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#Verificamos: É falso que detentos agora cantam hino nacional em presídio administrado por Exército e PF

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
08.nov.2021 | 14h50 |

Circula pelas redes sociais um vídeo que mostra um grupo de presos cantando o Hino Nacional Brasileiro. A legenda que acompanha a gravação afirma que os detentos estariam em uma prisão do Tocantins administrada pelo Exército Brasileiro e pela Polícia Federal. Com isso, deixaram de cantar o “hino do PCC”. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“Este Presídio [localizado em Palmas/Tocantins] é aquele que os detentos se dividiam em facções com facas e outras armas artesanais. Agora estão sob Administração do Exército Brasileiro e da Polícia Penal Federal, antigamente cantavam o hino do PCC !!!”
Texto compartilhado junto com vídeo no Twitter

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. O vídeo que mostra detentos cantando o Hino Nacional não foi gravado em uma prisão administrada pelo Exército ou pela Polícia Federal localizada no Tocantins. Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça do Tocantins informou que todos os presídios localizados na região são gerenciados pelo governo estadual. Contudo, a cena sequer foi gravada no estado.

Na realidade, o vídeo foi feito no Ceará na Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva. Na gravação, é possível ouvir um homem gritando “CPPL 4!”, sigla que representa o estabelecimento. A Secretaria da Administração Penitenciária do estado informou que todas as unidades prisionais do Ceará têm policiais penais estaduais como gestores, ou seja, não têm relação com o Exército ou com a PF. “As unidades prisionais do Ceará têm um momento cívico semanal”, afirmou. Uma vez por semana os internos cantam o Hino Nacional Brasileiro.

Essa informação também foi verificada pelo Aos Fatos.

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

Editado por: Maurício Moraes

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