cartas

Leitores clamam por liberdade ao javaporco

CONDENADOS À TRADIÇÃO

Supondo que a distância
entre a mão e o papel
fornece a sinopse
dos voltivos
antes do marco frívolo
do palavreado,
os convivas acadêmicos
emanam flatulência
na veia da vanguarda.

JOSÉ CARLOS COSTA JUNIOR_SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO/MG

FRAUDE NA CIÊNCIA

Fraude na ciência é um tipo de corrupção que acarreta danos para a humanidade. Gostaria que o assunto fosse aprofundado, abordando a polêmica troca de e-mails entre cientistas (denunciada pelo WikiLeaks) que combinaram exagerar os achados de suas pesquisas climatológicas, para facilitar a captação de mais verbas, criar pânico nas pessoas e atingir os objetivos de grandes corporações.

GILBERTO MARINHO_GOIÂNIA/GO

EDWARD SAID

É revigorante ler os textos da piauí! Obrigada por oferecerem artigos de conteúdo e em português invejável nesse meio virtual que no Brasil anda cada vez mais vazio, superficial e estúpido. E que excelente tradução do artigo do Tony Judt sobre Edward Said e a questão palestina (“O cosmopolita desenraizado”, piauí_41, fevereiro 2010) – realmente apaixonante! Apenas faltou uma nota explicativa para mencionar que Judt quando jovem era ardente sionista e mais tarde se tornou também um dos mais influentes acadêmicos nos Estados Unidos.

CAMILA TEIXEIRA_ALEMANHA

DELETE!

D. Nely, a internauta octogenária, oferece uma verdadeira lição de vida para aqueles, que temem a terceira idade (“Destino: delete!”, piauí_60, setembro). Antenada e participativa, ela também troca informações de informática com seus familiares mais novos e demonstra independência e autoconfiança. Parabéns pela iniciativa da revista por tão interessante matéria.

LILIAN OSWALD_RIO DE JANEIRO/RJ

ESQUINAS

Com a edição 60, piauí atingiu os píncaros em qualidade e variedade de temas tratados. Excelente, mesmo. Adorei o textículo sobre o metalúrgico que achava que poesia era coisa de viado (“O torneiro e o poeta”, setembro). A sessão Esquinas é ótima para se ler na hora do almoço, no ônibus, no metrô, nas barcas, nas paradas dos passeios de bicicleta, nas salas de espera dos aeroportos (quando os voos não atrasam)… Uma delícia.

JOAO CARLOS CARREIRA ALVES_RIO DE JANEIRO/RJ

BALANÇO

Escrevo para elogiar a revista, suas pautas e seus textos. Fazia tempo que não me surpreendia positivamente com uma publicação. A primeira edição que li foi a piauí_60, de setembro; tive o prazer de uma gostosa leitura. Textos bem redigidos e que nos fornecem uma abordagem mais amiúde sobre os assuntos.

Fiquei encantado com as Esquinas; além de jornalista, sou fotógrafo amador – mais recentemente, lomógrafo amador – e adoro observar os personagens anônimos pelas ruas e imaginar as ricas histórias que devem carregar consigo. O relato da senhora Nely Mesquita (“Destino: delete!”, p. 18) foi bem interessante; vou enviá-lo a minha mãe para incentivá-la a fazer uso da internet. Ri muito do diário da Dilma (“Em tempo de guerra, urubu é frango”, p. 34). Li e refleti sobre o texto “Vitória em Cristo”. Preocupa-me a intolerância religiosa alimentada por algumas igrejas, que se reportam com hostilidade a fieis que têm crenças diferentes das suas. A crítica madura faz parte do processo democrático, mas a hostilidade pode alimentar conflitos dos quais o Brasil e o mundo não precisam. Dos diversos trechos que grifei, destaco a frase de uma entrevistada: “‘Deus me honrou com uma casa de meio milhão de reais.’” É curioso observar como o discurso do acúmulo patrimonial tem invadido algumas igrejas. Afinal, é esse o sentido do nosso exercício de religiosidade/espiritualidade?

LUÍS GUSTAVO_TERESINA/PI

QUESTÕES HISTÓRICO-POLÍTICAS

Em primeiro lugar, quero parabenizar a revista pelo seus cincos anos de existência, e que venham muitos outros anos para nós comemorarmos com boa informação que só piauí sabe fazer!

Quero deixar meu comentário sobre essa maravilhosa reportagem feita pelo nosso maior da História do Brasil, que não canso de dizer para os meus amigos, que é Boris Fausto. Um homem sem dúvida que eu queria conhecer, porque amo história. Foi por causa dele que estou pensando fazer o meu vestibular para História.

Boris fausto sabe bem o que é História, e eu não canso de assistir a um documentário em que ele faz uma análise minuciosa do Brasil desde o descobrimento até o inicio do governo Lula, sem deixar sequer um ponto de ambiguidade. Espero, desta vez, que minha carta esteja na versão impressa, pois sou um grande leitor de uma revista que faço propaganda de graça e que me conquistou há três meses, quando a assinei em Mossoró, na Feira do livro de que estive participando.

GILMAR JÚNIOR_UMARIZAL/RN

ADEUS, CALIGRAFIA

Aqui vai um comentário sobre a abolição da letra cursiva (Despedida “Adeus, Caligrafia”, piauí_59, agosto), citada pelo André Luis Rosa e Silva. Provavelmente, essa letra, muito mais difícil de fazer do que a de forma, foi criada como forma de tornar cada palavra um único traço, a fim de evitar as bolinhas de tinta que se formavam cada vez que o escrevente encostava a pena (de ganso) no papel. Com a caneta esferográfica, o problema acabou de vez, portanto a letra cursiva não é mais necessária. Foi para o limbo, fazer companhia ao relógio de corda e à máquina de escrever. Mas não vou mentir. Isso me deixa triste.

MARCOS JOSÉ CHIQUETTO_RIO DE JANEIRO/RJ

VÍTIMAS DA MÍDIA?

Quando surgiu a piauí imaginei que poderia ser a publicação que faltava para dar vazão à excelente produção do cartum brasileiro (estou falando de desenho atemporal permanente e não da charge de atualidade, que tem vida curtíssima e já tem o seu espaço!). Pensei que a revista seria a nossa New Yorker, que é a bíblia do bom cartum estadounidense, afinal nos grandes salões de humor gráfico internacionais sempre tem brasileiro ganhando. Também esperei belas capas feitas por artistas gráficos daqui, como faz a New Yorker, convidando os caras que conjugam grande qualidade gráfica e humor sutil.

Não rolou, porque a revista preferiu comprar material de fora, de qualidade duvidosa, como o ultrapassado francês Gotlib (talvez por critério de preço, já que o material surrado por lá é revendido a preço de banana aqui!).

Na piauí_58, pelo menos compraram um beaujolais de qualidade, Jean-Jacques Sempé, um dos melhores do mundo. Mas a prova de que a revista precisa de um editor de cartum e ilustração (na New Yorker o cartunista Robert Mankoff edita isso), é que o editor não entendeu os desenhos do mestre e botou na capa a chamada “Vítimas da mídia”, quando os cartuns falam exatamente o contrário. No melhor deles, que é uma sequência deliciosa, o personagem é um comunicador ególatra que fica frustrado porque alguém não fala dele como estrela televisiva.

NELTAIR ABREU_PORTO ALEGRE/RS

NAS MÃOS DA MILÍCIA

É impressionante o artigo “Minha dor não sai no jornal” (piauí_59, agosto). Só me cabe a sincera solidariedade aos corajosos e bem-intencionados. Fico me perguntando: por que o nosso país é desta maneira? Qual o pecado que cometemos? Quem é culpado? E só consigo uma resposta: nós mesmos! Acreditamos que somos meros espectadores da política e da organização do Estado, que este é corrupto por natureza e que isso nos redime de qualquer culpa ou responsabilidade. Todos nós sabemos a diferença entre o certo e o errado, porém não nos damos conta de que toda e qualquer condescendência, por menor que seja, contribui para um país injusto e subdesenvolvido. Vivemos uma época de relativismos morais, na qual todos os crimes são responsabilidade da sociedade, e não de quem os comete, mas isso passará e, com perseverança e atitudes como as que Nilton Claudino se propôs a ter, haveremos de deixar aos nossos filhos um país melhor.

DIETER SCHRÖDER_CURITIBA/PR

OUVIDOS DO PLANALTO

Instigante o perfil, delineado por Plínio Fraga, de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência (“Os ouvidos do Planalto”, piauí_60, setembro). Chegou a secretário-geral da Executiva Nacional do PT e, posteriormente, foi secretário de Governo e de Comunicação da Prefeitura de Santo André na gestão de Celso Daniel. Acho que sua tolerância veio da atividade como secretário de uma prefeitura comprometida com a corrupção. Daí pode-se entender sua tolerância com a corrupção e a impunidade ocorrida no governo anterior, sem que o macunaímico Lula adotasse providências drásticas, enquanto Dilma seria intransigente com a mediocridade, o desvio e o desmando.

DIRCEU LUIZ NATAL_RIO DE JANEIRO/RJ

CHABU NO LABORATÓRIO

Por falar em chabu (“Os alquimistas”, piauí_60, setembro), lembro-me de um recente edital da ínclita Capes no qual, além de fumaças de nepotismo, houve aprovação de novo estudo chancelado por um renomado pesquisador que, em passado recente, teve ziguezagueante projeto financiado pela mesma agência e que segue praticamente inédito, pois os resultados a que chegaram são quase impublicáveis. Nas duas investidas, o alvo era Mama África, sempre usada e abusada.

JOÃO LUIZ COSTA CARDOSO_SÃO PAULO/SP

O excelente artigo de Bernardo Esteves, além de mostrar detalhes do mundo das publicações acadêmicas, contribuiu para a ciência da alquimia, transformando uma über cadeira ergonômica em uma improvável cadeira “ergométrica”! Resta descobrir para que ela serviria.

JUAREZ VERBA_PORTO ALEGRE/RS

NOTA DA REDAÇÃO: Estamos todos inscritos no próximo Enem.

PRESIDENTA E POETA?

Estava lendo as Cartas da edição 60 (setembro). Notei que Elizabeth Bishop era referida – como, também, na ótima reportagem “Uma casa para Elizabeth”, do mês anterior – como “poeta”. Lembrei-me, então, da polêmica sobre a “presidenta” e da matéria laudatória (com razão!) do professor Evanildo Bechara (“O Sr. Norma Culta”, piauí_57, junho). Fui lá, no homem, ver e conferir: o certo ainda é “poetisa”. O Sarney, tudo bem, tiro de letra! Mas e se a Dilma me resolve escrever poesia? Presidenta e poeta? Eu sei que eu sou muito chato. Mas e piauí?

MÁRCIO XAVIER_SÃO PAULO/SP

NOTA DA REDAÇÃO: Uma assembleia de gramáticos e lexicólogos de piauí discutiu a momentosa questão. Decidiu que, sim, as duas formas, presidente e presidenta, são válidas para se referir a Dilma Rousseff. Mas logo um grupo, denominado Facção Eufônica, argumentou que presidenta é feio de doer, agride os ouvidos e, assim sendo, é mais sensato chamá-la de presidente. E outro lado, cognominado Coligação Política, disse que, se Dilma quer dar uma conotação de gênero ao cargo, e se encontra nos marcos da norma culta, é seu direito ser presidenta – e uma publicação só deixa de fazer isso por querer se opor a ela no terreno linguístico, que não é miúdo, longe disso. Portanto, a alta direção do magazine houve por bem, depois de madura reflexão, como é de seu feitio, e com a brevidade clarividente que a caracteriza, decretar o seguinte, dois-pontos: usaremos presidente; mas se alguma companheira, ou companheiro, se referir a ela como presidenta, assim será registrado.

TARJA PRETA

Escrito de maneira extremamente didática, o artigo “A epidemia de doença mental” (piauí_59, agosto) elucida uma série de questionamentos sobre a síndrome da tarja preta que vitima um número cada vez maior de pessoas no mundo contemporâneo, contribuindo para o enriquecimento de um dos segmentos capitalistas mais agressivos, as indústrias farmacológicas. Aqui está um tema que merece voltar às páginas desta brilhante revista.

ROSILDO BRITO_CAMPINA GRANDE/PB

Três livros sobre anjos fazem um crédulo sair à rua procurando querubins. Três livros de Paulo Coelho farão um neófito acreditar que a literatura acabou. Três livros de nenhuma importância científica fazem Marcia Angell escrever um artigo ideológico sem maior aprofundamento teórico e sem ouvir opiniões divergentes. Centenas de revistas científicas, não psiquiátricas inclusive, debatem as neurociências e os processos biológicos, genéticos e farmacológicos dos transtornos psiquiátricos. Milhões de cientistas, brilhantes e acima de qualquer suspeita, publicam artigos e estudos sofisticados sobre os transtornos mentais. Milhões de doentes no mundo todo retomam suas vidas graças aos modernos tratamentos farmacológicos. A Organização Mundial de Saúde coloca as doenças psiquiátricas entre as dez maiores causas de incapacitação humana.

TÁKI ATHANÁSSIOS CORDÁS_SÃO PAULO/SP

Em nome do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, parabenizo a revista piauí e a autora Marcia Angell pela reportagem “A epidemia de doença mental”. Consideramos que as informações veiculadas na matéria são da maior importância no sentido de promover a mobilização da sociedade para a crítica à medicalização da aprendizagem e do comportamento, um de nossos objetivos principais.

HELENA REGO MONTEIRO_RIO DE JANEIRO/RJ

ABSOLVIÇÃO PORTÁTIL

Tenho vários motivos para ser assinante de piauí. Pesam a favor da revista a linha editorial, a qualidade e a profundidade dos textos, e até o papel escolhido. Quero, porém, fazer um reparo. Na seção Chegada (“Absolvição portátil”, piauí_60), a revista comete um ato falho. Referindo-se ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ao publicar que “não bastasse ele ser o anfitrião da partida mais nobre da Copa do Mundo, além dos Jogos Olímpicos de 2016”, piauí muda o calendário e o sistema eleitorais, reelegendo o prefeito por antecipação a um segundo mandato. Não custa lembrar que o mandato de Paes termina em 31 de dezembro de 2012 e, para ser o anfitrião a que se refere a reportagem, é necessário que os eleitores cariocas lhe concedam um segundo mandato.

ROZALVO NEPOMUCENO DE FARIA_SETE LAGOAS/MG

NOTA DA REDAÇÃO: Devemos, pois, nos confessar e rezar para sermos absolvidos.

 

ANAIS DA RELIGIÃO

Quero destacar como cristã a isenção e qualidade do perfil do Pr. Silas Malafaia (“Vitória em Cristo”, piauí_60, setembro). Sou batista, mas conheço o Pr. Malafaia pessoalmente. A matéria brilhante de Daniela Pinheiro vai agradar quem gosta do pastor e também quem não gosta. Jornalismo de qualidade e imparcial. Vibrei.

Sou jornalista e a outra matéria que achei um primor foi “Destino: delete!” (piauí_60, setembro). Simplesmente brilhante. Uma pérola. Parabéns pelas duas. Vou assinar a revista.

THEREZA CRISTINA JORGE_RIO DE JANEIRO/RJ

 

O pastor Malafaia (“Vitória em Cristo”, piauí_60, setembro) dízimo em dízimo enche o papo e o urubu que nesta guerra vira pintinho, cisca pra frente e voa de costa no templo da Penha para escapar do congresso de fogo, com labaredas do ardor da língua do pastor. Aleluia – irmãozinhos.

LÉO NASCIMENTO_ITATIAIA/RJ

Vocês já repararam que esse Malafaia (“Vitória em Cristo”, piauí_60, setembro) discursa igual Adolf Hitler para as massas da faminta Alemanha? É um aproveitador, que fala para um povo com a mente fraca, sem raciocínio de que estão sendo roubados. Ele simplesmente usa a fé e Deus para te enganar. Enquanto existir gente que dá dinheiro para esses charlatões de oratória fajuta, eles serão cada vez mais milionários.

MURILO SILVA_SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP

 

O pastor Silas Malafaia (“Vitória em Cristo”, piauí_60, setembro) é mais um exemplo de homem empreendedor que sabe explorar seu nicho de mercado. Especializou-se (em psicologia) para melhor domar seu rebanho de fiéis e hoje goza de certo prestígio no meio. Assim como outros pastores que viram crescer o seguimento de igrejas pentecostais nas últimas décadas.

Mas o perigo dessa turma não está no altar de suas igrejas bradando, as máquinas Cielo em uma mão e a Bíblia em outra. Mas sim em nossas casas legislativas. O discurso das bancadas evangélicas se afasta da Constituição Federal e a edita (com algumas supressões de direitos fundamentais) de acordo com uma interpretação literal da Bíblia. Espero não viver para ver instaurada a República Teocrática do Brasil.

RENATO HENRIQUE TORRES POLLI_FLORIANÓPOLIS/SC

 

Daqui a cinquenta anos, provavelmente a maioria das denominações evangélicas aceitará casais homossexuais como fiéis e membros de suas igrejas. Entretanto, provavelmente não haverá outro Silas Malafaia para dizer em alto e bom som o que os outros pastores têm receio de dizer, por medo de serem atacados ou mal compreendidos.

Não me entendam mal. Como cidadã, concordo que aos homossexuais sejam assegurados os direitos civis, como o direito à sucessão, à regulamentação da união civil e à adoção. Mas como cristã protestante, não posso permitir que eles queiram interferir na minha forma de pensar, de crer, que é: Deus ama os homossexuais, mas abomina a prática do homossexualismo. A Constituição me garante o direito ao culto – que inclui o direito à crença –, bem como à liberdade de pensamento, e esses direitos não podem ser negados aos que pensam da mesma forma que eu.

A verdade é que os evangélicos estão apenas sofrendo a consequência da forma como sempre trataram os homossexuais: com arrogância e preconceito. Jesus nunca tratou os excluídos da sociedade judaica de sua época da forma como os evangélicos sempre trataram os homossexuais. Pelo contrário, Ele comia com os coletores de impostos e prostitutas, que eram tratados como personae non gratae pelos rabinos e teólogos de Seu tempo. Ao contrário dos evangélicos, Jesus recebeu de braços abertos aqueles que todos repeliam e demonstrou Seu amor àqueles por quem ninguém tinha respeito. Tivessem os evangélicos tratado, desde sempre, os homossexuais com o respeito e o amor que eles merecem, e com que Jesus tratava os excluídos em Seu tempo, essa guerra não teria começado.

PRISCILA RIBEIRO PEDRO DENICOLI_ARACRUZ/ES

 

Quando li o comentário “tenho problema com ativista gay, porque eles são um bando de intolerantes”, ri um irônico riso para não soltar os impropérios. Sugiro ao Silas Malafaia que leia também a reportagem de piauí para que perceba, de fato, onde mora a intolerância.

VITHOR TORRES LUCIO_CAMPO GRANDE/MS

 

O TORNEIRO E O POETA

O dia ficou mais bonito ao ler a singela, mas inspiradora, história de Rodrigo Inácio (Esquina “O torneiro e o poeta”, piauí_60, setembro).

KÊNIA GAEDTKE_JOINVILLE/SC

 

Tenho 42 anos e sou ilustrador aqui em São Paulo. Antes de ser ilustrador, fui metalúrgico no ABC e acho que o companheiro Andrés Sandoval cometeu um equívoco ao ilustrar a Esquina “O torneiro e o poeta”: desenhou um trabalhador da siderurgia em vez de um torneiro. Pode parecer bobagem, mas são coisas bem diferentes.

ED SARRO_SÃO PAULO/SP

 

SALVEM O JAVAPORCO

Se nem os políticos corruptos merecem ficar confinados numa pocilga imunda, que dirá o indefeso javaporco (“Os ouvidos do Planalto”, piauí_60, setembro). Gilberto Carvalho, se você é mesmo cristão, não trate seu animal com tanta desumanidade.

MARILIA COELHO_RIO DE JANEIRO/RJ

 

O PT fala tanto em liberdade e permite que um coitado de um javaporco fique confinado nas piores das condições, numa pocilga na fazenda de Gilberto Carvalho. Liberdade para o javaporco.

BRUNO RODRIGUES_RIO DE JANEIRO/RJ

 

Não posso deixar de manifestar minha indignação pela maneira como é tratado o javaporco do Gilberto Carvalho. Espero que a revista leve o caso às autoridades competentes, para que estas tomem a providência devida.

JULIA PECLY_RECIFE/PE

NOTA DA REDAÇÃO: Já levamos o caso à ONU. E, em defesa dos grilos brasileiros, levamos junto nosso protesto pelo nome do infeliz animal.

 

FIGURAS DA SÉTIMA ARTE

O texto sobre Jean-Claude Bernardet (“Autoficções de uma pessoa-laboratório”, piauí_60, setembro) é impagável. O trecho que descreve Eduardo Coutinho e o crítico de cinema no aeroporto de Toronto é digno de uma cena de Mario Monicelli. Vale pelos cinco anos de publicação de piauí! E é impossível não transcrever a parte em que um conceitua o outro: “‘O Jean-Claude é um estoico, devia ser contratado como guardador de pessoas’, disse o diretor. ‘Parecia um atleta.’ Bernardet resumiu assim a viagem: ‘Ele podia fazer o que quisesse, que eu não me irritava. É claro que um cara que fez os filmes que ele fez é um sujeito angustiado. Não tem como não ser.'” É simplesmente maravilhoso!

ANGELA VIANNA_PORTO ALEGRE/RS

 

Uma surpresa saber que o crítico rigoroso é também um bon vivant.

PAULO LIMA_ARACAJU/SE

 

Parabéns pelo dossiê sobre Jean-Claude Bernardet. Jean é uma figura obrigatória para quem gosta, lê, vive, apropria-se ou apenas vê o que se chama de cinema nacional. Suas dificuldades demonstradas no filme Filmefobia, de Kiko Goifman, ficam ainda mais claras com a matéria. Conhecemos a fundo o homem que pensa o cinema como algo a mais do que sentar na poltrona e comer pipoca. Seu experimentalismo tem tudo a ver com a ousadia da piauí.

VITOR STEFANO_SÃO PAULO/SP

 

O ensaio-montagem “Autoficções de uma pessoa-laboratório” é puro cinema. Se o Bernardet inventou o Combinacor, a reportagem inventou o Combinaverbo, uma montagem textual impressionante. Fazia tempo que eu não lia um lance realmente criativo que reconstrói um personagem “mutante” e tão bem iluminado.

FRANCISCO MACIEL_SÃO GONÇALO/RJ

 

Belo e valente trabalho. Bernardet é uma personalidade difícil de definir tanto do ponto de vista intelectual como pessoal. Mesmo com todas as limitações inerentes às páginas de um perfil, tive a sensação de ver ali o homem afeito a arroubos desse tipo, quase garantia de um olhar inesperado. Que venham outros textos!

MARIA GUIMARÃES_SÃO PAULO/SP

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