“Foi um terror”

Quando o novo coronavírus tomou o rumo da América do Sul, havia duas apostas: o Paraguai, com um sistema de saúde precário, corria o risco de sucumbir. O Brasil, com seu histórico respeitável de combate a epidemias, poderia ser uma boa surpresa. Deu-se o contrário.

O Paraguai reagiu rápido ao avanço da pandemia. Medidas drásticas, tomadas ainda em março, como a suspensão de eventos públicos, o fechamento das fronteiras e a quarentena total, asseguraram ao país a proteção que precisava para evitar uma catástrofe. Com isso, até o dia 28 de julho, o Paraguai tinha apenas 4,6 mil casos positivos e 45 mortes – quando se previa, no início de tudo, um saldo apavorante de milhares de óbitos.