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#Verificamos: É falso que químico tenha sido assassinado após fazer vídeo sobre grafeno em vacinas

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
08.dez.2021 | 15h25 |

Circula pelas redes sociais que o químico Andreas Noack foi assassinado após descobrir e revelar que as vacinas contra a Covid-19 contém hidróxido de grafeno, o que supostamente faria com que os imunizantes fossem um “veneno” para o corpo humano. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“Este homem era Andreas Noack, médico em química e especialista em carbono, foi recentemente assassinado, dias depois de publicar um vídeo sobre o grafeno nas “vacinas experimentais”. Cinco dias após a publicação do vídeo, sua mulher publicou um vídeo contando que o Doctror foi agredido e assassinado. O médico já havia sido preso pela polícia no ano passado durante uma transmissão ao vivo. É um tipo de ‘veneno’ (se se pode chamar assim) que difilmente seria detectado numa necrópsia”

Texto compartilhado no WhatsApp

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Diferentemente do que circula pelo WhatsApp, o químico alemão Andreas Noack não foi assassinado após revelar que as vacinas contra a Covid-19 teriam grafeno, que seria um componente letal para a população. Em seu canal do Telegram, a esposa de Noack informou que ele sofreu um ataque cardíaco no fim de novembro deste ano e não resistiu (veja o vídeo clicando aqui).  

A teoria da conspiração também afirma que ele teria sido detido pela polícia durante uma live por ter divulgado que as vacinas tinham grafeno em sua composição. No entanto, essa informação também é falsa. Segundo a polícia de Middle Franconia, na Alemanha, a operação que aconteceu em novembro de 2020 não teve relação com a pandemia da Covid-19 e as opiniões do químico sobre assuntos relacionados à pandemia. 

Na rede, uma usuária também questiona a polícia sobre a suposta morte do químico. Contudo, as autoridades afirmaram que esse fato não ocorreu. “Podemos informar que, durante a última semana, não chegou ao conhecimento da polícia na área de responsabilidade da Sede Central da Polícia da Francônia, qualquer fato segundo a qual um homem no distrito de Fürth morreu após um ataque”, disse.

Grafeno

Não há comprovação de que as vacinas contra a Covid-19 tenham grafeno e que, por isso, podem ser letais para aqueles que recebem a dose.
Em julho, a Lupa verificou um post com uma informação semelhante e classificou o conteúdo como falso. Na ocasião, circulou pelas redes sociais que um estudo científico da Universidade de Almeria, na Espanha, descobriu que as vacinas contra a Covid-19 teriam em sua composição óxido de grafeno. Contudo, em sua conta oficial do Twitter, a universidade informou que não produziu nenhuma pesquisa desse tipo.

No Brasil, essa informação também foi verificada pelo Boatos.org. A peça de desinformação também foi analisada por checadores da plataforma Lead Stories, dos Estados Unidos. 

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

 

Editado por: Maurício Moraes

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