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cartas_pinguim desnudo

DIÁRIOS VARIADOS

Deve ser trágico, realmente, dormir com o choro de bebês gêmeos quando os tampões dados nos aviões acabam, e é um sacrifício enorme trocar os colchões fabricados pela Nasa por genéricos que custam só 500 reais (“Entre fraldas e blush”, piauí_28, janeiro 2009). Confortável mesmo é largar tudo na cidade para morar num acampamento do MST, sem água e sem luz junto com o marido.

LAURO MAGALHÃES FRÁGUAS_VIÇOSA/MG

Aula Magna de como ser estulto, ou néscio, ou imbecil com os filhos.

BRENO LEITE_RIO DE JANEIRO/RJ

Meu coraçãozinho ficou mais calmo ao descobrir que a Fernanda Lima é de verdade.

ISRAEL DE CASTRO_PORTO ALEGRE/RS

O olhar sereno e forte de dona Martha, em “Só tenho o que preciso. E está bom assim” (piauí_27, dezembro 2008), traduz bastante da sua personalidade. Fiquei maravilhado com seus valores. Ela representa o cidadão brasileiro que deve existir em boa parte desse Brasilsão afora. Se toda a nossa estrutura social ruir, é esse tipo de cidadão que haverá de reconstruir tudo.

RENATO NUNES RANGEL_SÃO PAULO/SP

 

A AZIA PRESIDENCIAL

Na reportagem “Azia, ou o dia da caça” (piauí_28, janeiro 2008), o presidente Lula diz ter um ressentimento profundo em relação à cobertura das eleições de 2006 realizada pela TV Globo. O autor da matéria assim interpretou as razões desse ressentimento: “Na véspera do primeiro turno, o Jornal Nacional exibiu imagens de montes de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal, com petistas que tentavam comprar um dossiê falso contra José Serra. No governo e no PT, atribuiu-se a necessidade do segundo turno a essa reportagem.”

Se as fotos são o motivo, a TV Globo lamenta o ressentimento do presidente, mas se orgulha da cobertura que fez. Divulgar aquelas fotos era uma obrigação jornalística que a Globo cumpriu seguindo todos os preceitos éticos. As mesmas fotos, com igual destaque, foram também divulgadas pelos telejornais concorrentes, no mesmo dia, em edições que antecederam ao Jornal Nacional. Também a imprensa escrita deu enorme destaque às fotos em suas primeiras páginas. Numa campanha eleitoral acidentada pode ser desgradável ver publicadas as fotos de maços de dinheiro usados atabalhoadamente por correligionários que, contra a vontade do candidato, tentam métodos heterodoxos para vencer. Pode dar azia. Mas a imprensa não é correligionária. Ela não é amiga. Não pode ser. A ela cabe apenas noticiar, sem se importar minimamente com o efeito eleitoral das notícias nas diversas campanhas. A imprensa de qualidade age assim. Sempre. E não perde o sono, não sente azia, não guarda ressentimentos. No fim, o povo, bem informado, decide e forma opinião livremente, num ritual em que uma eleição pode ir além de um primeiro turno, levada pelos fatos e pelas notícias, mas nunca pelos mensageiros, pelos veículos. Estes, ao continuar noticiando e ao dar a todos o direito de falar, de explicar e de debater, propiciam que vença aquele que melhor convence, muitas vezes com uma vitória larga a ponto de curar azia. Depois de tantos anos, o que causa surpresa é uma ambiguidade do presidente: quando, em solenidades públicas cujo tema é a imprensa, faz elogios protocolares ao papel do jornalismo, mas fala mal dele sempre que os fatos noticiados não são do seu agrado. Tal comportamento pode levar à interpretação de que o presidente teria gosto por uma imprensa dócil, numa época em que todo democrata, como ele, sabe que o papel da imprensa não é nem ser dócil nem ser hostil, mas veraz.

ALI KAMEL, DIRETOR-EXECUTIVO DE JORNALISMO DA CENTRAL GLOBO DE JORNALISMO_RIO DE JANEIRO/RJ

O Jornal Nacional é quase um diário oficial de tão chapa-branca, mas mesmo assim Lula se queixa da cobertura durante a campanha de 2006. Ao mesmo tempo, ele diz ser defensor “de que o fato seja a razão de ser da imprensa”. O dinheiro apreendido pela polícia não era um fato? Aliás, esse dinheiro até hoje não foi explicado e se constitui em mais um esqueleto no armário do PT. O Brasil merece um governo do qual se orgulhar, ou talvez não, já que a popularidade do governo bate recordes.
LOURDES REGINA MACHADO VOLPATO_PATO BRANCO/PR

Sou citado indiretamente no trecho em que o presidente Lula fala sobre Paulo Henrique Amorim. Ele atribui a mim a responsabilidade por “erros crônicos”. O presidente não a cita, mas possivelmente se refere a uma reportagem que fiz sobre a compra de seu apartamento, em São Bernardo do Campo. Quero registrar que não existe erro naquela reportagem. Na época, o presidente foi insistentemente procurado, mas não quis dar entrevista.
JOAQUIM DE CARVALHO_SÃO PAULO/SP

O MSNBC, o International Herald Tribune e a miríade de veículos jornalísticos sem criatividade que propagam os informes da AFP citaram a matéria “Azia, ou o dia da caça”. Mas, talvez por poderes lobísticos do rancoroso Gotlib, duas dessas citações pecam pela falta do indefectível diacrítico da última semivogal e pela universal marcação de nome próprio por meio da primeira letra maiúscula.
RODRIGO PANCHINIAK FERNANDES_FLORIANÓPOLIS/SC

NOTA DA REDAÇÃO: é com orgulho transbordante que vamos conquistando o mundo com “p” minúsculo, conforme consta na certidão de nascimento da revista.

Depois de ler a entrevista com Lula e conhecer a revista, concordo em tudo com a definição de Clara Ant sobre essa publicação.
ANTONIO LOPES DE ALMEIDA JUNIOR_SÃO PAULO/SP

 

TV PACIÊNCIA

Todos os dias eu atravesso a cidade da Zona Leste à Zona Sul e vejo-me bombardeada pelas tevês coletivas (piauí_28, janeiro 2009) ou, pelo menos, percebo que meu cérebro vai se enchendo com informações do tipo: “Brad Pitt e Angelina Jolie doam milhões de dólares para obras de caridade.” E o que eu faço com essa informação? Fica lá no meu cérebro, ocupando espaço. Para recuperar minha sabedoria, vou lendo a piauí!

RENATA VITALINO_SÃO PAULO/SP

 

DIABLO CODY

Achei uma grande sacada publicar um pouco das memórias da stripper (piauí_26, novembro 2008). Ela se mostra muito sensível e arranca, além da roupa, todo o moralismo que existe por trás dessa profissão que é como outra qualquer.

PATRICIA MANSO_BRASÍLIA/DF

 

CRUMB, GOTLIB E SARNEY

Parabéns por substituírem os enfadonhos quadrinhos de Gotlib pelo mestre Robert Crumb (“Livrando a cara”, piauí_28, janeiro 2009). Não poderiam ter feito escolha mais acertada. Restabeleci minha fé na piauí!

DAIANE PRADO CIPRES_RIO DE JANEIRO/RJ

Tudo bem: concordo que o espaço outrora ocupado pelo cartunista francês Marcel Gotlib poderia ser melhor aproveitado. Mas, por favor: tirem o casal Crumb daí! Pensei que nada poderia ser pior do que o Gotlib: ledo engano… Que porcaria! Sinceramente, esperava mais de vossas senhorias… Gostaria inclusive de sugerir um substituto à altura do casal Crumb. Vossas senhorias poderiam pôr em seu lugar um “portfólio” do José Sarney, uma coletânea das melhores telas do senador maranhense, entremeadas de textos extraídos de suas melhores obras literárias.
ANGELO PAZ_CACHOEIRINHA/RS

Os editores da revista trocaram os desenhos engraçadinhos e o conteúdo ameno de Gotlib pelos traços sujos e as temáticas toscas de Robert Crumb. Só tenho uma coisa a dizer sobre o ocorrido: graças a Deus!
LUIZ AUGUSTO CAMPOS_RIO DE JANEIRO/RJ

 

O CAÇADOR DE MILÍCIAS

Interessante e informativo o artigo de Luiz Maklouf Carvalho (piauí_27, dezembro 2008) que mostra o funcionamento de uma divisão da polícia carioca e a precariedade do combate ao crime organizado. Será que esses delegados combaterão seus empresários amigos da mesma forma que agem contra traficantes, líderes de milícias e o cidadão que mora no morro, fazendo prisões pirotécnicas?

ORLANDO BARBOSA DE SOUZA_SÃO PAULO/SP

 

CHEGOU O VERÃO

Sou funcionário da Biblioteca Nacional, onde trabalho com a história de periódicos brasileiros. Alguns meses atrás dei uma entrevista na qual citei as fotos do protesto capitaneado pelo Millôr Fernandes (piauí_27, dezembro 2008). O próprio Millôr leu a entrevista e pediu a uma amiga que me procurasse. Ele queria lembrar quando isso tinha acontecido. Como eu só lembrava que fora numa edição da revista Cruzeiro da década de 1940, tentei reencontrar a data precisa. Comecei por janeiro do ano 1940. Mas as benditas estavam na última edição daquela década, a de 31 de dezembro de 1949. E é por isso que hoje faço parte do seleto grupo de pessoas que folhearam todas as páginas de dez anos da Cruzeiro em apenas cinco dias (a revista era semanal, além de tudo). Se a piauí tivesse publicado essas fotos um pouco antes, hein?

BRUNO BRASIL_RIO DE JANEIRO/RJ

NOTA DA REDAÇÃO: recomendamos não fazer nada sem antes ler a piauí.

 

CHANTECLER

Os tarôs prevêem um 2009 com muitos desafios para a piauí e de satisfação mensal para os leitores. Os búzios dizem que não. Certo mesmo é que se tudo continuar no nível da edição de janeiro não há crise econômica que nos abale, exceto na próxima viagem à Islândia.

TIAGO AMADO_RIO DO SUL/SC

 

ORQUESTRA ON-LINE

Se alguém mencionar a um músico ou frequentador de concertos o instrumento “trompa inglesa”, será causa de certo desconforto na comunicação (“Sinfonia para os sem-orquestra”, piauí_28, janeiro 2009). O instrumento em questão é o corne inglês, uma espécie de oboé, na verdade um oboé tenor (com notas mais graves do que o oboé). Não se chegou ainda a um consenso sobre a razão desse nome (em francês: cor anglais), pois o instrumento não é nem inglês, nem em forma de chifre.

CLODOALDO L. JUNIOR MMUS_ARAÇOIABA DA SERRA/SP

 

ISLÂNDIA

Perfeito o jornalismo investigativo de João Moreira Salles. Seu relato enxuto, fotográfico, da atual situação do país e habitantes lembra o estilo despojado de Ernest Hemingway. Good night and good luck!?
YOLANDA OLIVEIRA AZEVEDO_SÃO JOÃO DA BOA VISTA/SP

Ao saber que a população é de 300 mil e que a quantidade de pessoas que viveram na Islândia é de 800 mil (menor que a população atual de Nova Iguaçu!!!), só tenho uma coisa a dizer: “Islândia Pequenininha! Leva porrada. E cabe dentro de um Fusquinha.”

ANDRÉ SOUZA_RIO DE JANEIRO/RJ

Excelente a matéria sobre a ascensão e queda da Islândia. É uma saga contemporânea, um carma em tempo real.

JOSÉ ALBERTO NEMER_BELO HORIZONTE/MG

 

UMA BLOGUEIRA CUBANA

Com grande satisfação agradeço ao vendedor Willams Bezerra por ter me convencido a assinar a revista, pois assim conheci a reportagem feita por Sandro Vaia sobre Yoani Sánchez (“A voz da Geração Y”, piauí_27, dezembro 2008). Venho aqui deixar um recado para todas as mulheres do Brasil e do mundo: não sejam fracas, lutem, chutem a pedra do caminho e sigam em frente, como fez a cubana.

ADRIANA GOMES PIRES_MANGABEIRA, JOÃO PESSOA/PB

Foi o blog da cubana que me incentivou a criar meus modestos coisasestranhasdebelem.blogspot.com e coisasestranhasdobrasil.blogspot.com
Fez falta, apenas, mencionar o motivo do nome do blog da cubana – o “y” é uma referência às pessoas que nasceram em Cuba nos anos 70 e tiveram seus nomes inspirados em nomes russos.

GILSON ROCHA_BELÉM/PA

 

PINGUIM DA PIAUÍ PARA VENDER

Gostaria de saber se vocês vendem réplicas do pinguim da piauí. Minha mãe tem uma coleção de pinguins em cima da geladeira, e acho que o da revista daria um toque intelectual à nossa cozinha. Aliás, ele tem algum nome ou apelido? Talvez possa ser outro tema para um concurso.

MATHEUS BERGOMINI_PORTO ALEGRE/RS

NOTA DA REDAÇÃO: o apelido do nosso pinguim é pinguim. Apesar da crise, ele teima em não ser replicado nem colocado à venda (por enquanto). Mas sente-se nu desde que perdeu o manto do trema, por decisão da recente reforma ortográfica.

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