questões paulistanas

Urbanista acidental

As obsessões e os dilemas de Philip Yang, o empresário que pretende reinventar o Centro de São Paulo

Rafael Cariello
Ex-pianista, Philip Yang fez fortuna com petróleo e gás, mas afirma que só se realizou e encontrou “voz própria” ao idealizar grandes projetos urbanísticos. “Adquiri um desprendimento que nunca tive. Nunca toquei piano com desprendimento. É a primeira vez, em cinquenta anos, que eu sinto isso”
Ex-pianista, Philip Yang fez fortuna com petróleo e gás, mas afirma que só se realizou e encontrou “voz própria” ao idealizar grandes projetos urbanísticos. “Adquiri um desprendimento que nunca tive. Nunca toquei piano com desprendimento. É a primeira vez, em cinquenta anos, que eu sinto isso” FOTO: KLARA YANG_2013

Por volta das 22 horas do dia 5 de outubro de 2012, antevéspera do primeiro turno da eleição municipal, dezenas de militantes políticos começaram a chegar à região da praça da República, no Centro de São Paulo.

Embora fossem todos integrantes do MMPT, o Movimento de Moradia Para Todos, uma das organizações que reivindicam habitação popular na capital paulista, não levavam faixas ou bandeiras. Tampouco gritavam palavras de ordem. Era imperativo não chamar a atenção dos transeuntes, cada vez mais raros naquela noite de sexta-feira. Era preciso, sobretudo, que a polícia não os notasse.

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Rafael Cariello

Editor da piauí. Foi editorialista da Folha de S.Paulo e correspondente do jornal em Nova York

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