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#Verificamos: É falso que mãe de jovem morto no Jacarezinho aparece em vídeo portando arma

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
11.maio.2021 | 15h22 |

Circula pelas redes sociais um vídeo que mostra uma mulher dançando com um fuzil na mão. A legenda que acompanha a gravação diz que ela seria a mãe de um jovem morto em operação no Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (6). Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

A mamãe está hoje protestando pelo seu filho que morreu no confronto com a polícia, vejam os vídeos, que essa ……………., seja presa com base nas imagens [dela dançando com um fuzil na mão”
Legenda de vídeo que, até às 16h do dia 11 de de maio de 2021, tinha sido compartilhado mais de 500 usuários no Facebook

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. A mulher que aparece no vídeo dançando com um fuzil na mão não é mãe de uma das 28 pessoas mortas em operação no Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro. A assessoria de imprensa da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro negou o boato por telefone e informou que, até o momento, não conseguiu identificar a mulher que aparece na gravação. 

Na última quinta-feira (6), uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro resultou na morte de 28 homens no Jacarezinho. No dia seguinte, um grupo de moradores do Jacarezinho se reuniu para protestar contra a ação da polícia. Na ocasião, Adriana Gilberto, mãe de um dos mortos, apareceu na manifestação e pediu por justiça. As imagens foram divulgadas no RJTV naquela sexta (7). No fim de semana, mensagens nas redes sociais começaram a relacionar as imagens de Adriana com um vídeo de outra mulher dançando com um fuzil na mão. A própria Polícia Civil esclareceu que não se trata da mesma pessoa.

Na última segunda-feira (10), Adriana concedeu uma entrevista ao RJTV e disse que nunca segurou um fuzil. Após o boato ser disseminado nas redes, ela relata que passou a receber ameaças. “Estou sofrendo, estou vendo na internet pessoas me xingando de tudo quanto é nome. É horrível o que eu estou passando, não estou dormindo, estou tomando quatro remédios controlados por dia”, conta. 

Em nota, a Polícia Civil do Rio afirmou que está à disposição da mãe para realizar procedimento investigatório a respeito do caso. 

Essa informação também foi verificada pelo Fato ou Fake e pelo Estadão Verifica.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Editado por: Chico Marés

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