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#Verificamos: É antigo tuíte em que Olavo de Carvalho diz ‘não abandonar’ Bolsonaro

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
14.set.2021 | 14h13 |

Circula pelas redes sociais que Olavo de Carvalho teria dito “não abandonar” Jair Bolsonaro (sem partido) após o presidente recuar em sua ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal (STF) no 7 de setembro. De acordo com o texto, Carvalho ficou “nervoso com a onda de bolsonaristas que abandonam o barco” depois que Bolsonaro publicou uma carta escrita pelo ex-presidente Michel Temer em tom reconciliador. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa​:


Olavo de Carvalho entra em desespero após debandada de bolsonaristas: “eu não abandono” (vídeo)
Guru do clã está nervoso com a onda de bolsonaristas que abandonam o barco após Bolsonaro recuar no golpe de estado e ainda contar com Michel Temer para redigir uma carta de desculpas ao STF: “Dou esporro, mas não nego apoio”
Texto publicado no site Brasil 247 que, até às 13h30 do dia 14 de setembro, tinha sido compartilhado por 271 pessoas

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Olavo de Carvalho de fato afirmou que não negaria apoio e nem abandonaria Jair Bolsonaro (sem partido), mas isso aconteceu em 3 de julho de 2020, em uma publicação feita na conta pessoal do filósofo no Twitter. Naquele dia, grupos olavistas discordaram do convite, feito pelo presidente, para que o secretário da Educação do estado do Paraná, Renato Feder, assumisse o cargo de ministro da Educação. Portanto, a postura de Carvalho não tem relação com as novas críticas que Bolsonaro recebeu recentemente, após publicar carta de recuo escrita pelo ex-presidente Michel Temer (MDB)

Em julho de 2020, alas bolsonaristas disputavam o nome que assumiria o Ministério da Educação. O cargo estava vago em razão da saída do ex-ministro Abrahan Weintraub e da desistência de nomear como seu substituto Carlos Decotteli, que não chegou a assumir por mentir em seu currículo acadêmico. Um dos novos indicados ao cargo por Bolsonaro foi Renato Feder. O nome, contudo, foi mal recebido pela ala ideológica de apoio ao presidente, devido à aproximação de Feder ao governo do PSDB em São Paulo.

Naquela mesma semana, Olavo de Carvalho fez outras publicações no Twitter sobre o tema e reforçou sua defesa a Bolsonaro em entrevista à Jovem Pan. Um mês antes, contudo, o filósofo havia criticado o presidente, chamando-o de “inativo” e “covarde”. “Se esse pessoal não consegue derrubar o seu governo, eu derrubo”, afirmou. 

Já em 7 de setembro de 2021, Bolsonaro fez um discurso a apoiadores em que ameaçou o Supremo Tribunal Federal e afirmou que não cumpriria decisões judiciais. Dois dias depois, publicou uma carta em tom mais ameno, atribuindo suas declarações ao calor do momento. O recuo dividiu a opinião de bolsonaristas, o que fez o tuíte antigo de Carvalho ser resgatado por apoiadores que diziam não abandonar o presidente. 

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Editado por: Maurício Moraes

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