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#Verificamos: É falso que Rogério Galloro investigou atentado a Bolsonaro em 2018

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
13.ago.2021 | 18h06 |

Circula pelas redes sociais que o delegado da Polícia Federal Rogério Galloro teria sido o responsável pela investigação do atentado contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Além disso, ele também teria sido o responsável por investigar uma suposta invasão de um hacker ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A publicação acusa Galloro de não realizar profundas investigações e receber, no final, uma indicação da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), para trabalhar no TSE. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“[Rogério Galloro] foi delegado da investigação no caso do Adélio”
Texto em imagem que, até às 18h do dia 13 de agosto de 2021, tinha sido compartilhado por 2,8 mil pessoas no Facebook 

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. O delegado de Polícia Federal Rogério Galloro não conduziu as investigações do atentado contra o presidente Bolsonaro em 2018. Na época, Galloro tinha um cargo dentro da PF, mas era de diretor-geral da organização – ou seja, seu papel era coordenar a instituição, planejar ações e distribuir recursos para o seu funcionamento, entre outras funções. Os dois inquéritos concluídos sobre o caso Adélio foram conduzidos pelo delegado Rodrigo Morais Fernandes

Em 2018, durante a campanha eleitoral, Adélio Bispo atacou o então candidato Jair Bolsonaro durante um evento público em Juiz de Fora (MG). A facada feriu gravemente o político, que precisou passar por cirurgias. As investigações do atentado contra Bolsonaro ocorreram em Minas Gerais, já que o ataque de Adélio ocorreu em Juiz de Fora. Essas informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa da PF

Os inquéritos assinados por Rodrigo Morais Fernandes indicam que Adélio teria agido sozinho, sem ter recebido ordens de ninguém. O presidente Bolsonaro chegou a questionar a investigação da PF, afirmando que não teria sido aprofundada, porém, para a PF, Bolsonaro não realizou queixas.

Rogério Galloro assumiu o cargo de diretor-geral da PF em março de 2018, indicado pelo então ministro da Segurança Pública Raul Jungmann. Ele deixou a PF no final de 2018, após o ex-ministro Sérgio Moro indicar Maurício Valeixo, então superintendente da polícia no Paraná, para a posição


“O Diretor-Geral da Polícia Federal que recebeu ofício da Rosa Weber na época da denúncia de que o hacker havia invadido o TSE era Rogério Galloro. Ele apenas não fez nada (…)”
Texto em imagem que, até às 18h do dia 13 de agosto de 2021, tinha sido compartilhado por 2,8 mil pessoas no Facebook 

FALSO

Também é falso que a Polícia Federal não tenha investigado um suposto ataque de hackers ao sistema do TSE. O presidente Bolsonaro divulgou em seu Twitter uma parte do inquérito aberto pela PF, que mostra que o órgão apurou uma suposta invasão a pedido do tribunal. O nome de Galloro é citado em algumas trocas de mensagens. O inquérito mostra uma série de e-mails e, em um deles, o TSE afirma que o acesso ao código-fonte pelo hacker não permitiria fraudar as eleições de 2018. 


“(…) e “[Rogério Galloro] ganhou um cargo da Rosa Weber dentro do TSE”
Texto em imagem que, até às 18h do dia 13 de agosto de 2021, tinha sido compartilhado por 2,8 mil pessoas no Facebook 

VERDADEIRO

A informação é verdadeira. No final de 2018, quando saiu da PF, Rogério Galloro foi nomeado assessor especial do TSE pela ministra Rosa Weber, que era presidente do órgão. Ele começou no cargo em janeiro de 2019. Em maio de 2020, ele foi transferido para o gabinete do ministro Luiz Fux.

Essa informação também foi checada pelo Estadão Verifica.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Editado por: Maurício Moraes

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CONTRADITÓRIO
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Os dados são mais graves do que a informação
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A informação está comprovadamente incorreta
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