questões crônicas & agudas

No epicentro da barafunda

Os cronistas entre a medida do homem ao rés do chão e a desmedida industrial da televisão

Mario Sergio Conti
Antonio Prata é um cronista sujeito a perigos e tentações. Tentaram castrá-lo a dentadas. Foi abalroado na rua. Derrubaram a vila onde morava. A tevê está de olho nele. Seu romance encalacrou. Acharam que pisou na bola. Foi às passeatas e não entendeu nada. Mas segue escrevendo
Antonio Prata é um cronista sujeito a perigos e tentações. Tentaram castrá-lo a dentadas. Foi abalroado na rua. Derrubaram a vila onde morava. A tevê está de olho nele. Seu romance encalacrou. Acharam que pisou na bola. Foi às passeatas e não entendeu nada. Mas segue escrevendo FOTO: EGBERTO NOGUEIRA_2013_IMA FOTOGALERIA

Antonio Candido salvou Antonio Prata de ser castrado a dentadas. Os dois Antonios moravam numa mesma vila de casas geminadas no Itaim Bibi, o bairro paulistano. Candido, o crítico literário, olhava o vizinho Prata conversar com sua neta. E se alarmou quando ela avisou ao amigo que ia tirar-lhe a calça e morder seu pinto. O professor interveio e impediu o pior. Sua neta tinha 5 anos; Prata, 4.

Noutra ocasião, o pequeno Antonio foi abalroado por um carro na vila. A ensaísta Gilda de Mello e Souza, que foi casada com o grande Antonio por mais de sessenta anos, saiu de casa correndo para acudi-lo.

MATÉRIA FECHADA PARA ASSINANTES

Mario Sergio Conti

Mario Sergio Conti é jornalista e autor de Notícias do Planalto, da Companhia das Letras. Foi diretor de redação de piauí de 2006 a 2011

Leia também

Últimas Mais Lidas

Vacina a jato

Contra a Covid-19, empresas e OMS analisam liberar produto com 60% de eficácia, mas pesquisadores debatem riscos éticos e sanitários

A Bíblia e a bala

Nas polícias, setores evangélicos pentecostais dão sustentação às posições mais radicais do bolsonarismo

No meio do fogo, entre o atraso e o retardante

Diante do avanço das queimadas no Pantanal, governo de Mato Grosso apela a produto químico de efeitos ainda desconhecidos no meio ambiente após longo tempo de uso

Dois trilhões de suspeitas

Documentos secretos do governo americano mostram como cinco bancos multinacionais ignoraram alertas e movimentaram dois trilhões de dólares de clientes investigados por crimes de todo tipo durante anos

Um calote de R$ 158 milhões

Grupo Schahin usou empresa de fachada para ocultar fortuna em processo de falência; documentos dos FinCEN Files organizados pelo ICIJ embasaram a reportagem

Praia dos Ossos: segundo episódio já está disponível

Podcast original da Rádio Novelo é publicado aos sábados

Mais textos
1

R$ 0,46 no tanque dos outros

Agora, caminhoneiros grevistas usam WhatsApp para defender queda da gasolina, de Temer e da democracia

2

A vida e a morte de uma voz inconformada

Os últimos momentos de Marielle Franco, a vereadora do PSOL executada no meio da rua no Rio de Janeiro sob intervenção

4

Ray Kurzweil e o mundo que nos espera

Uma entrevista com o inventor e futurólogo americano

5

Qu4tro figuras (e mais 2)

Agora só tem o Homem de Ferro em Blu-ray, a privada virou "poltrono", a moça penteia o bigode e Stálin está no armário

6

Juízes vão ganhar auxílio-greve

“Você já viu o preço de um megafone hoje em dia? Sabe quanto custa mandar fazer faixas, camiseta, alugar carro de som?” Com essas palavras o ministro Luiz Fux justificou a aprovação do auxílio-greve para juízes federais que farão parte da mobilização que tenta barrar o fim do auxílio-moradia aos magistrados

7

Pero sin perder la broma

A revista que inferniza a monarquia espanhola se adapta aos tempos de crise

10

Chiclete com Banana adere à gourmetização e muda nome para Shitake com Macadâmia

AMARALINA - Em reformulação desde a saída do vocalista Bell Marques, o grupo Chiclete com Banana resolveu dar uma guinada radical para se adequar aos novos tempos. "Se você é diferenciado / Vem dançar ao som do berimbau goumertizado / Se Caetano estacionou o carro no Leblon / Eu brindo a vida com Paleta e Chandon", cantarolou o novo vocalista da banda, João Doria Junior.