questões pouco diplomáticas

Obama nas alturas

O Brasil ficou fora do radar da campanha da reeleição do presidente americano, e não é mau que continue assim

Marcos de Azambuja
O Brasil tem amplos terrenos para continuar a crescer sem que nossa trajetória colida com as preocupações vitais de outros países. Temos a mais confortável das situações geoestratégicas
O Brasil tem amplos terrenos para continuar a crescer sem que nossa trajetória colida com as preocupações vitais de outros países. Temos a mais confortável das situações geoestratégicas FOTO: SAUL LOEB_AFP

A famosa imagem mostra Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas em Natal, às margens do rio Potengi, em janeiro de 1943. Os Estados Unidos começavam a ganhar a Segunda Guerra Mundial e a se fazerem senhores do mundo, e o Brasil entrava no conflito do lado certo. Com isso, iria começar a ganhar pontos importantes na busca da elevação de sua inserção internacional, processo longo e exigente no qual estamos ainda metidos.

O que os Estados Unidos queriam era poder dispor de uma grande base de operações no saliente do Nordeste brasileiro, e daí cruzar o Atlântico Sul e transferir tropas e equipamento para a campanha que logo se iniciaria para a conquista de todo o norte da África. Não era objetivo secundário ou acessório, mas parte essencial da própria viabilidade de uma imensa operação militar.

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Marcos de Azambuja

Diplomata, foi secretário-geral do Itamaraty e embaixador em Buenos Aires e Paris. É conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais.

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