vultos da literatura

Em busca do centro

O pessimismo e a ironia de V. S. Naipaul

Alejandro Chacoff
V. S. Naipaul foi frequentemente chamado de reacionário, mas na verdade a sua obra o levou a uma espécie de pessimismo desencantado. “Não tenho desejo de mudar o mundo”, disse
V. S. Naipaul foi frequentemente chamado de reacionário, mas na verdade a sua obra o levou a uma espécie de pessimismo desencantado. “Não tenho desejo de mudar o mundo”, disse PAUL EMSLEY_2009 © NATIONAL PORTRAIT GALLERY, LONDON

Em An Area of Darkness [Uma Área de Escuridão], seu primeiro relato de viagem sobre a Índia, publicado em 1964, V. S. Naipaul discorre sobre o costume local de defecar em público. “Os indianos defecam em todo lugar”, ele escreve. “Defecam, sobretudo, ao lado dos trilhos de trem.” Em Goa, como na Roma Antiga, defecar é aparentemente uma atividade social – amigos conversam de forma agradável enquanto se agacham juntos. Se o viajante surpreende um grupo de mulheres defecando nas encostas de Srinagar, elas começam a rir: a vergonha é do viajante por se expor à cena, e não delas. Naipaul descreve o costume local com um nível de escrutínio que só a descoberta literária ou o exaspero provoca (e nesse livro em particular, as duas coisas parecem andar juntas). A certa altura, cita Gandhi, suposto defensor de métodos ocidentais de saneamento básico. Depois relata: “Essas figuras agachadas – para o viajante, depois de um tempo, tão eternas e emblemáticas quanto O Pensador de Rodin – nunca são mencionadas (pelos locais); não aparecem em romances ou contos; não aparecem em filmes ou documentários. Isso poderia ser atribuído a um desejo de embelezar a realidade. Mas a verdade é que os indianos não veem essas pessoas agachadas.

A passagem sobre a defecação é talvez o trecho mais famoso de An Area of Darkness. Assim como a cena de masturbação em Ulisses, de Joyce, ou o momento em que Raskólnikov mata a velhinha em Crime e Castigo, o trecho de Naipaul parece ter se transformado num atalho mnemônico para evocar o autor. A cena masturbatória em Ulisses manifesta a tendência joyciana de romper barreiras morais e formais da literatura; a cena do assassinato da velhinha sem qualquer motivo aparente remete ao interesse de Dostoiévski em questões morais e metafísicas, e sugere algo de sua retórica passional. Já as descrições de defecação pública de Naipaul evocam sua misantropia, sua crueldade, e ao mesmo tempo o mostram como um autor livre de sentimentalismos, alguém disposto a registrar tudo que seus olhos encontram, mesmo se o que vê é desagradável.

“Registrar” é de fato o verbo fundamental de seus relatos de viagens. Até o fim da vida, em 11 de agosto último, Naipaul insistia na tese de que o escritor-viajante deve sempre se livrar de abstrações teóricas e políticas, e registrar o mundo concreto ao seu redor – só assim ele conseguirá enxergar mais do que os outros. O escritor deve prestar contas apenas a si mesmo, e nunca se deixar inebriar pelas mistificações da coletividade. O exaspero de Naipaul com os indianos que não percebiam as dezenas de “pessoas agachadas” à sua frente talvez fosse duplo: ofendiam não só o seu senso de higiene, mas também a sua utopia artística.

An Area of Darkness é também um ponto de inflexão na sua carreira. Até então, os livros de Naipaul tinham como referência (ou como fundamento) a Trinidad de sua infância. Uma Casa para o Sr. Biswas, a obra-prima desse período, publicada em 1961, se inspira na história de seu pai, Seepersad Naipaul – um jornalista do Trinidad Guardian que nunca conseguiu transcender o seu lugar periférico no mundo. É um romanção terno e inimitável, que explora as potencialidades cômicas e o anacronismo do protagonista, Mohun Biswas – um homem que aspira ser escritor, mas mal consegue se livrar das pressões da família de sua mulher – sem degradá-lo e dando à sua história o páthos de uma tragédia grega.

Naipaul decidiu viajar à Índia e escrever An Area of Darkness atendendo a um desejo pessoal de conhecer o país de seus ancestrais, trabalhadores indianos que haviam emigrado para Trinidad no fim do século XIX. Foi também em busca de uma nova forma de escrita. Sentindo que o material autobiográfico que impulsionara inicialmente sua ficção estava se esgotando, em 1962 começou a escrever uma investigação histórica sobre a colonização europeia no Caribe (The Middle Passage: Impressions of Five Societies – British, French and Dutch in the West Indies and South America [A Passagem do Meio: Impressões de Cinco Sociedades – Britânica, Francesa e Holandesa nas Índias Ocidentais e na América do Sul]). A partir de então passa a ser atraído cada vez mais pelo que depois chamaria de “grande movimento dos povos” ao redor do mundo. No prefácio de uma reedição de Índia: Um Milhão de Motins Agora, seu terceiro e último relato de viagem sobre o país, publicado originalmente em 1990, Naipaul relembra o predicamento que o levou aos relatos de não ficção: “O meu fascínio [com pessoas e narrativas] estava se transformando num desejo de entender as correntes da história que tinham criado a fluidez da qual eu era parte.”

Para isso, novos métodos eram necessários. Ao trocar a imaginação mais introspectiva e libertária do ficcionista pela acuidade observatória do viajante, Naipaul criou uma bifurcação em sua obra. Ele continuaria a escrever romances – alguns deles obras-primas –, mas todos teriam agora um tom diferente, um estilo mais ríspido, como se o rigor e o escrutínio do viajante alimentasse também a criação do ficcionista. O gosto por palavras simples (e a aversão a advérbios) se aprofundaria; o tom cômico se diluiria em favor de uma prosa mais cortante, quase oracular. O Naipaul de Num Estado Livre (1971) e Uma Curva no Rio (1979) é um escritor muito distinto daquele de Miguel Street (1959). Ao contrário dos passeios do turista bobo, que encara tudo ao seu redor com uma leveza despropositada e quase ofensiva, como se o outro fosse parte de uma pantomima feita só para ele, as viagens de Naipaul alimentaram a sua misantropia, o seu senso de deslocamento. “A possibilidade da raiva, da perplexidade desesperada, do sarcasmo amargo” estavam ali desde o início de sua trajetória, como escreveu Edward Said num ensaio publicado em 1980. Mas foi quando Naipaul saiu para ver o mundo que os sentimentos afloraram.

 

“O maior prosador da língua inglesa em sessenta anos”, disse Amit Chaudhuri, um autor sutil e pouco dado a hipérboles, no obituário que publicou no Guardian; e a frase é tão pouco controversa que nem sequer foi notada ou desafiada por outros obituaristas. A reputação literária de Naipaul permanece intacta. Até os seus críticos mais famosos (Said, Derek Walcott) reconheciam as suas habilidades. Ambos celebraram Uma Casa para o Sr. Biswas, lamentando que o autor tivesse feito posteriormente um mau uso de seu talento – um pouco como jovens colegas de partido que veem um amigo promissor, mas muito taciturno e neurótico, sucumbir ao outro lado.

A metáfora política não é exata, mas é necessária, porque as críticas a Naipaul estão quase sempre relacionadas com o que ele representa – com as consequências políticas de suas atitudes e obra. Walcott o considerava um filhote do império, alguém que humilhava pessoas do então chamado Terceiro Mundo só para conseguir um lugar junto ao poder; Said, com um pouco mais de estofo analítico e menos ranço pessoal, chegou a conclusão parecida. À medida que envelheceu, Naipaul se tornou uma caricatura do que esperavam dele. Com declarações públicas misóginas e racistas, tinha imenso prazer em chocar jornalistas. “Eu leio um ou dois parágrafos e já sei se o que estou lendo foi escrito por uma mulher”, disse, certa vez. “A África não tem futuro”, afirmou, em outra entrevista. O estereótipo do mundo literário é que escritores falam bem um do outro em público, e depois se atacam em ambiente privado, mas Naipaul às vezes fazia o contrário. Em cartas para o autor inglês Anthony Powell, seu amigo, disse admirar muito a escrita dele, mas, em suas memórias, ridicularizou os romances por ele escritos. “Ele [Naipaul] nunca estava disposto a perdoar um favor do passado”, observou Patrick French, o seu biógrafo.

Sempre houve algo performático no jeito repulsivo de Naipaul. French disse que para escrever a biografia teve que criar diferentes táticas para entrevistá-lo, porque a confrontação só atiçava Naipaul, levando-o a endurecer a sua posição e a lançar generalizações absurdas. Era uma pessoa arisca; havia se especializado no uso de máscaras. Tinha refinado um personagem irascível e nefasto, que talvez contivesse algo de sua personalidade, mas não tudo. Para French, essa tendência estava relacionada ao desejo que ele tinha de se reinventar e criar um personagem que não estivesse associado ao seu país de origem, com o objetivo de “escapar da periferia para o centro, deixar os que não tinham poder e juntar-se aos poderosos, e tornar-se um grande escritor”.

É uma leitura demasiado utilitária. Havia algo mais profundo na misantropia de Naipaul e no seu gosto por máscaras. Pois, se o tema naipauliano é a “extraterritorialidade”, como Said dizia, o fantasma que ronda a sua obra é o talento humano para a fraudulência, para a autoenganação. Na época em que começou a escrever seus relatos de viagens, havia um otimismo difuso suscitado pela independência de ex-colônias; esperava-se que muitas delas florescessem, depois de estarem livres dos grilhões do império. Naipaul viu poucas razões para tal otimismo. Mergulhava por meses na vida de cada país que visitava (Índia, Uganda, Argentina) e, em vez de só circular com expatriados ou com colegas de imprensa (como muitos correspondentes estrangeiros faziam), embarcava numa espécie de etnografia. Acompanhava pessoas de classes sociais e orientações distintas, escrutinizando-as com severidade, mas também com compaixão, dando a elas a dignidade da complexidade, por assim dizer, sem demasiadas idealizações prévias. Via pessoas confusas e teatrais, inseguras, críticas do passado de sujeição política, contudo incapazes de se julgarem com critérios que não fossem os de outras civilizações mais confiantes – “mímicos”, para usar o título de um de seus romances. Naipaul se exasperava com essa profusão de máscaras, mas também notava em si mesmo muito desse sincretismo ansioso. Lembrava-se da infância em Trinidad; da justaposição vagamente absurda de rituais hindus e dos costumes dessa ilhota a 10 quilômetros de distância da América do Sul; das primeiras tentativas fracassadas na literatura, quando ele criava personagens londrinos em situações cosmopolitas que nunca tinha vivido.

 

An Area of Darkness é um livro às vezes cruel e misantrópico, mas também muito cerebral e profundamente introspectivo. As cenas de defecação pública não evocam a riqueza analítica da obra; o atalho mnemônico é enganoso. A área de escuridão do título refere-se à Índia da imaginação infantil de Naipaul, a Índia de seus ancestrais – um lugar onírico, vago, que com o tempo vai sendo esquecido. A viagem força o autor a confrontar o país real pela primeira vez e a justapor as suas impressões e memórias. E o mimetismo indiano, o senso de fratura e dissolução da identidade devolvem Naipaul às suas próprias ansiedades, as alimentam. Nesse sentido, o relato é um ótimo guia para entender as suas neuroses, como o escritor indiano Pankaj Mishra notou.

A fuga de Naipaul da periferia para o centro não foi motivada apenas por uma questão material ou egoica, mas também por uma questão existencial. A Inglaterra era uma civilização confiante, um ex-império com uma autoimagem firme e coesa. Desde cedo, Naipaul havia notado que até a forma do romance, com as suas gradações burguesas sutis e a variedade de ocupações dos personagens, estava calcada na premissa de uma civilização mais ordenada (e como escrever um romance numa sociedade como a de Trinidad e Tobago, dividida entre os donos de plantações e mais algumas poucas categorias sociais?). A completude, a pureza e a coesão identitária foram obsessões naipaulianas; e até o estilo da sua prosa, sem muitos ruídos ou floreios, refletiu essas preocupações.

Havia uma dose de ironia nesse desejo por completude e coesão, que ele, por exemplo, criticava nos povos convertidos ao islã. Naipaul acusava essa doutrina religiosa de ser excessivamente “imperial”, de fazer substituir o passado anterior do convertido por um novo presente islâmico que explicava tudo. Por outro lado, num de seus melhores ensaios, “Crocodiles of Yamoussoukro” – o relato de uma viagem à Costa do Marfim, publicado no começo dos anos 80 –, demonstra admiração pelo modo sereno com que as tribos locais lidavam com a questão de sua identidade; e disseca, de forma paciente e avassaladora, como, nesse caso, os mímicos são alguns dos expatriados, que projetam no lugar uma ideia difusa e solipsista de modernidade.

A parte mais instigante de An Area of Darkness encontra-se no último terço do livro, intitulado “Fantasy and ruins” [Fantasia e ruínas], misto de ensaio pessoal e crítica literária. Nele, Naipaul analisa a imagem que tinha da Inglaterra na infância, e a presença e o legado imperial britânico na Índia – até finalmente desembocar numa digressão brilhante sobre a literatura inglesa, sobre os seus movimentos pendulares e autores. O tom não é de elogio. Naipaul vê que a qualidade dos relatos de viagens ingleses sofre uma clara decadência ao longo do século XIX, e atribui isso à infiltração excessiva da ideia abstrata de englishness (anglicidade) nos escritos. O orgulho imperial vai tornando os autores complacentes, engessados, pouco atentos ao mundo à sua volta. “Londres é ainda a cidade de Dickens”, Naipaul diz. “Quantos autores desde então sequer olharam para a cidade!” Com o poder conquistado, o mito da nação inglesa se solidifica. “As razões são conhecidas: o narcisismo era justificável. Mas com isso há uma perda. Um jeito de olhar se enfraquece. O que era inglês já estava decidido; e era a partir desses critérios que o mundo passaria a ser visto.”

 

Derek Walcott acusava Naipaul de ter se alinhado ao poder; mas, por outro ângulo, foi o poder que se alinhou com Naipaul. Para a maioria dos seus críticos e leitores do Norte, ele é um escritor que questionou o otimismo pouco embasado das sociedades pós-coloniais, as suas fissuras e indulgências coletivas. Mas a misantropia e a dureza de Naipaul sempre foram democráticas. “Fantasy and ruins” não é o único de seus escritos que dissecam o Norte. Ele praticou com as metrópoles a mesma espécie de escrutínio em “Crocodiles of Yamoussoukro”, na cobertura da convenção do Partido Republicano em 1984, no livro A Turn in the South [Uma Volta pelo Sul], um relato de viagem pelos estados sulinos dos Estados Unidos, na cobertura da campanha de Norman Mailer pela Prefeitura de Nova York e em inúmeras passagens de sua obra.

Por questões autobiográficas, Naipaul, segundo ele mesmo, se interessava mais em viajar e escrever sobre sociedades pós–coloniais, e se poderia argumentar que essas passagens são partes menores de sua obra. Mas a verdade é que muitos leitores ingleses, americanos e da Europa continental parecem não ver essas passagens – um pouco como os passantes que não enxergam os concidadãos que defecam em público (a fama adquirida por essa cena em detrimento de “Fantasy and ruins”, aliás, diz mais sobre os leitores do que sobre o autor). Por causa da imensa confiança numa identidade coesa e inabalável, e pela inoculação ao longo de séculos de uma autoimagem de solidez civilizacional, leitores ingleses, americanos e europeus têm dificuldade em sacar Naipaul da categoria de escritor “pós-colonial”. É uma teimosia compreensível; admitir a fragilidade de identidades coletivas é mais fácil para alguém de um país pobre e politicamente instável do que para alguém de um país rico e politicamente estável.

O romance autobiográfico O Enigma da Chegada, o melhor livro de Naipaul, pode ser lido como uma espécie de rendição à fluidez insolucionável do mundo, à condição trágica de vivermos, todos nós, com máscaras. As descrições líricas das construções no interior da Inglaterra que o narrador vê serem erguidas e desaparecem em seguida aludem ao fato de que até as civilizações mais confiantes são edificadas sobre areia movediça. Em vida, fora da página, essa rendição existencial tomou, para Naipaul, um caráter mais dramático: degringolou no bufão irascível, no misantropo sádico.

Pela forma desdenhosa com que falava de ex-colônias, por sua misoginia e suas declarações públicas chocantes, Naipaul é frequentemente chamado de reacionário. Ele certamente preenche muitas categorias reacionárias (era de fato uma pessoa deplorável em vários aspectos), mas o termo politizado é enganoso, pois dá a ideia de que era alguém fortemente envolvido em causas da direita. Na verdade, a sua obra o tinha levado a uma espécie de pessimismo (ele diria: realismo) desencantado, a uma passividade cívica irritadiça.

“Não tenho desejo de mudar o mundo”, disse certa vez numa carta, quando ainda estudava em Oxford. “Estou livre do fogo emancipatório.” Paradoxalmente, o seu exemplo é libertador. Com sua trajetória miraculosa, que o leva de uma ilhota desconhecida até o panteão da literatura mundial, mostrou que um escritor da periferia do mundo não precisa sempre se ater ao lugar onde nasceu, mas pode se fiar apenas em sua voz na página. “Eu vim a Londres. O lugar tinha se tornado o centro do meu mundo, e eu tinha trabalhado muito para chegar nele”, escreve em An Area of Darkness, relembrando o início de sua juventude. Mas, chegando lá, Naipaul não encontra a completude com a qual sonhara. Longe disso, sua chegada ao centro do mundo é anticlimática, melancólica, e não provê nenhuma identidade comunitária à qual ele possa se agarrar: “Eu me tornei nada mais que um habitante de uma cidade grande, roubado de minhas lealdades, o tempo passando, me afastando mais e mais do que eu era, eu cada vez mais recolhido em mim mesmo, lutando para manter o equilíbrio e deixar acesa em mim a visão do mundo aberto que existia além dos tijolos e do asfalto e do caos dos trilhos de trem. Todas as terras míticas definharam, e na cidade grande fui confinado a um mundo menor do que qualquer outro que eu conhecera. Me tornei minha casa, minha mesa, meu nome.”

Alejandro Chacoff

Alejandro Chacoff, jornalista da piauí, trabalhou como analista político em Londres

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