cartas

Os prós e contras de José Dirceu

CLIQUE-CABEÇA

Janet Malcolm errou feio ao sustentar que “o e-mail é um veículo de má redação”. Troco e-mails há dez anos, e nenhum dos que redigi – e escrevi todos os dias! – foi mal escrito. Por uma razão muito simples: leio muito e penso de acordo. O problema não está no meio de comunicação (cartas, bilhetes, e-mails, memorandos, relatórios etc.), mas na cabeça de quem emite o texto.
FÁTIMA RICCI_Poços de Caldas/MG

NOTA DO EDITOR: que todos sigam teu exemplo, Fátima. Aqui na redação, por exemplo, seria uma bênção.

 

PULGA SALTITANTE



Uma dúvida atormenta meus neurônios e me põe uma saltitante pulga atrás da orelha: o anúncio do governo federal, de página inteira, fazia parte do piauí Herald? Porque, depois de todos aqueles produtos, senadores e personalidades, soou como uma estrandosa piada. Do tipo que uma a gente encontra em uma “Esquina” qualquer da República Piauiense…E Deus nos livre do separatismo.

DIMAS TADEU_Juiz de Fora/MG

 

POROROCA

No exemplar de dezembro, a seção Christma’s Shopping está genial. Só estranhei a última fotomontagem, “Mais Brasil para Mais Brasileiros”, que, de tão parecida com a propaganda oficial do PT no governo, não teve graça.

PAULO V. SILVA_Florianópolis/SC

NOTA DA REDAÇÃO: foi uma pororoca, um encontro de águas não planejado. A página em questão era um anúncio do governo federal, sem relação com nosso esfuziante piauí Herald.

 

SERVOS…

Uma coisa é buscar resultados numa empresa como a Osesp, que tem um orçamento na casa dos milhões de reais. A outra é humilhar os funcionários. Que o exemplo sirva para que cada um reflita sobre o que anda fazendo no seu ambiente de trabalho. Ainda há uma “cultura” organizacional no Brasil que torna os empregados servos, e os gerentes/patrões, capatazes ou senhores de engenho.
CRISTIAN F. MARTINS_Brasília/DF

 

… E CAPATAZES

Após a ditadura de Herbert von Karajan, os músicos da Filarmônica de Berlim passaram a eleger seu dirigente. Já escolheram um italiano (Claudio Abbado) e um inglês (Simon Rattle). E nem por isso a célebre orquestra perdeu seu lugar no pódio das melhores do mundo.

ELIAS DA COSTA LIMA_São Paulo/SP

 

UM RESISTENTE

É curioso que Slavoj Žižek inicie artigo em que pretende examinar alternativas de combate ao capitalismo com a afirmação de que “… o capitalismo é indestrutível”. No passado recente, os corretores da história venderam sucessivamente “o fim das doutrinas”, “o fim das ideologias”, “o fim do marxismo”, “o fim da história”, “o fim da modernidade”, “o fim do socialismo” e, por último, “o fim da utopia”. Agora, “o fim da história” retorna sob a forma do mito da “indestrutibilidade do capitalismo”. Na afirmação do autor está implícita uma ideologia que justifica o presente, desclassifica a mudança e barra o caminho a todo impulso utópico na direção de uma vida melhor. Mas é, sim, possível mudar a história. Resistir é resistir.
LUIZ MARIANO DE CAMPOS_Rio de Janeiro/RJ
O PERU

José Dirceu está caracterizado como uma “perua”, Olaf é um anão guerrilheiro de 1970, os portugueses são uns subservientes perante Dirceu. Insinuações de uso da máquina pública (como o “carro da embaixada”) e de grande influência “por debaixo dos panos” são improdutivas pelo simples fato de serem insinuações. Não obtive nenhuma informação sobre o entrevistado como consultor, exceto que ele usa cremes e tem um celular de mafioso.
ANA LIVIA ESTEVES_São Paulo/SP

 

O OPERÁRIO

A repórter obteve a essência do pensamento petista ao observar que a única vez que José Dirceu pareceu triste e emocionado foi quando disse “Eu tenho que trabalhar”.
ROBERTO RANGEL_Rio de Janeiro/RJ

 

O CAMARADA

“Daniel” é o exemplo máximo do que aconteceu com a militância estudantil e mais precisamente com a parte dela que buscou a todo custo o poder e a satisfação pessoal. Ele, Dirceu, é sim o rei do “socialismo”, camarada gente fina que carrega bajuladores como o advogado português, coitado, que engole o mito do revolucionário lindo.

TAINAN COSTA_Maceió/AL

 

O CONSULTOR

Pela presente gostaria de fazer correções às imprecisões contidas na minha entrevista publicada por esta revista na edição de janeiro/2008. Desta forma ela continuará a transmitir a seus leitores a verdade dos fatos e com a correção que lhe é habitual. Relaciono a seguir os pontos que gostaria de ver devidamente esclarecidos:

01) Não fiz acusações relacionadas à compra da sede do PT em Porto Alegre. Limitei-me a repetir que ocorreram denúncias de que o prédio fora comprado com recursos ilegais e que a oposição falou em “sacos de dinheiro”, mas que a Justiça e uma CPI investigaram exaustivamente os fatos e, ao final, o PT gaúcho e os dirigentes alvos da denúncia foram absolvidos. Acrescentei, ainda, que no decorrer de todo o processo o Diretório Nacional do PT manteve apoio aos companheiros citados na denúncia da oposição. Esse, aliás, era o foco dos meus comentários. A direção nacional não os prejulgou não só por solidariedade partidária, como também pelo respeito ao direito sagrado da presunção da inocência. O que destaquei à jornalista, então, é que a recíproca não ocorreu e que quando acusado não recebi o mesmo tratamento de alguns dirigentes do PT gaúcho. Estes não levaram em conta sequer a presunção da minha inocência.

02) Em nenhum momento fiz considerações sobre o filho do presidente Lula. A jornalista, e não eu, na reportagem cita Fábio Luiz da Silva, filho do presidente da República. Em seguida passa a se referir ao jornalista, Luiz Costa Pinto, conhecido também como Lulinha, sobre o qual fiz as considerações publicadas. Fábio Luiz não é jornalista e nem é conhecido como Lulinha. Mas, da forma como foi publicada, a reportagem induz os leitores à confusão, leva-os a acreditar que eu falava do filho do presidente da República quando me referia ao jornalista.

03) Nunca afirmei que Delúbio Soares participou de jantar comigo e com os deputados Antônio Palocci e José Genoíno no apartamento do deputado João Paulo Cunha. Não poderia fazê-lo porque Delúbio simplesmente não participou desse jantar.

04) Não cogitei fretar um avião para o Panamá quando enfrentei transtornos no aeroporto de Barajas, em Madri. Viajava para São Domingos e, se alugasse aeronave, o faria direto para a República Dominicana, para não perder uma audiência marcada há meses. O que avaliei, se conseguisse um vôo direto para a Cidade do Panamá, era se valia a pena, pelo custo, alugar um avião para São Domingos, na República Dominicana.

05) José Oviedo, mencionado na reportagem, foi conselheiro político na embaixada da República Dominicana em Brasília e não embaixador. O encontro do ex-presidente do governo da Espanha, Felipe González, seria com Maurício Fumes, candidato da oposição e não com o presidente de El Salvador. O presidente da República de El Salvador não precisaria da minha ajuda para marcar uma reunião.

06) Finalmente, gostaria de esclarecer ainda: fui presidente da União Estadual de Estudantes de São Paulo – UEE-SP e não da União Nacional dos Estudantes – UNE; MOLIPO é a sigla de Movimento de Libertação Popular e não Movimentação de Libertação Popular.

Na certeza de que esses esclarecimentos receberão a devida acolhida na revista, agradeço antecipadamente. Com um abraço amigo, coloco-me à disposição.

JOSÉ DIRCEU_São Paulo/SP

 

NOTA DA REDAÇÃO: 1) Por equívoco, foi redigido “Movimentação” em vez de “Movimento” de Libertação Popular, Molipo; 2) A sigla da União Estadual dos Estudantes, UEE, foi grafada, por erro, como UNE; 3) Foi José Oviedo quem informou à reportagem ter sido “embaixador extraordinário” da República Dominicana no Brasil; 4) José Dirceu tentava marcar um encontro entre o ex-premiê espanhol Felipe González e um candidato a presidente (e não o presidente) de El Salvador.

Quanto às demais observações, os fatos publicados pela revista correspondem ao que foi relatado pelo ex-ministro à reportagem. No contexto em que foram mencionados, não poderia haver espaço para ambigüidades.

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