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#Verificamos: É falso que senador Randolfe Rodrigues seja casado com Charles Achcar Chelala

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
07.out.2021 | 14h40 |

Circula em correntes de WhatsApp a informação de que o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid-19, teria um marido chamado Charles Achcar Chelala. A publicação, que é acompanhada da foto de um homem, sugere que Chelala, suposto marido do político, recebe um salário no valor de R$ 23 mil, além de um aluguel de R$ 2,7 mil e contas de água e luz. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“Charles Achcar Chelala, marido do senador saltitante Randolphe Rodrigues ! (…)”
Texto que circula em correntes de WhatsApp

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. O economista e professor Charles Achcar Chelala é chefe de gabinete de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e não marido do senador. Ele é casado com a também economista Cláudia Chelala, e não com Randolfe. Em 2019, Charles e Cláudia publicaram um livro em conjunto sobre a produção de soja no estado do Amapá. Em seu perfil no Twitter, Chelala apresenta-se como “Casado com Cláudia. Pai de Samir e Nader. Economista. Professor, Mestre em Desenvolvimento Regional”. 

Randolfe Rodrigues atualmente não é casado. Procurada pela Lupa, a assessoria de imprensa do senador informou que ele é separado e tem uma namorada. É pai de dois filhos e tem um neto. 


Salário de 23.000,00 (…)”
Texto que circula em correntes de WhatsApp

VERDADEIRO

A informação analisada pela Lupa é verdadeira. Pela atuação como chefe de gabinete do senador Randolfe Rodrigues, Charles Achcar Chelala recebe um salário bruto de R$ 22.943,73, conforme informações da folha de pagamento mais recente. Essa informação está disponível no site do Senado Federal.

Chelala foi nomeado pela primeira vez no mandato de Randolfe em 2011 e trabalhou como assessor parlamentar até o final de 2012, quando saiu para atuar como secretário de governo na prefeitura de Macapá (AP). Ele voltou ao Senado para trabalhar com o senador em janeiro de 2015. 


“(…) mais aluguel de 2.700,00 , água, luz … Sugar daddy do senadorzinho”
Texto que circula em correntes de WhatsApp

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. O chefe de gabinete do senador Randolfe Rodrigues não recebe nenhum auxílio moradia ou valor extra para pagamento de aluguel. Além do salário bruto de R$ 22.943,73, o único benefício listado na folha é o auxílio alimentação, no valor de R$ 982,28. 

Ao usar a expressão sugar daddy ao final do texto, termo em inglês usado para homens mais velhos que sustentam financeiramente uma namorada ou namorado, a publicação leva falsamente a entender que Charles Achcar Chelala seria responsável por bancar o aluguel do parlamentar, o que também não é verdade.

Em julho, Randolfe foi falsamente acusado de estar envolvido em um esquema de rachadinhas com seu assessor. Na ocasião, peças de desinformação continham imagens de boletos de aluguel pagos por Chelala e a alegação enganosa de que ele bancava as contas pessoais do senador, incluindo o aluguel de uma casa.

Contudo, o aluguel em questão é referente ao escritório de apoio de Randolfe em Macapá, capital do Amapá. Esse dado está disponível no portal Transparência do Senado. Por regra, senadores têm direito a uma cota parlamentar para cobrir os custos de aluguel e manutenção de escritórios próprios em seus estados de origem. Na época, Chelala se manifestou a respeito do assunto no Twitter e afirmou que, como chefe de gabinete de Randolfe, uma de suas funções é o pagamento de aluguel e contas do escritório regional do mandato no Amapá.

Procurado pela Lupa, Chelala informou que assumiu pela primeira vez um cargo no mandato de Randolfe Rodrigues entre 2011 e 2012 e, depois, voltou em 2015. “Trata-se de mais uma tentativa de atacar a minha honra e a do senador Randolfe Rodrigues”, disse, em mensagem enviada pelo WhatsApp

Conteúdos similares foram verificados pelo Estadão Verifica e Boatos.org.

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

Editado por: Maurício Moraes

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CONTRADITÓRIO
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Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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