vultos da literatura

O falso eremita

Uma investigação sobre o escritor americano Thomas Pynchon, que nunca deu entrevista em 54 anos de carreira

Natália Portinari
Thomas Pynchon em 1965, fazendo o sinal de “paz e amor”, enquanto sua amiga Phyllis Gebauer segura a piñata que lhe deu de presente. O romancista adora porcos e já desenhou o rosto do animal ao lado de seu nome num autógrafo
Thomas Pynchon em 1965, fazendo o sinal de “paz e amor”, enquanto sua amiga Phyllis Gebauer segura a piñata que lhe deu de presente. O romancista adora porcos e já desenhou o rosto do animal ao lado de seu nome num autógrafo FOTO: CORTESIA DO PROGRAMA DE EXTENSÃO DE ESCRITORES DA UCLA

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Em abril de 1963, quando o americano Thomas Pynchon lançou seu primeiro romance, V., o crítico George Plimpton tentou descrever o autor no New York Times: “Pynchon tem pouco mais de 20 anos; escreve da Cidade do México – um recluso. É difícil descobrir algo mais sobre ele.” Naquele mês, a canção Please Please Me, dos Beatles, explodia nas rádios, e Martin Luther King Jr. divulgava no Alabama a célebre “Carta de uma Prisão em Birmingham”, pregando a luta pacífica contra o racismo. Aos 26 anos, Pynchon foi comparado pelo crítico a Saul Bellow, Jack Kerouac e outros literatos de peso. “Parece que um jovem escritor com futuro arrebatador está se formando”, vaticinou Plimpton.

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Natália Portinari

Natália Portinari, jornalista, é repórter de economia da Folha de S.Paulo

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