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#Verificamos: É falso que vacinados contra a Covid-19 não podem mais viajar de avião

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
15.out.2021 | 19h16 |

Circula pelas redes sociais um texto dizendo que pessoas vacinadas contra a Covid-19 não podem mais viajar de avião. Segundo o post, os imunizados têm grande risco de ter trombose. A publicação diz ainda que as companhias aéreas têm feito essa recomendação. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“Liberdade? Vacinados do Covid não poderão voar devido ao grande risco de terem coágulos sanguíneos (…) As companhias aéreas agora recomendam aos vacinados do Covid que não viagem de avião devido ao risco de terem trombose”

Título de texto publicado no site Stylo Urbano e que, até às 19h do dia 15 de outubro de 2021, tinha sido compartilhado por 84 pessoas no Facebook

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou, em nota, que não há qualquer recomendação das companhias aéreas de proibir que vacinados contra a Covid-19 viajem de avião. As empresas seguem avisos sinalizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, até o momento, não houve nenhuma instrução da agência nesse sentido. 

No site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), também não há essa recomendação. O órgão destaca apenas a necessidade de cuidados como a higiene das mãos e o uso de máscara como algumas recomendações para os passageiros. Em nota, a agência informou que “o assunto abordado não faz parte do escopo regulatório da Anac”. 

O texto analisado pela Lupa afirma que vacinas que utilizam a tecnologia do RNA mensageiro, como a da Pfizer, podem causar trombose. Contudo, até o momento, os efeitos adversos relatados para imunizantes com essas tecnologias não falam nesse risco (bula da Pfizer). Segundo a  Anvisa, esse tipo de ocorrência pode acontecer em vacinas de tecnologia de vetor viral, como a AstraZeneca e a Janssen, mas a incidência é rara. “Este é um evento adverso já conhecido e descrito em bula”, diz.

Em nota técnica, o Ministério da Saúde informou que a Síndrome de Trombose com Trombocitopenia após o ato da vacinação contra a Covid-19 é um evento raro. O documento indica que a incidência de trombose dentro de um período de 30 dias após a vacinação foi de 1 caso a cada 100 mil doses aplicadas, o que corresponde a 0,001% dos imunizados. 

A infectologista do Hospital Sírio-Libanês Carla Kobayashi também destacou a importância da vacinação, já que esse efeito adverso é raro. Kobayashi lembrou ainda que é possível ter trombose depois de ficar um período muito longo sentado em um carro ou avião. Isso mesmo se o indivíduo não tomou uma das vacinas contra a Covid-19. Por essa razão, a recomendação é tentar esticar as pernas e, se possível, andar em alguns momentos para manter a circulação. 

Essa informação também foi verificada pelo Aos Fatos

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

Editado por: Maurício Moraes

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