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#Verificamos: É falso que ‘aeromoças’ italianas protestaram contra vacinas em Roma

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
29.out.2021 | 16h57 |

Circula nas redes sociais um vídeo no qual um grupo de mulheres uniformizadas protesta em uma praça. Na filmagem, elas tiram as peças que fazem parte do uniforme e, depois, reúnem-se em círculo, vestindo apenas roupas de baixo. A legenda da gravação sugere que são aeromoças italianas que teriam preferido renunciar ao emprego a ter que “aceitar” os imunizantes contra a Covid-19. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa​:

“Aeromoças italianas que preferem renunciar seus trabalhos, do que aceitar a vaxx.  O direito de escolha assegura a liberdade, quando isso morrer, acabou….”
Legenda de vídeo publicado no Twitter que, até as 14h50 de 2021, tinha mais de 220 visualizações 

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. As comissárias de bordo que aparecem no vídeo não estavam protestando contra as vacinas. Na verdade, o grupo se manifestava contra a perda de empregos e cortes de salários decorrentes do fim da empresa Alitalia. A companhia aérea encerrou as operações em 14 de outubro e, no lugar, foi criada uma nova, a ITA Airways. O protesto coreografado das ex-funcionárias foi realizado no dia 20 de outubro na Piazza del Campidoglio, em Roma.

Uma busca reversa das imagens da manifestação mostra que vários sites de notícias europeus noticiaram a ação, entre eles o italiano La Stampa e o espanhol La Razon.  Segundo o periódico La Repubblica, um dos principais da Itália, as trabalhadoras afirmaram que o objetivo era, em primeiro lugar, expressar a própria dor. Além disso, manifestaram “solidariedade para todos os colegas que foram chamados para a ITA e obrigados a assinar um humilhante e mortificante contrato”.

A iniciativa do dia 20 de outubro teve participação de integrantes da USB (Unione Sindacale di Base – Trasporto Aereo), que transmitiu ao vivo a coreografia em seu perfil no Facebook. No site, o sindicato informa que o grupo protestou silenciosamente “contra o desprezo pela lei e a arrogância com que o ITA expulsou 8 mil funcionários da antiga companhia aérea nacional”. A USB ressaltou ainda que a crise da Alitalia afetou sobretudo as mulheres.

Embora tenham sido registrados atos contrários à implementação do chamado Green Pass naquele país, uma espécie de “passaporte sanitário” que passou a ser exigido para trabalhadores, o protesto das comissárias não tem nenhuma relação com esse certificado

Esse conteúdo também foi verificado por AFP Checamos

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Editado por: Maurício Moraes

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