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Editorial: A Lupa errou, e os erros precisam ser corrigidos

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
26.nov.2021 | 10h00 |

Checador não pode errar. Mas erra. E a Lupa errou.

No último 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, a Lupa fez um post nas redes sociais indicando a origem de expressões consideradas racistas. A intenção era, em parceria com o portal Notícia Preta, alertar e conscientizar sobre o uso de palavras e frases entendidas como ofensivas pela população negra. Essa publicação tinha erros; falhamos ao demorar a corrigi-los e ao não publicar de modo transparente que havíamos errado. 

Naquele dia, veiculamos explicações erradas sobre a origem de alguns termos e não informamos que, para outros, há várias hipóteses sobre a origem ainda debatidas entre pesquisadores. Além disso, na publicação feita em 20 de novembro, não indicamos as fontes consultadas. Fomos alertados por leitores e refizemos a apuração, dando origem a um texto publicado em nosso site no dia 23 de novembro, com explicações detalhadas. Este texto foi adaptado para as redes sociais, e a publicação original, apagada, a fim de evitar que qualquer informação sabidamente errada fosse mantida disponível e pudesse ser compartilhada.

Enquanto fazíamos o processo de revisão, não tecemos comentários. Nossa intenção foi a de não ampliar a rede de ódio que se formou ao nosso redor desde o último sábado. Mas nossa resposta foi lenta. Entendemos que essa lentidão se deveu à necessidade de uma apuração exaustiva, para levar ao leitor a informação correta e baseada em fatos, que pauta todo o nosso trabalho.

Porém, não dissemos abertamente que erramos nem pedimos desculpas aos leitores que nos acompanham. Por isso e em nome da transparência (pilar fundamental do nosso trabalho), todas as publicações do dia 23 foram atualizadas no dia 24 afirmando que erramos e pedindo desculpas. Isso não nos exime dos erros cometidos, e nós sabemos. Queremos, no entanto, reafirmar o compromisso com a nossa audiência, com um padrão de correção transparente e com a informação verdadeira. 

O processo de correção de erros jornalísticos está em constante atualização na Lupa. Buscamos evoluir nossos procedimentos técnicos em consonância com as mudanças sociais e sob a luz da nossa missão: entregar informação verificada e de qualidade para que todas as pessoas tomem melhores decisões para si e para a sociedade em que vivem. 

Sabemos — e ensinamos em nossos treinamentos e oficinas — que os erros são parte do jornalismo e, por isso, também da checagem de fatos. O esforço é para que sejam sempre reduzidos ao mínimo, seja nas checagens que publicamos, seja em nossa comunicação com o público nas redes sociais. Porém, é fundamental que estejamos prontos para que, quando esses erros ocorram, sejam corrigidos de forma célere e transparente. 

 Reconhecemos que demoramos a responder a essa situação da maneira mais adequada. Evitamos ao máximo, mas cometemos erros, aprendemos com eles e revisamos nossos processos. Nosso trabalho se pauta pela qualificação da informação e pelo fortalecimento do pensamento crítico. Nossa metodologia está disponível no nosso site, e nossos profissionais estão abertos a críticas, sugestões e discussões. Sempre. É nisso que acreditamos. Aprendemos muito nesse processo e vamos, sempre, corrigir as falhas.

Porque checador não pode errar. Mas vai. E os erros precisam ser corrigidos.

O conteúdo produzido pela Lupa é de inteira responsabilidade da agência e não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem autorização prévia.

A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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A informação está comprovadamente correta
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A informação está correta, mas o leitor merece mais explicações
AINDA É CEDO PARA DIZER
A informação pode vir a ser verdadeira. Ainda não é
EXAGERADO
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CONTRADITÓRIO
A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte
SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
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Não há dados públicos que comprovem a informação
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A informação está comprovadamente incorreta
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