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“Fica sempre aquele gostinho de quero mais para com a piauí”

TEMPOS DA PESTE
A piauí_163, abril, chegou mais cedo nas bancas aqui em Bauru, até estranhei, mais gordinha, bem do jeito que estávamos precisando, os em convalescença, retidos/detidos em quarentena. Estava ótima, de cabo a rabo, porém não deu pro cheiro. Foi devorada em questão de dias. Pudera: trancafiado, a leitura nos embala. Legião igual a mim deve estar se esbaldando. Lembro de minha orientadora no mestrado, dois anos atrás, quando lhe disse: “Compro revistas e não leio, coleciono. Gosto delas, linha editorial, um dia as lerei.” Ela olhava pra mim e dizia: “Desapega. Esse dia não chegará. O que passou, passou; vai acumular papel e nunca mais vai ler.” Ela não previa a quarentena. Contei, eram treze edições porcamente lidas, textos pulados, lia o que dava. Hoje, 21 de abril, já li todas, devorei, degustei, me lambuzei e estou como aquele bicho insaciável acoplado em mim, querendo mais e mais. Fui no site, descobri novos textos. Ótimos, todos de alguma forma ligados ao tema da peste. Foram devidamente devorados. As demais revistas tiveram o mesmo fim. Enfim, coloquei toda a leitura atrasada em dia. E agora, diante da possibilidade disso durar mais uns meses, claro, livros e mais livros, mas fica sempre aquele gostinho de quero mais para com a piauí. Minha modesta sugestão: durante o período de pandemia, duas edições por mês, quiçá semanais. Nada como revistonas gordas de quinze em quinze dias. Nessa de abril, eu poderia citar vários textos do meu agrado. Parabéns pelo conjunto da obra, assim no atacado. Gostei demais da conta.
HENRIQUE PERAZZI DE AQUINO_BAURU/SP

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