concurso literário

Aprendido com o coach

O vencedor e os finalistas do mês

APRENDIDO COM O COACH
Mariana Caló

18h de sexta-feira, hora em que, de vez em quando, me permito perder a conta da cerveja. o garçom e o cléber enchem copos; a fê reclama do cardápio, do ar-condicionado, do chefe; o marco, que sempre senta ao meu lado, dá soquinhos no meu ombro e depois de duas garrafas vazias se empolga, abre as pernas como se o órgão genital crescesse de repente e, a cada dois minutos, bate o joelho na minha coxa; a batata frita cheia de óleo e sal tem um gosto de dor de estômago, embola na língua; o cléber enche os copos de novo; engulo com vontade, orelhas e lábios em um leve formigamento e eu, que nunca tenho assunto para falar, destravo o maxilar: meus lábios curvam para cima e dou um semi-sorriso, após o marco socar, mais uma vez, meu ombro e bater o joelho na minha coxa.

hoje é sexta-feira, 18h, com pandemia e isolamento. horário que, atualmente, pratico ioga. estou cansada, então resolvo ver as mensagens de celular do grupo da firma: happy hour. não é no bar de sempre, mas no zoom. chego um pouco atrasada, o cléber, a fê e o marco já estão conectados, cada um no seu quadrado. elevam os copos cheios em direção às webcams, um brinde; primeira vez que aceito o convite.

o encontro tem um esquema: uma lista do spotify é compartilhada e todos os integrantes devem dar o play em um instante exato, assim todos ficam com a mesma música de fundo. meus colegas tentam ser muito colaborativos, empáticos e precisam liderar; características trabalhadas na última sessão de coach online. então, os participantes da videochamada fazem questão de alinhar as músicas comigo, o que gera confusão e risadas. bastante entusiasmo.



o que estou fazendo? radiantes e alegres, alheios à dor, às mortes, aos noticiários; tão centrados em manter as relações sociais, o status, o humor; tão preocupados em deixar tudo normal, tudo igual; tão ligados à aparência: a fê até pintou as unhas de vermelho e o éder passou gel nos cabelos. vontade de desligar o computador, a luz, perder o emprego, a piada interna, a sanidade. quero minha música triste, minha manta de lã, meu chá de camomila. mal entrei e já estou prestes a ir embora. mas não; vou ficar, experimentar, ser resiliente, é preciso.

o que vocês estavam falando antes de eu entrar? o marco, que já me mandou emoticons de coração pelo chat, me integra, explica que sempre começam falando sobre livros e filmes que têm sido boas companhias durante a quarentena. caramba, e eu achando que ia ser mais um grupo que só esperneia e fala de fermento de pão. ele conta sobre um livro, elvis e sua pélvis: uma biografia extraordinária e que, de forma bem-humorada, narra a história do rei do rock. ele fala e eu desconfio que aquilo é uma avaliação de algum site. tudo bem, eu não conhecia o livro e tampouco me interesso pela vida do elvis. mas fiquei com vontade de ler e me cobro por nunca ter querido saber mais detalhes do astro e seu rebolado. anoto na minha lista mental de livros-para-comprar-na-feira-de-livro-da-usp(-se-ainda-existir)-depois-da-pandemia. pergunto se na playlist compartilhada tem alguma música do rei, para podermos mexer nossas pélvis. ele faz cara de tacho e ninguém comenta nada.

se ele não sabe rebolar, eu também não sei. será que pensa que o elvis não morreu? e se tivesse morrido de covid? mais triste; envolveria displicência do Estado, com letra bem maiúscula. quase falo em voz alta, mas a fê acaba com o silêncio dizendo que ela e o cléber já tinham dado suas dicas culturais, se eu quisesse, podia falar diretamente com eles. super líder, deve ter aprendido com o coach.

aquilo não era uma hora feliz, seguiam uma agenda; em tempos de isolamento o importante é se manter produtivo. credo, quero ir embora para o meu cobertor de lã. luto com minha cabeça, que grita para que eu não desista.

vocês querem saber minha sugestão de livro? falo, cortando o cléber que já ia começar a reportar o crescimento da sua levedura. ah! sabia.

não era para eu dar uma de saidinha, mas tenho vontade de compartilhar umas ideias que não aguento mais conversar com o trio sofá parede fogão. tentam me cortar, não deixo, e conto que tenho lido sobre sonhos; um poder de estar em outra dimensão, onde conseguimos falar com plantas e rochas. por isso minhas orquídeas floresceram, mesmo que já parecessem mortas. acreditem: consigo falar com elas enquanto durmo.

eles me olham como se eu fosse um vírus e sou salva pelo caetano, que agora canta nas quatro casas: a fê e o marco já estão de pé, cadeiras afastadas, câmeras reposicionadas, gingado e meia-lua inteira sopapo, na cara do fraco estrangeiro gozador… pego a garrafa, encho o copo de shot, capoeira ra ra ra, tô no pé de onde dera ra ra ra. chupo o limão; bimba, birimba a mim que diga: taco de arame, cabaça, barriga. limpo o lábio com os dedos cheios de cutículas inflamadas. encho o copinho de novo, viro e são bento, homem do movimento… chacoalho a cabeça e digo, rindo: você sabe rebolar sim, marco. e que berimbau!

a fê se aproxima da câmera, tudo se apaga. melhor conversar com as flores.

 

CONCURSO LITERÁRIO

Participe do desafio Encaixe a frase.

A cada mês propomos uma frase obrigatória e um ingrediente improvável, que deverão ser incorporados a uma história com cabeça, tronco e membros. Os bravos & destemidos que se aventurarem devem enviar seu texto de até 5 mil toques ou uma hq de 1 página até o dia  20 de julho para: concurso@revistapiaui.com.br.

Se for o escolhido, você será publicado na próxima edição da piauí.

Capriche, e mãos à obra!

FRASE DO MÊS:
O fato é que jamais escondi Maurício Albatroz.
Elemento estranho: Cuíca-d’água.

QUEM GANHOU:
A campeã desta rodada é Mariana Caló, de São Paulo, que conseguiu, como poucos, se safar desta batata quente: a frase a ser encaixada era “Bimba birimba a mim que diga: taco de arame, cabaça, barriga”. Elemento estranho: “Elvis e sua pélvis”.

Os demais finalistas estão abaixo.

Confira aqui as regras do nosso paleolítico certame literário.

*

Textos finalistas

DÔBOUSÉVEN E SUA AVENTURA NOS TRÓPICOS
Eliana Antiqueira

“Bimba birimba a mim que diga: taco de arame, cabaça, barriga.” Disse James Bond à porta do número 765 da Rua Aurora, centro de São Paulo. Outrora uma casa de entretenimento masculino agora transformada em QG tupiniquim do MI-6.

Um pouco atrapalhado com a pronúncia de sons latinos tão estranhos à língua britânica, Bundão, seu codinome no Brasil, teve dificuldades em pronunciar a senha que permitiria adentrar ao esconderijo quase secreto e teve de repeti-la cinco vezes, com a ajuda da Siri de seu iPhone X Plus com tela líquida de álcool gel.

Shirley Pâmela, uma das antigas estrelas da casa que agora organizava a despensa e o serviços gerais do cafofo, não entendeu nada daquelas palavras que pareciam letra de MPB de intelectual e deixou Bundão entrar mesmo assim, porque tinha uma rabada no fogo, e Silênio, cafetão das antigas que alugava um dos cômodos do quejê, já tinha ligado avisando que chegaria em instantes saudoso de tão saborosa iguaria.

Bundão havia atravessado o Atlântico à caça de Elvis e sua Pélvis, uma arma secreta que causara grande estrago nas terras da Rainha. Relatos comprovavam os efeitos gasosos, dolorosos e misericordiosos da tal “pistola” que o meliante carregava em suas calças. Com ela, ele desvirginava mocinhas inocentes, dizia que era crente, mas não sabia rezar.

Com essa pista no bolso suado do colete Burberry, Bundão deixou sua parafernália no cômodo número 7 do quejê, tomou um banho rápido na Gorducha Lorenzoni 4 estações e partiu à caça do vilão.

Sua primeira parada foi na Igreja Paçoca é Amor, Deus é Paçoca, onde Elvis havia mostrado sua pélvis para algumas senhoras que, horrorizadas, saíram balbuciando palavras incompreensíveis: Xarancatala! Pentecarne! Ximbiubas! OlerêOlará! Incapaz de entender o que acontecia, dobôuséven partiu para um inferninho em Low Augusta, sua segunda pista.

Tão fácil como roubar fish and chips de uma criança, Bundão descobriu que Elvis e sua Pélvis faziam bico de leão de chácara (lion farm, explicou Rowilson, colega de Elvis, recém-chegado do Crato, 2 meses de Closed English no currículo) na boate M, de quinta a domingo, mas que por causa da pandemia, tinha voltado para São Bernardo do Campo (Saint Bernard of the Field), sua terra natal, e aberto uma confecção de máscaras com sua velha mãe (Elizabeth).

Convidado a entrar e tomar um drinque (batido, não mexido), dobôuséven descobriu que tudo não passava de uma marmota de Satanás, uma falsa denúncia de crime perpetrada por Mary Lucy in The Sky With Diamonds, uma ex-punk viciada em LSD que havia caído de amores por Elvis durante um encontro casual à beira do Tâmisa, quando, inadvertidamente nosso suposto vilão havia acordado em Londres após um porre homérico de rabo de galo (cock tail) na companhia de uns marinheiros ingleses para os quais fez um freelancer (frila) como chapa, descarregando decalitros de gin que seriam contrabandeados para festas ilegais em Jurerê Internacional. (International Jurerê).

Fim da missão para nosso herói, que ainda teve tempo de provar a famosa rabada de Shirley Pâmela antes de retornar a Nothing Hill.

TERRORISTAS, MARGINAIS E VICIADOS, GRAÇAS A DEUS!
Eduardo Roberto de Paula Leite

_ Mãe, a novela vai começar.

Na verdade, já tinha começado. “Bimba biriba a mim que diga: taco de arame, cabaça, barriga”. Era a música do Caetano numa cena em que aparecia a Betty Faria. Eu ainda estava impressionado com o ocorrido no dia anterior. O muro de Berlim, levantado pela banda ocidental, havia sido derrubado. A imagem do rapaz de jaqueta de couro martelando o topo daquela construção sectária não me saía da cabeça. Meu pai andava animado com as eleições diretas para presidente que ocorreriam na próxima quarta-feira. Era filiado ao Partido dos Trabalhadores. Naquela cidade de cinco mil habitantes, ele sentia-se um valioso cabo eleitoral.

_ Já estou indo!

Era um conjunto de sofá com duas poltronas à frente, mais próximas ao televisor, e outra maior com três lugares, atrás. A letra daquela música me intrigava, repleta de palavras e frases que me eram incompreensíveis. Cheguei a anotá-las num papel de pão para consultar meu mano que cursava a universidade. Ele era o gênio da raça. Explicou-me que a tal “meia-lua” que a canção citava era um golpe de capoeira e que Bimba era o grande mestre dessa luta. Falou-me também do berimbau, esse instrumento complexo, e me levou até a casa de um amigo que era percussionista. Ali, o camarada cabeludo e de óculos redondo me mostrou como se tocava aquela geringonça. Fiquei maravilhado.

Logo minha mãe se avizinhou, ocupando a outra poltrona de um lugar. Meu pai continuava um quase monólogo incoercível. Não sei se falava comigo ou com as imagens da TV.

_ Fica quieto, Jerônimo! Não consigo ouvir.

O país iria melhorar. Acabara a censura e o povo voltara a ter voz. Foram anos de luta para se conseguir o fim da ditadura militar e o sufrágio universal. Ele pegara gosto por esse termo: “sufrágio universal”. Deveria ter aprendido há pouco e o repetia sempre que achava contexto. Meu irmão tinha apanhado numa dessas manifestações das “Diretas Já”, lá pelo ano de 1983. Tinham quebrado o nariz do menino. Não existia SUS e o Sr. Jerônimo teve que pagar um bom dinheiro para que um otorrino colocasse os ossos de volta ao lugar. Desde então, agarrara ódio ao militarismo. Falava do massacre na Praça da Paz Celestial e via um mundo prestes a corroer as grades dos regimes ditatoriais. Ninguém mais suportava ter a voz abafada… Meu pai não conseguia calar a boca. Parecia que fora impedido de falar desde abril de 1964.

_ Cheguei!

Era meu irmão Arnaldo, o sábio. Atirou o número novo do Pasquim no meu colo. Apesar da pouca idade, adorava aquele jornalzinho. Na capa havia uma convocação: “Todo mundo pra zona”, em letras grandes e, embaixo, um “eleitoral” em letra diminuta, tentando moralizar a frase. Sentou-se ao meu lado, todo trajado de preto. Ainda estava de luto pela morte do Raul Seixas. Meu pai não gostava de música “rock”. Não pôde deixar de cutucar o filho mais velho:

_ Ainda triste pelo barbudo que imita Elvis e sua pélvis? Quando vai tirar o luto, Perpétua?

O velho fazia referência a uma das personagens carolas da novela que vivia há anos enlutada pela morte do marido.

_ Pronto, agora que não ouço mais nada!

Minha mãe reclamou. Os homens não deram atenção. O Arnaldo defendia os Estados comunistas e não acreditava nessa nova e falsa democracia. O Sr. Jerônimo queria um Estado de bem-estar social à moda europeia. O filho gênio ria, repetindo que aquilo era ilusão de classe média. O único caminho era a revolução armada, a tomada do poder, como fizeram os Sandinistas na Nicarágua. Eu falei de Fidel Castro e de como caíra o analfabetismo em Cuba. Tinha lido aquilo em algum canto e me limitei a repetir, tentando participar da conversa. Meu pai, da poltrona da frente, virou o pescoço. Ganhei um olhar orgulhoso, mas perdi o jornal, que foi confiscado.

_ Deixa o menino, pai!

Meu irmão protestou. O velho respondeu que, antes de me permitir a leitura, iria fazer um senso. De vez em quando aparecia algum seminu naquelas páginas e o DOI-CODI do lar precisava, por um momento, fiscalizar aquele número. Checou superficialmente o jornal e riu:

_ Desenharam um pinto voador aqui, tal de prêmio passaralho! Nada demais, Pasquim liberado pela censura – e atirou o exemplar de volta em minha direção.

_ Sua mãe está pensando em votar no mauricinho das Alagoas…

_ Eu só quero ouvir a novela! Se fizerem silêncio, voto no Lula. Nem que todas as empresas se escafedam desse país.

O silêncio durou pouco. A vontade democrática de meu pai fez o PT perder um voto:

_ Você escolhe quem você quiser, Gemina. Mas eu vou fazer um alerta: se elegerem esse palhaço, não veremos presidente mais idiota nas próximas cinco décadas.

O velho morreu em 2016, aos 85 anos. Sempre fazia questão de recordar o quanto fora certeiro em sua profecia. Sorte a dele não ter visto a própria previsão ruir dois anos depois.

 

 

VOTOS DE CASAMENTO

Júnior Silveira

 

– Ô minha flor, lembra do nosso primeiro protesto?

– Que??  – Falou Sônia da cozinha.

– O protesto…

– Desde quando tu me chama de “minha flor”, Arnaldo?

– Tá passando aqui no jornal um protesto.

– Explica essa história de minha flor… tá me confundindo é?

– Foi a primeira vez que eu te revistei. Lembra?

 

Arnaldo adora contar sua história romântica pra todo mundo.

Ele tinha acabado de entrar na Polícia Militar quando foi designado para repreender os manifestantes em 2013.

– Aquelas dos 20 centavos, lembram?

Logo os amigos já intuíam o resto da história.

– Você policial, ela manifestante de esquerda. Praticamente um Romeu e Julieta político.

Sônia dava de ombros.

– A Soninha, manifestante? Ela não se manifesta nem quando o Ricardo do 203 coloca música alta de madrugada.

– Eu vendia faixas e camisetas. – Ela completa.

E era isso mesmo. Demitida da fábrica que fazia luva de látex, começou a vender camisas falsificadas da seleção brasileira.

– Meu público era aquele pessoal que queria ser de direita, mas não tinha dinheiro pra isso. – Explicava.

E foi num dos protestos que eles se conheceram. Ele revistava mochilas atrás de vinagre e acabou encontrando o amor.

– Eu senti uma coisa sabe?! Ela ali, cheia de falsificações, e meu coração mandando deixar ela passar.

Os dois continuaram se vendo domingo pós domingo. Até que…

– A Dilma saiu, os protestos pararam e eu parei de vender as camisetas. Fui trabalhar na clínica de fisioterapia do meu primo, a Elvis e Sua Pélvis.  – Completa Soninha.

Diz o Arnaldo que sofreu de amor. Sempre que participava de uma busca e apreensão e encontrava um objeto falsificado, lembrava dela.

– Eu até fui pra São Bernardo no dia que o Lula foi solto pra ver se ela não ia estar vendendo camiseta vermelha, mas nada.

 

O tempo passou e eles só foram se encontrar novamente anos depois, nas manifestações contra o STF e contra quem protestava contra o STF.

– Vi ela vendendo faixa ANTIFA no fim da Paulista e chorei. Tive que colocar a culpa no gás lacrimogêneo.

O relacionamento não pegou bem na Corporação e Arnaldo acabou se demitindo.

Virou cantor de pizzaria, cantando Bimba birimba a mim que diga: taco de arame, cabaça, barriga por duas fatias de pepperoni.

 

Depois de ver os protestos na TV, Arnaldo ficou nostálgico.

– Minha flor, preciso te contar uma coisa.

– De novo essa de “minha flor”? Tu tá ficando gagá…

– Eu votei no Bolsonaro por sua causa.

– Não coloca a culpa das suas escolhas pra cima de mim. Já basta aquele blusão verde que você comprou em Gramado.

– Mas é verdade. Tinha certeza que se o Bolsonaro fosse eleito ia ter pelo menos uma manifestação…ah, pelo menos uma tinha que ter.

– Não pode ser…

–  Era o único jeito de eu ver você de novo.

– Você fez isso por amor?

– Sim minha flor, achei que você fosse achar romântico… – Ele é interrompido pela voz firme da esposa.

– Romântico? Olha o que você fez com o Brasil em nome do amor.

– Mas… eu…

– Mas nada! E se eu já tivesse um namorado? E se eu já fosse casada, tivesse 4 filhos…ia valer a pena? Hein seu traste? Ia valer a pena ver a Regina Duarte como ministra?

– Mas o importante é que a gente se casou…

– Importante é não ter um Ministro da Educação que escreve “imprecionante”. Até o Palácio do Planalto o Guedes privatizou. Faça-me o favor.

 

Sônia voltou a atenção à pasta de salsicha e, cabisbaixo, Arnaldo desistiu da discussão. Por mais que tenha sido um ato de amor, ela nunca o perdoou.

Até pesou o lado romântico, mas quando viu a cotação do dólar o sangue subiu à cabeça.

Nas votações que vieram Arnaldo nunca mais votou, só justificava.

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