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#Verificamos: Nas redes, fotos de presidiários do RN são compartilhadas como se fossem de mortos do Jacarezinho

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
12.maio.2021 | 19h09 |

Circula pelas redes sociais uma imagem que mostra diversas fotografias de homens que foram presos pela polícia. A legenda que acompanha o registro diz que eles foram mortos na operação realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio, na última quinta-feira (6). Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

OS INOCENTES DA REDE GLOBO. Foto de formatura dos ‘ estudantes’ mortos no jacarezinho, segundo a Globo, ONU, OAB, DIDH, STF e sei lá mais quem”
Legenda de imagem que, até às 16h do dia 12 de de maio de 2021, tinha sido compartilhado mais de 300 usuários no Facebook

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Os homens que aparecem na imagem não morreram durante a operação realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro no Jacarezinho, zona norte da capital, na última quinta-feira (6). Na verdade, as fotografias mostram presos que escaparam da Penitenciária Estadual de Parnamirim, no Rio Grande do Norte, em maio de 2017. 

Naquele ano, mais de 80 detentos conseguiram fugir da unidade prisional após cavarem um buraco de cerca de 30 metros de comprimento. Eles faziam parte de uma mesma facção e tiveram a ajuda externa para realizar a fuga, que é considerada a maior já vista no Rio Grande do Norte. Reportagens indicam que a penitenciária sofria com superlotação e estrutura precária.

Além disso, outro indicativo de que a foto está sendo tirada de contexto é o nome dos homens. Comparando a lista de mortos divulgada pela PC e os nomes da fotografia, é possível observar que são pessoas diferentes. 

Embora a informação verificada pela Lupa seja falsa, a maioria dos homens que morreram na operação no Jacarezinho tinha passagem pela prisão. Nesta semana, a Polícia Civil divulgou um documento indicando que dos 27 homens mortos, 25 tinham antecedentes criminais e 16 tinham sido encarcerados. O Ministério Público criou uma força-tarefa para averiguar a conduta dos agentes de segurança envolvidos na operação. 

Essa informação também foi verificada pelo Aos Fatos.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Editado por: Chico Marés

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