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#Verificamos: É falso que protocolo da Pfizer indica que vacina causa nascimento de ‘bebês defeituosos’

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
17.maio.2021 | 13h19 |

Circula pelo WhatsApp que a vacina desenvolvida pela Pfizer poderia resultar no nascimento de crianças com má formação. Essa informação está sendo baseada em uma interpretação de diretrizes divulgadas pela empresa em um protocolo.  Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“O extenso ocumento de protocolo clínico da vacina Pfizer (leia na íntegra aqui) em sua página 132, apêndice 4, informa que homens e mulheres vacinadas não devem ter relações heterossecuais desprotegidas até 28 dias devido ao “risco de segurança reprodutiva”, em outra palavras, você não pode fazer sexo com risco de ter um filho, pois crianças nascerão defeituosas devido a manipulação genética causada pela vacina da que usa o RNA mensageiro, caso da Pfizer. ”
Texto de imagem que circula pelo WhatsApp

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. O protocolo clínico da vacina desenvolvida pela Pfizer não indica que o imunizante pode causar o nascimento de crianças com má formação. Na realidade, o documento apenas recomenda o uso de métodos contraceptivos para os voluntários com o objetivo de evitar uma gravidez não programada. Em nota, a assessoria de imprensa da Pfizer afirma que “em qualquer estudo clínico que não prevê a participação de população grávida, há recomendação para prevenção e sexo seguro”. 

O professor da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, e especialista em doenças infecciosas e tropicais, Valdes Roberto Bollela afirma que a resposta da Pfizer “faz sentido”. Segundo o especialista, em estudos que testam novos medicamentos e vacinas existe a preocupação de selecionar participantes cujo risco de complicação é menor. Por essa razão, gestantes e crianças, por exemplo, são excluídas. 

Contudo, na medida que essa vacina vai se mostrando segura para os adultos já vacinados, é comum começar a discutir a vacinação para esses grupos específicos que anteriormente foram deixados de fora.

A vacina da Pfizer está sendo utilizada em 68 países, segundo o The New York Times. A empresa afirma que, até o momento, “não houve registro de casos de infertilidade, nascimento de crianças com alguma doença ou de problemas relacionados à reprodução entre os voluntários”. A Pfizer já iniciou um ensaio clínico para testar a eficácia da vacina em gestantes e, segundo dados do estudo preliminar, o imunizante é seguro para esse público. 

Brasil

Na semana passada, o Ministério da Saúde decidiu limitar a vacinação de gestantes. Com essas novas diretrizes, apenas mulheres grávidas e puérperas com comorbidades podem receber as vacinas Coroanavac ou a da Pfizer. A vacinação utilizando a vacina da AstraZeneca foi interrompida temporariamente. Autoridades ainda estão investigando a morte de um grávida de 35 anos que tomou esse imunizante. Ainda não é possível afirmar se houve ou não relação causal entre a vacina e a morte.

Essa informação também foi analisada pelo Aos Fatos

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

Editado por: Chico Marés

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