=igualdades

Os mais pobres do Recife passam mais tempo expostos à pandemia no ônibus que os mais pobres de Belo Horizonte

Amanda Gorziza, Daniel T. Ferreira, Pedro Siemsen e Renata Buono
20abr2021_09h03

Pessoas pobres e moradoras da periferia estão mais expostas à pandemia no Brasil, já que são elas que têm que sair mais de casa para trabalhar, além de passar mais tempo no trajeto até o trabalho. Em Belo Horizonte, a metade mais pobre da população tem acesso, em média, a 37% dos locais de trabalho a uma hora de ônibus. Já no Recife, essas pessoas têm de passar ainda mais tempo no transporte: só 15,5% dos postos estão acessíveis, em média, a essa população com esse tempo de viagem.

Em plena pandemia, há diversas cidades que continuam com uma frota menor de ônibus mesmo nos horários de pico. Em Belo Horizonte, 443 ônibus foram retirados de circulação, sem reposição. Isso representa 15% da frota. “Nos picos do sistema a gente continua com uma demanda significativa, e o mais complicado nesta equação é este momento de pandemia. Deveria estar aumentando a oferta nos picos para promover o distanciamento social”, afirma o especialista em trânsito Frederico Rodrigues, em entrevista ao G1

Fonte: Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), compilados pelo Pindograma



Amanda Gorziza (siga @amandalcgorziza no Twitter)

Estagiária de jornalismo na piauí

Daniel T. Ferreira (siga @pindograma no Twitter)

É editor-chefe do Pindograma, site de jornalismo de dados, e estudante de História na Universidade de Stanford.

Pedro Siemsen (siga @pedrosgiestas no Twitter)

É fundador do Pindograma, site de jornalismo de dados, e estudante de história na Universidade de Columbia, em Nova York

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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