questões lítero-pilosas

O bigode de Bandeira

O plebiscito para decidir se o poeta deveria ou não continuar com o adereço que escondia a marca eloquente de uma barbeiragem

IMAGEM: INTERVENÇÃO SOBRE OBRA DE CÁSSIO LOREDANO

Em 1960, com a mudança da capital federal para Brasília, a cidade do Rio de Janeiro foi agraciada com um prêmio de consolação. Tornou-se o estado da Guanabara, caso único de cidade-estado no Brasil. Três anos depois, constatado o exagero, um plebiscito foi convocado para decidir se o município continuava com o acúmulo de cargos. Agendou-se a votação para 21 de abril de 1963.

Coincidência – ou não –, pouco antes o poeta Manuel Bandeira fora vítima do mal que, cedo ou tarde, acomete todo homem que cruza a barreira da puberdade. Cortou-se fazendo a barba. Bandeira somava então umas seis décadas de cancha no melindroso ofício de se escanhoar matinalmente. A experiência não o impediu de talhar à navalha a terra de ninguém que separa o lábio superior do nariz. Um corte feio. Ao sangrar diante do espelho, o poeta pernambucano perguntou-se o que fazer. Maquiagem era para mulheres. Curativo lhe daria um ar infantilóide. E a ferida, nua e crua, era francamente repulsiva.

Optou, então, pelo bigode. Coisa de poeta.

Na juventude, arriscara um adereço facial, mas logo constatou, horrorizado, que o arranjo de pêlos era ralo e falho: um bigodinho mal-ajambrado, mais ridículo que o de Cantinflas. Desistira do enfeite piloso para todo sempre até o dia cortante em que a necessidade se impôs. Para sua própria surpresa, dessa vez gostou: mais basto que antes, o bigode lhe dava um aspecto simpático. Mantê-lo-ia, mas uma pessoa amiga e galante, a quem tinha receio de desagradar, preferia o Bandeira de antes, o sans moustache. Por isso, à luz do plebiscito que tomava conta do noticiário carioca – e provavelmente para satirizá-lo – lançou uma segunda votação: pela continuidade, ou não, do peludo adorno.

Para a imprensa, a broma caiu como uma luva. A Tribuna, o Jornal do Brasil, O Jornal, o Correio da Manhã e O Globo esbaldaram-se. Até Carlos Drummond de Andrade entrou na brincadeira.

As reportagens e crônicas, publicadas em abril de 1963 e reproduzidas a seguir, integram o acervo do Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa.

 

***

O poeta Manuel Bandeira, que aos 77 anos de idade deixou crescer o bigode – para escândalo de quantos o conhecem e admiram –, declarou ontem que vai fazer um plebiscito entre os seus amigos mais chegados, para decidir se deve ou não renunciar a esse acréscimo fisionômico.

Encarando com bom humor a controvérsia em torno do bigode que adorna ultimamente a sua famosa dentuça, Manuel Bandeira acrescentou que o plebiscito deve ser realizado pelo governador Carlos Lacerda (“meu grande amigo, embora tenha começado sua carreira jornalística com um ataque à minha pessoa”).

O bigode grisalho cresceu para esconder um corte de navalha sofrido há dias pelo poeta, quando fazia a barba.

– Se o plebiscito decidir que devo raspá-lo – disse ele ao Jornal do Brasil –, pretendo fazê-lo numa barbearia aqui perto de casa, com toda discrição, porque não sou Barreto Pinto para me deixar fotografar em momentos íntimos.

Confessou, porém, sua satisfação por se achar “muito parecido com o Sérgio Milliet”, escritor paulista, e revelou que na mocidade, inutilmente, tentara cultivar um bigode como o atual.

Apesar dos problemas que lhe trazem uma surdez acentuada e constantes ataques de bronquite, Manuel Bandeira, aos 77 anos de idade, continua trabalhando intensamente. Já no próximo mês terá nas livrarias seu último volume de poemas – Estrela da Tarde – e está concluindo a tradução de Prometeu e Epimeteu, de Carl Spitteler, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1919.

No jornalismo, do qual confessa guardar algumas desilusões, limita-se hoje em dia a colaborar num semanário, “porque foi convite de um grande amigo e pagam muito bem”.

Quanto a novas poesias, declara Manuel Bandeira que, embora sua inspiração venha sempre do cotidiano, nada tem ocorrido nos últimos dias para que ela apareça, a não ser a notícia de que cientistas russos teriam descoberto seres supercivilizados na Galáxia de Andrômeda, o que valeu o rascunho de um poema que não foi adiante.

Da política, queixou-se das posições indefinidas que vêm tomando certos homens públicos, e ao comunismo se referiu como “uma coisa que antigamente era respeitada porque o comunista apanhava e ia para a cadeia, enquanto hoje anda travestido sob diversas denominações”.

Jornal do Brasil

 

***

 

Um bigode divide o mundo literário: grisalho mas viçoso, o de Manuel Bandeira, a mais recente criação do poeta, tem admiradores e inimigos, num debate sobre forma que sua obra jamais suscitara – objeto do aplauso unânime que é.

O bigode não tem o mesmo livre trânsito dos poemas e ameaçaria tornar-se questão para a posteridade se o poeta não tivesse resolvido cortar o mal pela raiz. O mal, não o bigode: aos que o acusam de démodé pelo enfeite, Bandeira respondeu com a solução moderníssima do plebiscito.

Colocou o futuro de sua obra (plástica) nas mãos de seus amigos, ao anunciar uma consulta plebiscitária. A reportagem de O Jornal apanhou o pião na unha e realizou o referendum.

Pelo não

Acadêmico Viriato Correia:

– Não conheço o bigode de Bandeira, mas sou contra. Acostumei-me a vê-lo glabro.

Acadêmico Ivan Lins:

– Bandeira não deve prejudicar com um feio bigode aquele seu aspecto sempre jovial.

Acadêmico Rodrigo Otávio Filho:

– Se depende da minha opinião, a ordem é raspar imediatamente.

Pelo sim

Poeta Paulo Mendes Campos:

– Deve manter. Principalmente para resistir às pressões.

Poetisa Eduarda Duvivier:

– Fica-lhe muito bem e, além disso, bigode impõe respeito.

Em branco

Cinco dos dez consultados preferiram não participar da controvérsia. Não que se declarem indiferentes: ao contrário, todos destacaram que querem Manuel Bandeira com ou sem bigode.

Acadêmico Austregésilo de Ataíde:

– Com ou sem bigodes, Bandeira é um grande e querido poeta.

Acadêmico Josué Montello:

– Admiro os dois estilos de Bandeira.

Acadêmico Peregrino Júnior:

– Não entendo de bigodes, mas o poeta Manuel Bandeira é admirável de qualquer modo.

Romancista Carlos Heitor Cony:

– Nada tenho contra ou a favor do bigode do poeta.

Teatrólogo Pedro Bloch:

– Manuel Bandeira é dono do próprio nariz e adjacências.

Cômputo

Dos dez votos, cinco foram indiferentes à permanência ou sacrifício do bigode; dois, entusiastas, foram favoráveis, e três, taxativos, foram contra. O voto de Minerva é da navalha.

O Jornal

 

***

 

Manuel Bandeira vai rapar o bigode, amanhã, às 9h30, em sua residência. A decisão, que parece simples à primeira vista, marca o fim de uma celeuma no mundo literário. E, para que não se pense que há exagero na afirmativa, o próprio Bandeira, numa entrevista, chegou a declarar que estava disposto a resolver o problema da maneira democrática mais em moda no Brasil: plebiscito. O poeta estava decidido a chamar os amigos mais íntimos e fazer-lhes a consulta.

“Deve o bigode ser rapado ou respeitado?”

E mostraria, na ocasião, a agravante do caso, que era ter deixado crescer o bigode aos 77 anos de idade, pela primeira vez na vida.

Sem revelar a decisão pessoal de Bandeira e para evitar maiores preocupações entre o mundo de gente que o admira, O Globo lançou-se à pesquisa de opinião. E interessante é que, mesmo absolvendo o poeta por sete a zero, quanto à agravante o Conselho de Sentença não lhe resolveu a questão: por esmagadora maioria, os jurados acharam que a opção é toda do dono do bigode. Mas eis os votos.

De Carlos Drummond de Andrade:

– Poeta tem sempre razão. Fico com Bandeira em qualquer situação pois, afinal de contas, ele é o dono de seu nariz e de seu bigode. Bigode é complemento que fica ao gosto do freguês.

De Elsie Lessa:

– O importante, nisso tudo, é o Manuel Bandeira. Cabelo de transviado, bigode para os lados, para baixo, com costeletas ou cavanhaque, o que interessa é o Manuel. Em princípio, nada tenho contra o bigode.

De Raimundo Magalhães Júnior:

– Trata-se de problema pessoal. Quem deve decidir o caso do bigode de um poeta é sua musa. Quanto a mim, tenho experiência própria. Minha esposa conheceu-me de bigode. Tempos depois, rapei-o por acidente e nunca ouvi tanto. Hoje, meu bigode é propriedade dela.

De Peregrino Júnior:

– Dou-me por suspeito, pois Bandeira foi meu padrinho na Academia. Bigode é objeto que nunca usei, mas estou solidário com o poeta em qualquer decisão.

De Ivan Lins:

– Ainda não vi Bandeira de bigode, mas acho que se continuasse sem ele ficaria com ar mais jovial. Além do mais, bigode é mais uma complicação para a vida do indivíduo.

De Paulo Mendes Campos:

– Não sei como ficou Manuel Bandeira de bigode. Na minha opinião, porém, ele não deve tirá-lo, no momento. Não deve tomar qualquer decisão sob pressão!

De Guimarães Rosa (paródia do poema “Estrela da Manhã”, de Manuel Bandeira):

Com bigode ou sem bigode

Puro ou degradado até a última baixeza

Eu quero Manuel Bandeira

Ontem, hoje e amanhã.

O Globo

 

***

 

O poeta Manuel Bandeira disse à Tribuna que o seu bigode (provisório) “não é estado da Guanabara para ficar sujeito a plebiscito”. Assim, vai raspá-lo, impreterivelmente, amanhã, dia em que completa 77 anos – idade, aliás, com que não sonhou em sua juventude de tuberculoso.

Informou que, pela sua vontade e a de alguns amigos seus, conservaria, de boa vontade, o bigode que deixou nascer para permitir a cicatrização de uma ferida feita no lábio superior ao barbear-se.

Lembrou que, a favor do bigode, está a quase totalidade de seus amigos. Ainda ontem, o seu velho amigo Luís Jardim, ao vê-lo, afirmou que o bigode, além de torná-lo mais bonito, o remoça, pelo menos, dez anos.

Na Academia Brasileira de Letras, os imortais em peso são favoráveis ao bigode, e acham que ele compõe admiravelmente bem a sua fisionomia, não lhe tirando a austeridade.

Contudo, uma “pessoa amiga que manda em sua vida”, e a quem ele não ousa desobedecer, deu-lhe o prazo de uma semana para tirar o bigode. Não tendo coragem de enfrentar essa “pressão terrível”, já se conformou em perder o bigode.

– Amanhã, sexta-feira, dia em que faço 77 anos de idade, vou raspar o bigode e encerrar o assunto para sempre. Por mim e pelos meus amigos, esse bigode ficaria em meu rosto e me levaria ao túmulo. Não ouso desobedecer a alguém que desde a juventude se habituou a verme sem bigode e se recusa a aceitar a modificação.

O acadêmico e poeta Manuel Bandeira não será encontrado, amanhã, em seu famoso apartamento na Esplanada do Castelo, onde instalou ar-refrigerado.

Sendo dia de seu aniversário, ele sumirá, como de costume.

– Ficarei num dos futuros municípios do estado da Guanabara – diz o poeta, pilheriando, numa alusão ao plebiscito de domingo.

E aproveita a deixa para afirmar que votará contra a divisão da cidade-estado.

– Votarei sem bigode, naturalmente.

Não podendo resistir à pressão de pessoas amigas (principalmente dona Frederica Blank), o poeta Manuel Bandeira resolveu raspar o bigode que vinha usando, há algumas semanas, e que começara a provocar reações diferentes em seus conhecidos e admiradores. E já marcou o dia em que o bigode desaparecerá: dia 19, sexta-feira, quando o poeta completará 77 anos.

O poeta Manuel Bandeira explicou-nos que deixou crescer o bigode porque, ao fazer a barba, cortara o lábio superior. A única maneira de obter a cicatrização do corte era exatamente deixar que a barba crescesse no local. Resultado: a barba foi crescendo, o bigode foi aparecendo e, com o correr dos dias, o poeta começou a achá-lo simpático. E também começou a achar-se mais simpático – julgava que o bigode o rejuvenescia, apesar de sua idade escandalosamente provecta, e o fazia parecido com o escritor paulista Sérgio Milliet.

– Eu, que sempre me julguei um homem feio (o que muita gente contesta, ponderando que, apesar de dentuço, tenho um ar, ao mesmo tempo, austero e simpático), comecei a me embonitar com o bigode. Uma nota engraçada é que eu pensava que o bigode fosse nascer branco, e ele nasceu grisalho. Era e é, além disso, um bigode cheio, que se enquadra perfeitamente entre os grandes vincos da boca.

Manuel Bandeira declarou-nos que, quando jovem, sonhara ter um bigode. Deixara-o crescer – mas surgira um bigode todo falhado, “um bigodinho indecente” de fios pretos entremeados com fios castanhos e louros. Em vista disso, resolvera raspá-lo e abandonara para sempre o sonho de ser um homem de bigodes, como o poeta parnasiano Alberto de Oliveira.

Agora, às vésperas de completar 77 anos (número que um amigo considerou apocalíptico, e que lhe dá a impressão de ser tão velho quanto Matusalém), Bandeira não pôde manter o bigode surgido ocasionalmente porque lhe seria impossível resistir à pressão de amigos e conhecidos.

Uns alegam que o bigode veio desfigurar a sua imagem de poeta velho e glorioso. Outros acham que o bigode assenta do ponto de vista físico, mas altera a sua imagem moral.

Contudo a intimação fulminante, para raspar o bigode, o poeta a recebeu de sua velha amiga dona Frederica Blank, que lhe deu o prazo de uma semana para surgir inteiramente glabro. E, como tirar um bigode tão viçoso e promissor é um acontecimento que exige data solene, Bandeira escolheu o dia de seu aniversário para raspá-lo.

– Mas, nesse dia, eu serei invisível. Sumirei da circulação. E só aparecerei no sábado, à moda antiga de poeta sem bigode.

A Tribuna

 

***

 

poeta nacional Manuel Bandeira deixa crescer o bigode e há controvérsia, entre seus amigos, a respeito da iniciativa. Faz bem o poeta em alterar sua antiga e peculiar fisionomia, amada das musas! Não lhe assenta o bigode? Deve este assumir forma diversa da escolhida pelo portador?

Em face desta e de outras indagações suscitadas pelo inopinado acontecimento, Bandeira, “com humor”, admite a realização de um plebiscito amical, para decidir se continuará, ou não, mustachudo.

Não há dúvida que tal plebiscito seria muito mais interessante do que esse outro, tão boboca, destinado a resolver se o Rio de Janeiro deve ou não ser repartido em bolinhos políticos para clientelas paroquiais. Pelo menos cuidaria de assunto sério, qual seja o limite da liberdade atribuída ao artista na administração de sua figura física.

Percorro com a maior atenção a venerável encíclica Pacem in Terris, que discrimina os direitos da pessoa, e não encontro referência específica ao direito de usar bigode. Tampouco o mencionava a Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU. Deve concluir-se daí a inexistência ou discutibilidade desse direito? Acho precisamente o contrário. É talvez o único direito indiscutível no mundo de hoje (salvo para os praças de pré, que não têm direito algum), esse de adornar ou não o rosto com um apêndice capilar do tamanho e forma que melhor nos agrade. Todos os demais direitos, por mais que os proclame a voz generosa do papa ou da Assembléia das Nações, sofrem na prática distorções violentas e a cada momento são negados na face da Terra, muitas vezes em nome do Direito.

Todavia, há que se examinar o caso particular de poetas, pintores, escultores, músicos (excluídos os comediantes que, por obrigação profissional, têm mil rostos). A cara desses homens marcados pelo signo da arte exprime tal ou qual princípio interior de criação, seja porque há concordância luminosa entre os traços fisionômicos e as linhas espirituais pressentidas, seja porque a admiração e o fervor dos admiradores assim o estabeleceram por deliberação irrecusável. Quer dizer: o poeta é um retrato de sua poesia, ou fica sendo, no consenso geral. Nessas condições, ser-lhe-á lícito alterar o retrato, lançando turbação no espírito público? É dono de sua face? Pode mexer nela à vontade?

Afeiçoado à noção de tombamento dos bens culturais, que são patrimônio coletivo, eu responderia que não. Contudo, o princípio fundamental da arte é a liberdade, e não vejo por que o artista, livre de criar sua linguagem e seus mitos, esteja impedido de criar um simples bigode, ou mesmo uma frondosa barba. Os fiéis que se adaptem à nova face. O poeta é soberano. E terá suas razões.

Pelo que, voto sim no plebiscito bandeiriano, aproveitando o ensejo para saudar o poeta em seus viçosos 77 anos que ensinam trabalho, alegria e mocidade aos moços.

Carlos Drummond de Andrade, no Correio da Manhã

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