portfólio

zillôr, um nome a melar

Millôr se impõe uma forma fixa, a identidade nominal, e, dentro da prisão de si mesmo, expõe a liberdade

Millôr Fernandes e Mario Sergio Conti

A história é velha e verdadeira. Aos 17 anos, Milton Fernandes viu a sua certidão de nascimento. A caligrafia do escrivão estava desenhada em excesso, era uma profusa confusão de arabescos. Apesar da opulência das linhas e traços, o documento tinha um sentido só, que apontava para um erro de origem: o prenome dele não era Milton, era Millôr. O rapaz gostou da novidade. Trocou o mero Milton pelo nome melhor. Millôr é dos poucos, pois, que rejeitaram a vontade dos pais. Livrou-se do nome imposto, se autonomeou (atenção, bancada vienense: o jovem em questão era órfão de pai e mãe), batizou a si mesmo. Assim virou Millôr, primeiro e único.

O que há num simples nome?, pergunta Julieta a Romeu, no balcão, e ela mesma responde, perguntando:

Aquilo que chamamos rosa,

Com outro nome não teria igual perfume?

Se Millôr tivesse continuado Milton, teria sido igualmente rosa, continuaria com o mesmo perfume? Há algo de impróprio em se reapropriar continuamente do próprio nome próprio? O cara tem um baita problema de identidade, né não? É um egocêntrico megalômano?

Nem tanto. É longa a tradição, nas artes plásticas, do auto-retrato. Pintar a si mesmo serve tanto de espelho como de disfarce. A série de auto-retratos de Rembrandt pertence à categoria do espelho. Ela registra a passagem do tempo e o artista que muda. O retratista retratado é primeiro guapo mancebo, aí amadurece, depois envelhece e por fim envilece, vira rosto vil. Já Caravaggio, que pintou a si mesmo na cabeça decapitada de Golias, usou o auto-retrato para perder a cabeça, se auto-amputar.

Millôr não se espelha nem se disfarça nem se amputa. Ele se propaga e se reitera. Seus auto-retratos não têm rosto. Eles escancaram um nome e escondem um homem. Ao contrário dos de Rembrandt, os seus auto-retratos não seguem uma seqüência. Não descrevem uma progressão. Vivem mais no espaço do que no tempo: se espalham em todas as direções, incorporando ao sujeito, ao ego, aquilo que está nos arredores do seu nome. À diferença do Caravaggio-Golias (que separa a cabeça do corpo, a mente do espírito, o retratado do retratista), Millôr mostra que cérebro, testa, tronco, membros, pensamento, traços, cores e coração podem formar um todo, desmembrado, que aponta para o infinito. Aqueles nomes todos são ele, Millôr. O que há neles de agudo, de colorido, de curvo e gracioso, tudo que há neles é Millôr.

Convém olhar esses nomes com vagar. Salvo engano, não há nada semelhante na história da arte. O artista se auto-impõe um espaço exíguo, uma forma fixa, os limites estritos de sua identidade nominal. E, dentro da prisão de si mesmo, expõe a liberdade individual. A liberdade tem graça porque transcende o indivíduo.

Outro dia, no seu estúdio, em Ipanema, ao escutar que seus nomes são geniais, Millôr sorriu. Disse que eles não são produto de genialidade, e sim da sua obsessão em se divertir. Ele começou a brincar com a palavra Millôr em 1938, na revista O Cruzeiro. Não parou mais. Perdeu a conta de quantos Millôres fez. Sua arte é a de brincar, de criar, de se recriar.

[Mario Sergio Conti]

Memórias de um tempo em que a cachorra Teteca levantava a cabeça, embaixo da mangueira, na única sombra do quintal, e dava para o alto três latidos de protesto. Acho que para Deus. Acho que havia Deus.

por Millôr Fernandes

DOIS MARCOS DO SÉCULO XX

No dia 16 de agosto de 1924 foram inauguradas, nas ruas de Londres, as maravilhosas cabines telefônicas vermelhas, desenhadas por Gilbert Scott. No mesmo dia eu nascia no Meyer. As cabines de Scott não existem mais.

 

ECMENÉSIA

– Afim de amnésia e de a(m)nestia (perdoa, esquece!).

– Incapacidade da memória reter um certo período, embora permaneça intacta, ou até mais viva, em relação a outros períodos, sobretudo remotos.

– Volta imaginativa a um tempo idealizado, quase sempre da infância.

Dos dicionários que conheço, apenas o A Supplement to the Oxford English Dictionary registra a palavra, com dois abonamentos coincidentes:

1889 Billings Medical Dictionary. “Forma de amnésia em que há memória normal com relação a ocorrências anteriores a determinado período, com perda de memória de acontecimentos do que aconteceu depois dessa data.”

1967 Brussel & Cantzlaar Chambers Dictionary of Psychiatry. “Amnésia com memória pobre para acontecimentos recentes mas com memória relativamente intacta para acontecimentos do passado remoto.”

Uso ecmenésia só pra mostrar aos eruditos que também sou um deles. Mas, como não sou, emprego a palavra com o carinhoso sentido de querência.

 

ORIGEM

Essas coisas genéticas, essas formações familiares, esses liames do acaso, são realmente muito estranhos: meus avós maternos nasceram na Itália, meu pai nasceu na Espanha, minha mãe nasceu no Rio. Até hoje não entendo o mistério que os levou a me produzir no Meyer.

Ou em Vila Isabel?

Não me lembro da Vila, onde eu teria nascido, treze anos depois de Noel Rosa, numa casa quase colada à do poeta. Minha irmã Judith chegou a tomar aulas de primeiras letras com Martha, mãe dele.

 

DECADÊNCIA

Nasci no Meyer. Naquele tempo o subúrbio, quase rural, era uma glória.

Acabaram transformando o subúrbio no seu exato sentido etimológico — sub-urbe.

 

PLENITUDE

O Meyer era o umbigo do mundo. Vivíamos com a consciência, inconsciente, de que nunca teríamos que abandonar o bairro e a cidade (como muito mais tarde eu iria aprender que era o normal na maior parte das cidades pobres e tristes do Brasil) para sobreviver.

 

PLENITUDE I

Na época em que nasci, nascer no Meyer, como nascer na Vila, de Noel, bairro-irmão e filial, além de trazer um natural conhecimento de toda a cidade (o Meyer era o epikentron), era, todos sabem, um privilégio.

 

ANTECIPAÇÃO

O Meyer era pra nós, crianças, um bairro rural. Sou (fui) íntimo de muitos animais; gatos, cachorros e aves, sobretudo, é natural, galinhas. E era comum, não por sacanagem mas por obrigação — vamos lá, também um pouco por sacanagem —, a gente enfiar o mindinho no fiofó das penosas ao cair da noite, pra saber com quantos ovos contávamos pra o dia seguinte. Mais do que ninguém eu sei, na prática, o que é ‘contar com o ovo no cu da galinha’.

 

FRANCISCANOS

Aprendi a nadar (mal e mal) num lagão lamacento, que se formava nos baixios do bairro depois de temporais. Crianças, brincávamos e nadávamos ali, com a consciência natural de que lama é ecologia, e que as rãs pegajosas, que agarrávamos sem nojo ou receio, eram nossas irmãs, sorellas ranas.

 

ESTIO

Houve um tempo em que havia um andar de cima e um porão. Houve um tempo em que o som de um amolador entorpecia a tarde. Havia uma moringa na janela, refrescando a água. Sempre, a qualquer momento, alguém ainda dormia, nas desencontradas horas da família. Na tarde estorricante do verão, uma cachorra chamada Teteca levantava a cabeça de vez em quando, num piso de cimento embaixo da mangueira, na única sombra do quintal ensolarado, e dava para o alto três latidos lancinantes de protesto. Acho que para Deus. Acho que havia Deus.

 

O LAR

A casa tinha a parte de baixo e a parte de cima (não se chamavam primeiro andar e segundo andar, nem conhecíamos a palavra piso) e um espaço abaixo do nível, um quarto. Chamava-se “porão habitável”. Ao todo uma casa grande, normal habitação de classe média, classe a que, de certa forma, já não pertencíamos. Nosso pai tinha morrido e nossa mãe, aos 27 anos, tinha que arcar com o sustento dos quatro filhos, com minha irmã Ruth recém-nascida. É fácil imaginar o transe.

Só me lembro de minha mãe, depois de toda a faina diária, da qual nenhum de nós sabia nada, mãe era pra cuidar dos filhos, sentada na máquina de costura, altas horas da noite, 9 ou 10 horas da noite, naquele então.

 

PROUSTIANA

Lá vinha eu, menino, no frio da madrugada, depois de um dia de trabalho das oito da manhã às seis da noite e de mais quatro horas do colégio noturno, Liceu de Artes e Ofícios. Minha rotina era acordar antes das seis e ir dormir, quando cedo, à meia-noite. Piscina. É assim que se chamava. Pois ao chegar em casa só dava tempo de bater com a mão na parede e voltar ao trabalho.

Eu descia do bonde no Largo dos Pilares, andava quilômetro e meio pela Avenida João Ribeiro, passava a estação de Terra Nova, hoje desaparecida e, na mesma avenida, em frente ao Morro do Urubu, entrava em casa. Nenhum medo a não ser um susto ocasional quando um cavalo, ele mais assustado do que eu com o ruído dos meus passos no silêncio da noite, botava a cabeça sobre um muro e relinchava alto.

Inúmeras vezes subi o Morro do Urubu (para nós, meninos, dos Urubus), em busca de modestas aventuras. Mas o que havia era uns poucos casebres, pobreza mal pressentida, era assim que era. E paz, que só conhecemos quando a perdemos. E o que não havia era essa enfiada de quadrilhas de traficantes ferozes, seqüestrando e matando friamente, nem bravos policiais, liberando essas pessoas por acaso, e matando outras pessoas, também por acaso. Li ontem nos jornais.

 

 

UNIVERSIDADE DO MEYER

Que eu seja capaz de escrever como escrevo sem pensar sobre meu próprio jeito de escrever se deve, claro, a ser autodidata. Passei alguns anos pela escola, cinco no que antigamente se chamava primário, e cinco no Liceu de Artes e Ofícios. O que me faz um autodidata, pois em ambos educandários aprendi mais o que me ensinaram sem querer do que o que pretenderam, didaticamente, me ensinar. Um professor de inglês do Liceu me ensinou que against era uma gíria bancária e eu aprendi imediatamente, e me certifiquei depois de que o inglês dele era nenhum. Outro professor – quando eu disse, sobre a frase “a árvore era que lhe ouvia os gemidos”, que o que era um pronome relativo pessoal, me corrigiu dizendo que era impessoal porque se referia à árvore, e quando eu corrigi de volta, dizendo que era pessoal porque árvore não ouve e aquela ouvia – não teve dúvida, me expulsou da sala. Desde então eu aprendi que “com otoridade não se brinca”.

Mas, nesse mesmo Liceu, a lição mais importante me foi dada por um professor de história, Pedro Cardoso, me lembro do nome. Já altas horas da noite, terminadas as aulas (o curso era noturno, durante o dia eu já tinha que ser “famoso” na imprensa, isto é, ganhar a vida), quando a pequena multidão de alunos ia descendo pelas belas escadarias art-noveau do prédio na Avenida Rio Branco, centro do Rio, Pedro Cardoso me deteve num dos patamares e me execrou, devidamente, diante do povo: “Em toda sua vida nunca mais repita isso. Você podia roubar, bater a carteira de seu colega, isso não teria importância. Mas você gozou o seu colega na frente de todos os outros. Humilhou-o. Ele jamais lhe perdoará”. Aprendi. Mas foi fora de aula.

Porém meu curso de autodidata foi mesmo no primário. Colégio Ennes de Souza (só muitos anos mais tarde, em Pedro Nava, eu iria descobrir que Ennes de Souza tinha sido um dos “voluntários” da pátria). Minha professora era Isabel Mendes, logo depois diretora, mais tarde (e até hoje), justamente, nome do colégio. Uma mulatinha magra, uma velhota de mais de vinte anos — que adorava ensinar. Mas o que me ensinou mesmo foi o prazer de aprender — a única coisa que um professor pode ensinar. Quando pode. Fora daí é o decoreba, que me diverte até hoje, quando lembro as preposições -a-ante-até-após-com-contra-de-desde-para-per-perante-por-sem-sob-sobre-trás.

Isabel Mendes me estimulou a ler, a perceber, a querer saber, enfim, me incentivou essa variada, infinita, emocionante, e mórbida, curiosidade intelectual.

Aprendido objetivamente, me lembro apenas do dia em que ela me apontou o relógio dum corredor da escola e me explicou o funcionamento dos ponteiros (sou do tempo em que relógio tinha ponteiro). Maravilhado, num instante de iluminação, percebi como o aparelho marcava as horas. Levei vários dias procurando todo e qualquer relógio, pra verificar se o tempo de um coincidia com o tempo de outro, até perceber que a diferença entre um e outro era a vida que passava.

 

TEMPOS DE VINÍCIUS

(Nota de quem sempre foi fascinado pela absoluta ocasionalidade da vida, no total de sua extensão e em todos os seus momentos.)

Maravilhoso dia de primavera. Um sol ameno clareia o começo de tarde na Cinelândia. Encontro Vinícius de Moraes, que conheci a vida inteira, travamos uma conversa sem rumo. Estávamos ambos bem vestidos, paletó e gravata, como era próprio naqueles tempos. Ainda não tínhamos atingido a glória e a liberdade da esculhambação indumentária. Vinícius esperava uma amiga (passou a vida esperando uma amiga ou cantando uma que partiu), eu, como sempre sem saber, esperava apenas o destino. De repente este chega na figura de uma mulher baixa, vestida com simples elegância, soignê. Aproximadamente sessenta anos, idade inacreditável numa época em que eu não tinha mais de vinte. Vinícius me apresentou, ela me cumprimentou em castelhano, respondi com um monossílabo, depois não trocamos mais uma palavra. Atravessamos os três a Praça Paris, na Cinelândia, ainda gloriosa em seus cinemas, teatros e confeitarias. Vinícius e a mulher falavam e riam, eu só ouvia. Do outro lado da Avenida Rio Branco ficava um edifício de uns quatro andares – a avenida ainda tinha o aspecto belíssimo do início do século, quando foi traçada e construída.

Entramos no edifício, sede da Radional, companhia internacional de telefonia. Vinícius e a senhora pediram informações e vieram se sentar no banco em que eu estava, continuaram conversando sem tomarem conhecimento da minha presença, eu continuei ouvindo, distraído. Depois de algum tempo, um senhor veio anunciar que a ligação estava pronta. Só aí entendi: era uma ligação internacional o que esperávamos, coisa fascinante naqueles dias pré-internet. O homem indicou uma cabine telefônica fechada, com porta de vidro, mal dando pra duas pessoas. Mas Vinícius, sei lá por que, me puxou também para dentro da cabine. E lá fiquei, espremido entre os dois, enquanto a senhora, pela milagrosa telefonia internacional, agradecia ao mundo ter recebido o Prêmio Nobel.

Tratava-se, como já perceberam os mais cultinhos, da poetisa chilena Gabriela Mistral, naquela época consulesa do seu país no Rio. Tudo bem, mas por que é que eu fui parar dentro daquela cabine?

 

CIÚME

Leio em Rubem Fonseca: “Jamais me interessei em conhecer homens e mulheres famosos. Mas queria muito ter conhecido aquela telefonista de olhos grandes e vestido comprido que aparecera na inauguração da central telefônica do Rio de Janeiro, no século XX”.

Me senti remota mas desgraçadamente traído por Rubem Fonseca nessa referência à telefonista. Afinal, ele e eu, coitado dele!, somos da mesma geração. Mas não!, fui olhar na capa da lista telefônica de Assinantes da Cidade do Rio de Janeiro, 1983: minha paixão é por uma moça magra também de vestido comprido, branco, sapatos brancos, um chapéu branco de abas cobrindo-lhe o rosto. Sentada no banco envernizado de uma central telefônica dos anos 20, ela remexe na bolsa, de cabeça baixa, como quem procura. uma ficha? Havia fichas? Está lá, sentada, imóvel no gesto imutável, rodeada por quatro cabines telefônicas e um balcão de madeira onde três telefonistas esperam o tempo devorá-las. Há um silêncio em volta que era o da época, e agora é o de sempre. Um relógio, pendente do teto, marca eternos dez pra uma. De que dia? De que ano? Não sei. Quando cruzei por aquela moça ela já estava sentada ali há muito tempo e eu já era um velho jornalista.

Millôr Fernandes

Millôr Fernandes, humorista. Autor de A verdadeira história do paraíso e 30 anos de mim mesmo, relançados pela editora Desiderata.

Mario Sergio Conti

Mario Sergio Conti é jornalista e autor de Notícias do Planalto, da Companhia das Letras. Foi diretor de redação de piauí de 2006 a 2011

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