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O tamanho da inatividade

Estreia a página Igualdades, comparações visuais de estatísticas sobre alguns dos principais fatos da semana. Começamos com os inativos do serviço público federal

25fev2019_13h50
Marcella Ramos, Emily Almeida e Carol Cavaleiro

Quase metade dos 1,8 milhão de funcionários do poder público federal no Brasil são inativos. Há cerca de 803 mil aposentados, pensionistas e militares da reserva – 45% do total –, contra 998 mil servidores ativos. As figuras abaixo mostram o tamanho e o peso da inatividade no setor público, em comparações com outros setores.

 

 

 

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Os inativos federais (civis e militares) equivalem a todos os trabalhadores da indústria têxtil…

 

 

 

 

 

 

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… um número próximo ao dos funcionários de instituições financeiras, como bancos, corretoras e companhias de seguros.

 

 

 

 

 

 

 

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O número de militares da reserva (160 mil) é equivalente ao de trabalhadores dos Correios e outras empresas de entrega.

 

 

 

 

 

 

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Já os 643 mil funcionários públicos civis aposentados ou pensionistas são equivalentes a 21 vezes o total de empregados da Ambev no Brasil, a maior empresa de bebidas do país.

 

 

 

 

 

 

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O INSS, órgão público que paga as aposentadorias, tem 81 mil funcionários ativos e inativos. É o mesmo número de empregados do maior grupo varejista do país, o Carrefour.

 

 

 

 

 

 

 

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Com 216 mil funcionários inativos, dos quais 160 mil são militares da reserva, o Ministério da Defesa é o que tem maior número de servidores nessa situação, à frente dos ministérios da Educação (145 mil) e da Saúde (137 mil), segundo e terceiros lugares.

 

 

 

 

 

 

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Tanto na Educação quanto na Defesa, há duas vezes mais ativos, que sustentam os inativos do ministério. Já na Saúde, a relação entre aposentados/pensionistas e funcionários na ativa é quase equivalente – 137 mil a 101 mil.

 

 

 

 

 

 

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A Defesa, ao qual estão vinculados os militares, é o ministério que mais gasta com inativos. Foram 48 bilhões de reais em 2018. É quase duas vezes aquilo que gastaram as pastas da Educação e da Saúde, somadas.

 

 

 

 

 

 

 

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Os dois ministérios que mais gastam com pessoal têm cerca de duas vezes mais ativos do que inativos na folha de pagamento. A proporção dos custos, porém, é inversa. Enquanto a Educação gasta três vezes mais com ativos do que com inativos, a Defesa tem duas vezes mais gastos com inativos do que com os seus servidores na ativa.

 

 

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Fontes: Painel Estatístico de Pessoal/Ministério da Economia (2019), Ministério da Defesa (2019), Relação Anual de Informações Sociais/Ministério da Economia (2017), Carrefour e Ambev. Os dados não levam em consideração os servidores do Banco Central e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

 

 

 

 

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