questões eleitorais

Projeto Comprova começa a verificar as eleições no Brasil

Pelo número de WhatsApp (11) 97795-0022, o público poderá questionar conteúdos relacionados à corrida eleitoral

06ago2018_20h13

O projeto Comprova dá início nesta segunda-feira às operações de combate à desinformação e a conteúdos enganosos na internet durante a campanha eleitoral. Coordenada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a partir de uma iniciativa do First Draft, um projeto do Centro Shrestein da Harvard Kennedy School, a coalizão reúne 24 organizações de mídia de todo o país, incluindo a revista piauí.

Por meio de um número de WhatsApp – (11) 97795-0022 –, o público poderá denunciar conteúdos suspeitos relacionados às eleições. O objetivo da coalizão é verificar a origem de textos, áudios e imagens virais. Não haverá verificação de declarações dadas por candidatos, pois isso não se enquadra no escopo do projeto.

De olho na importância que as redes sociais terão nos resultados desta eleição, o objetivo da iniciativa é engajar eleitores no combate à desinformação durante a campanha e limitar a circulação de boatos de teor eleitoral no WhatsApp e em outras redes. Os leitores serão encorajados a compartilhar a informação checada com seus contatos.

Os interessados devem salvar o número (11) 97795-0022 na lista de contatos de seu celular e então enviar uma mensagem com o pedido de checagem. Todos os conteúdos verificados pelo projeto estarão disponíveis no site projetocomprova.com.br em formato de ficha técnica. O material terá licença Creative Commons, ou seja, poderá ser republicado por qualquer veículo interessado, desde que haja atribuição ao Comprova e o conteúdo não seja alterado.

Para Daniel Bramatti, presidente da Abraji, abrir um canal de participação de usuários do WhatsApp é uma iniciativa que reforça e amplia o caráter colaborativo do projeto. “Como o WhatsApp não é uma rede aberta e seu conteúdo é criptografado, só com a ajuda dos usuários poderemos responder ao conteúdo enganoso que circula na plataforma”, observou.

As organizações jornalísticas envolvidas no Comprova são: AFP, Band News, Band TV, Canal Futura, Correio do Povo, Exame, Folha de S.Paulo, GaúchaZH, Gazeta Online, Gazeta do Povo, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, Nova Escola, NSC Comunicação, O Estado de S. Paulo, O Povo, Poder360, Rádio Band News FM, Rádio Bandeirantes, piauí, SBT, UOL e Veja.

O Comprova conta com o apoio do Projor, entidade que trabalha para fortalecer o jornalismo no Brasil. A Google News Initiative e o Projeto de Jornalismo do Facebook ajudaram a financiar o projeto, e ambas as empresas estão fornecendo suporte técnico e treinamento para as equipes envolvidas.

Parceiros institucionais incluem a Abraji, a ANJ (Associação Nacional de Jornais), o escritório do Centro David Rockefeller para Estudos Latino-Americanos da Universidade de Harvard, o Projor, a agência Aos Fatos e a RBMDF Advogados. Os parceiros de tecnologia incluem CrowdTangle, NewsWhip, Torabit, Twitter e WhatsApp.

Leia também

Últimas Mais Lidas

Bolsonaro e a tirania da maioria

País que exige ficha limpa de políticos desdenha da ficha democrática

Maria vai com as outras #10: Fim da temporada – Divisão sexual do trabalho

No último episódio desta temporada, a jornalista e escritora Rosiska Darcy de Oliveira fala dos primórdios do movimento feminista no Brasil e no mundo, do exílio durante a ditadura e do seu livro "Reengenharia do Tempo", sobre a divisão sexual do trabalho.

A imprensa precisa fazer autocrítica

Foram anos tratando o inaceitável como controverso ou mesmo engraçado

Bolsonarismo não é partido

Democracia brasileira depende de petismo e antipetismo se organizarem em siglas que se respeitem

O lado M da eleição

Mulheres negras no poder são o outro destaque das urnas

Foro de Teresina #22: O arrastão da direita, a derrota da mídia tradicional e o favoritismo de Bolsonaro

O podcast de política da piauí analisa a corrida presidencial após o primeiro turno

Cinema político – o risco da obsolescência

Crítico escreve carta aberta aos cineastas brasileiros: “Falhamos por omissão”

Medo por medo, dá Bolsonaro

Datafolha mostra que PT não projeta sonho mas continuísmo

Bancada policial e militar mais do que dobra na Câmara

Deputados eleitos vinculados às Forças Armadas ou às polícias passam de 12 em 2014 para 28 nesta eleição

Maria vai com as outras extra: ao vivo no Foro de Teresina

Ouça a participação de Branca Vianna no podcast de política da piauí; o bloco debateu o peso da mulheres na eleição 2018

Mais textos
1

Vivi na pele o que aprendi nos livros

Um encontro com o patrimonialismo brasileiro*

2

O fiador

A trajetória e as polêmicas do economista Paulo Guedes, o ultraliberal que se casou por conveniência com Jair Bolsonaro

3

A festa que Bolsonaro cancelou

O PSL enviou 300 convites para celebrar a vitória já no primeiro turno, num hotel na Barra da Tijuca. No fim, sobrou para aliados justificar por que não ganhou

4

Medo por medo, dá Bolsonaro

Datafolha mostra que PT não projeta sonho mas continuísmo

5

O PT em segundo lugar

Ameaça autoritária exige pacto de refundação institucional

6

A acusadora

Como a advogada Janaina Paschoal, uma desconhecida professora da USP, se transformou em peça-chave do impeachment

7

Extremo centro x extrema direita

Do entendimento entre PT e PSDB depende a democracia no Brasil

8

O candidato da esquerda

Pouco conhecido, sem nunca ter feito vida partidária ou disputado votos, o ministro Fernando Haddad parte em busca dos militantes do PT, dos paulistanos e da prefeitura

9

Arrastão da direita redefine o país

Foro de Teresina destrincha realidade política que emerge do primeiro turno

10

O guarda da esquina e sua hora

Reflexões em torno de um slogan de Jair Bolsonaro