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#Verificamos: É falso que indígenas protestando em vídeo cobravam dinheiro de ‘passeata contra Bolsonaro’ na Bahia

Estagiária | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
02.maio.2022 | 14h39 |

Circula pelas redes sociais um vídeo que mostra um grupo de indígenas protestando em frente ao Centro Administrativo da Bahia (CAB). É possível observar nas imagens que se inicia um conflito no local. Um grupo de indígenas avança em direção à entrada do prédio e derruba barras de ferro. Em seguida, policiais usam sprays e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. A legenda que acompanha a gravação afirma que o grupo queria invadir a Governadoria da Bahia para cobrar dinheiro prometido em troca da sua participação em uma passeata contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) em Porto Seguro (BA). Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Os índios querendo invadir a Governadoria da Bahia para cobrar o dinheiro prometido na passeata contra o Presidente da República Bolsonaro em Porto Seguro-BA”

Legenda de vídeo publicado no Facebook que, até as 12h de 2 de maio de 2022, tinha 711 curtidas

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. A manifestação indígena ocorrida em frente à sede administrativa do governo da Bahia, no dia 26 de abril, não teve como motivação a cobrança de dinheiro pela realização de um protesto contra Bolsonaro. Na verdade, consistiu em uma marcha ocorrida durante o 4º Acampamento dos Povos Indígenas da Bahia. Segundo representantes do movimento, a manifestação foi realizada com o objetivo de cobrar demandas relacionadas à educação, incluindo a construção de escolas. 

O governo do estado da Bahia afirmou, em seu site, que são falsas as informações que circulam pelas redes sociais relacionando a manifestação a uma suposta promessa de pagamento feita pela pasta.

No dia 22 de abril, o presidente Bolsonaro esteve em Porto Seguro (BA) para participar de eventos em celebração ao dia 22 de abril, data que se comemoraram os 522 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. No mesmo dia, pela manhã, indígenas de 15 aldeias pataxós fizeram um protesto pelas ruas do município. O ato foi motivado pelo sucateamento da Fundação Nacional do Índio (Funai), pela invasão de terras indígenas e pela não demarcação de terras.

A quarta edição do Acampamento dos Povos Indígenas da Bahia, organizado pelo Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), ocorreu entre os dias 25 e 29 de abril. O evento reuniu representantes dos 26 povos indígenas do estado, na área externa da Assembleia Legislativa da Bahia, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. O intuito do encontro foi discutir com a gestão estadual e o Legislativo questões relacionadas aos territórios, educação e saúde indígena.

Uma verificação semelhante foi feita pelo Boatos.org.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Editado por: Maurício Moraes

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