poesia

Amor

Francisco Alvim

Tanta solidão na entrega

tanto abandono

 

Trêmula, trêmula

Aragem



perante meu olhar

duro

 

A palavra mais impura

não dirá tudo

Doía na treva

aquele ser puro

a meu lado, impuro

 

Eu, ou o quê me chame

estava ali?

 

 

A rosa alegre dos

ventos

 

Que mar é este?

Que céu?

Ao lado

daquele ser disperso

em tudo

Seiva luminosa

Tão acima

Nenhuma lembrança

fere ou diz

aquilo que foi

Francisco Alvim

Francisco Alvim, diplomata e poeta, publicou a coletânea Poemas (1968–2000), coeditada pela 7Letras e Cosac Naify

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