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#Verificamos: É falso que Jean Wyllys desapareceu após ser intimado para depor no caso Adélio

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
11.nov.2021 | 15h12 |

Circula pelas redes sociais que o ex-deputado federal Jean Wyllys estaria desaparecido. Segundo o texto, desde o dia 2 de novembro é impossível encontrar o político em sua casa em Barcelona, na Espanha. Ele teria fugido após ser intimado a depor no caso do atentado  que feriu gravemente o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, durante a campanha de 2018. O autor do crime, Adélio Bispo, foi condenado. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“Desde o dia 02 de novembro esta pessoa não é mais encontrada no endereço de Barcelona, na Espanha… Quem tiver informações ligue para a Interpol. Intimado para depor sobre o caso Adélio, Jean Wyllys desaparece”
Texto em imagem compartilhada no WhatsApp

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Jean Wyllys não desapareceu após receber uma intimação para depor no caso Adélio. Em seu perfil oficial no Instagram, ele publicou uma foto que mostra uma página do jornal espanhol 20 Minutos, extraída da edição da última terça-feira (9) – indicando que ele ainda está em Barcelona. Também participou recentemente de uma live na plataforma, em 5 de novembro.

No Twitter, Wyllys também se posicionou sobre o caso. “Cada vez que o governo neonazifascista e corrupto de Bolsonaro e os partidos de direita que lhe dão cobertura na Câmara e no Senado estão sob denúncia de um novo crime, eles ressuscitam fake news contra mim pra criar cortina de fumaça e mobilizar sua base de idiotas e bandidos”, escreveu, em mensagem publicada no dia 7 de novembro de 2021.

Procurada, a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal disse, em nota enviada por e-mail, que a informação compartilhada é falsa. Já o delegado Rodrigo Morais, da Polícia Federal, responsável pela investigação sobre a facada em Jair Bolsonaro, afirmou, pelo WhatsApp, que o inquérito não foi desarquivado e “não há elementos, até o momento, que justifiquem a intimação do ex-deputado”.

O advogado de Wyllys, Lucas Mourão, destacou que não tem conhecimento de nenhuma intimação. “Evidentemente isso (…) faz parte do esforço que determinados grupos políticos fazem de tentar ligar Jean ao episódio. Não é a primeira vez…”, disse.

Em 2018, durante a campanha eleitoral, Adélio Bispo atacou o então candidato Jair Bolsonaro durante um evento público em Juiz de Fora (MG). A facada feriu gravemente o político, que precisou passar por várias cirurgias. Os inquéritos concluídos pela Polícia Federal indicam que Adélio teria agido sozinho, sem ter recebido ordens de ninguém. Na época, o presidente Bolsonaro chegou a questionar a investigação da PF, afirmando que não teria sido aprofundada.

No início de novembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região reabriu o processo que investiga a facada contra Bolsonaro. O advogado do presidente, Frederick Wassef, disse que essa decisão é uma vitória e reforçou que o atentado contra Bolsonaro teve um mandante e um patrocinador. O que, até o momento, não foi comprovado.

Essa informação também foi verificada pelo Boatos.org.

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

Editado por: Maurício Moraes

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