questões psicodélicas

Uma viagem de psilocibina

Eu tinha decidido me entregar a esse grande cogumelo

Michael Pollan
Imagem escaneada do cérebro em atividade. O ego soberano, com todas as suas armas e medos, seus ressentimentos do passado e preocupações com o futuro, simplesmente não existia mais
Imagem escaneada do cérebro em atividade. O ego soberano, com todas as suas armas e medos, seus ressentimentos do passado e preocupações com o futuro, simplesmente não existia mais FOTO_SCIENCE PHOTO LIBRARY

Tradução de Rogerio Galindo e Rosiane Correia de Freitas

Minha segunda viagem psicodélica começou ao redor de um altar, no meio de um loft no subúrbio de uma pequena cidade na Costa Leste dos Estados Unidos. No altar, orando, havia uma bela mulher com cabelos louros compridos repartidos ao meio e maçãs do rosto proeminentes, que só menciono porque mais tarde apareceriam durante sua transformação em índia mexicana. Sentada diante do altar de frente para mim, Mary recitava uma reza dos nativos americanos, longa e elaborada, de olhos fechados. Ela invocava o poder de cada um dos pontos cardeais, dos quatro elementos, dos reinos animal, vegetal e mineral, a cujos espíritos implorava que me ajudassem na minha viagem.

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Michael Pollan

Jornalista norte-americano, dá aulas de escrita de não ficção na Universidade Harvard e de jornalismo em Berkeley, na Universidade da Califórnia

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