na prática. É o caso da hidroxicloroquina e da ivermectina.

No início, houve o que a gente chama de reposicionamento de alguns medicamentos. Existiam alguns indícios a partir de estudos in vitro. A ivermectina é um exemplo. Essas pesquisas mostraram que na célula tinha eficácia, porém, dentro de um organismo, é preciso considerar que existem muitos fatores e que o efeito no indivíduo como um todo é muito diferente. Na fase inicial, quando não se tinha essa informação, existia uma plausibilidade para tentar. Mas na medida em que o tempo passou e pesquisas que pudessem confirmar e não só nos levar a acreditar foram feitas, vimos que esses medicamentos não tinham nenhum papel no tratamento”, avaliou a presidente da SBPT.

Por outro lado, verificou-se que alguns medicamentos, quando aplicados na hora correta, podem melhorar o prognóstico de pessoas hospitalizadas. É o caso dos corticoides, que podem funcionar em pacientes internados que precisam de suplementação com oxigênio. Outro exemplo é o remdesivir, que ajuda a encurtar o tempo de internação.

7. Hidroxicloroquina funciona para malária; ivermectina mata piolho

VERDADEIRO

Nem a hidroxicloroquina nem a ivermectina funcionam para prevenir ou tratar a Covid-19. Passados 15 meses do início da pandemia, as dezenas de pesquisas sobre esses medicamentos mostraram que eles não são eficazes contra a doença. No caso da hidroxicloroquina, esse medicamento tem, na verdade, eficácia para tratar a malária e algumas condições autoimunes — e não a Covid-19.

De acordo com a professora Ana Paula Hermann, os estudos que deram origem a esse capítulo foram pesquisas in vitro em células que normalmente não são infectadas por SARS-CoV-2, num ensaio clínico não randomizado cheio de problemas metodológicos conduzido na França. “Frente a uma doença nova e ameaçadora, é natural do ser humano se agarrar a alguma coisa que possa salvar vidas, por menos racional que seja. Existem diversos motivos compreensíveis que justificam a crença de algumas pessoas (médicos incluídos) de que um medicamento ou outro pode salvar vidas. São motivos compreensíveis por serem inerentes à natureza humana e às armadilhas do nosso cérebro, que evoluiu para tomar decisões rápidas, mas nem sempre racionais. O método científico é algo recente na história da humanidade, e é justamente o que nos permite avaliar a eficácia de um fármaco sem a interferência de nossos vieses cognitivos”, afirmou por e-mail.

Pelas mesmas razões, a ivermectina também não é um tratamento recomendado para a Covid-19. “O que se aprendeu é o que já se sabia: dificilmente um medicamento para piolho ou malária seria altamente eficaz para tratar uma infecção viral aguda”, observou Ana Paula. Segundo ela, o combate a infecções virais agudas, como a Covid-19, historicamente carece de fármacos específicos e eficazes, por razões próprias da biologia dos vírus e do curso natural da doença. “Não temos medicamentos eficazes e específicos para muitas doenças virais agudas, como resfriados comuns, dengue, zika, hepatite A, gastroenterites virais etc. Outra coisa que já se sabia é que desenvolver antivirais para doenças virais agudas é realmente uma tarefa difícil. Diferentemente das bactérias, que têm muitos alvos específicos que não existem em células humanas, os vírus não têm a capacidade de se reproduzir por conta própria, precisam usar a maquinaria molecular de um ser vivo para isso —  o que reduz as possibilidades de alvos farmacológicos direcionados aos vírus”, concluiu.

8. O novo coronavírus pode deixar sequelas

VERDADEIRO

Médicos descobriram que algumas pessoas que desenvolveram um quadro grave da doença podem ter sequelas mesmo depois que o vírus se foi do organismo. De acordo com a OMS, pelo fato de a intensa resposta inflamatória do organismo contra o vírus não ser restrita aos pulmões, estudos sugerem que sequelas podem aparecer no sistema cardiovascular, respiratório e nos sistemas nervoso central e periférico. Também foram documentadas sequelas psiquiátricas e psicológicas.

9. Imunidade de rebanho depende de vacinação em massa

VERDADEIRO

A imunidade coletiva é atingida quando for possível vacinar a maior parte da população. Dessa forma, pessoas imunizadas começam a bloquear a circulação do vírus e ele vai perdendo força. No entanto, especialistas alertam que ainda não é possível saber se vai funcionar no caso do SARS-CoV-2. Segundo o professor titular de virologia da Ufrgs Paulo Michel Roehe, imunidade de rebanho refere-se ao momento em que uma população tem uma quantidade grande de indivíduos já imunizados a ponto de o vírus não ter mais como encontrar novos hospedeiros suscetíveis para poder se disseminar e se perpetuar.

“No caso do sarampo, por exemplo, onde se sabe que a imunidade de rebanho é efetiva, 95% de vacinação é o mínimo esperado para que o vírus deixe de circular. Alguns países  estabeleceram uma meta de vacinar 90% da população contra SARS-CoV-2; outros, com menos condições econômicas, estabeleceram metas de menores proporções, mas não sabemos se serão capazes de bloquear a circulação do vírus. No Brasil, atualmente, estamos ainda muito longe de atingir um nível de imunidade de rebanho que possa causar qualquer efeito sobre a circulação do vírus na população”, explicou por e-mail.

Segundo o pesquisador, ainda não se sabe qual a proporção da população brasileira que necessitaria ser vacinada para que se possa observar algum efeito. “Enquanto isso, cabe ressaltar que as medidas profiláticas não medicamentosas [máscara e distanciamento] são ainda a melhor defesa contra a disseminação da infecção”, disse.

10. Vacinas são seguras

VERDADEIRO

Desde os primeiros meses da pandemia, a comunidade científica internacional engajou-se para encontrar uma vacina eficaz e capaz de impedir um número ainda maior de mortes. A corrida contra o tempo surtiu efeito e pesquisadores conseguiram fazer em menos de 12 meses um trabalho que, normalmente, demora anos e até décadas. 

No Brasil, os imunizantes CoronaVac – feito pela empresa chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan – e Vaxzevria – desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, com parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e já estão sendo aplicados na população. Todas as vacinas aprovadas por agências reguladoras passaram por várias fases de ensaios clínicos antes de serem aprovadas para uso. Segundo a OMS, esses testes garantem a segurança e eficácia dos imunizantes. 

Especialistas ouvidos pela Lupa afirmam que, embora ainda não se tenham os resultados de uso das vacinas em grandes massas populacionais, as fórmulas autorizadas são eficazes. “Todas que estão sendo liberadas no mundo – e são várias, além do número expressivo de vacinas ainda em teste — nascem de estudos chamados ensaios clínicos randomizados. E esses estudos são considerados padrão ouro. Para serem liberadas, precisam passar por muitas etapas — desde os testes com cobaias em laboratórios até os testes clínicos de fase 1, com dezenas de pessoas; de fase 2, com centenas; e de fase 3, com milhares de voluntários. O Brasil já participou de muitos desses testes”, afirmou, por telefone, o epidemiologista Paulo Petry.

Para o professor de virologia da Ufrgs Paulo Roehe, o resultado em grande escala só poderá ser avaliado quando houver um número grande de pessoas vacinadas. “E quando pudermos observar o resultado por meio do acompanhamento da evolução clínico-epidemiológica comparativa de milhares (ou milhões) de pessoas vacinadas e não-vacinadas”, disse.

Como já explicado pela Lupa, embora existam teorias conspiratórias, as vacinas contra a Covid-19 não alteram o DNA, não são feitas de bebês abortados e não contêm microchips que permitem controle externo a partir de antenas 5G. 

Editado por: Maurício Moraes

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