anais do fogo

Sem máscara, no meio da fumaça

Entre o combate às queimadas e o resgate frustrado de um bicho-preguiça, a rotina de trabalho de um bombeiro na Amazônia em chamas

Fabio Pontes
20set2019_13h39
INTERVENÇÃO DE PAULA CARDOSO SOBRE FOTO DE FABIO PONTES

Sentado no sofá da sala de estar do primeiro batalhão do Corpo de Bombeiros do Acre, o sargento Severo olha no celular a previsão do tempo para ter uma ideia de como será o dia de trabalho naquele domingo 1º de setembro. São 10 horas em Rio Branco e o termômetro já passa dos 30ºC. Não ter um dia quente é que seria anormal em qualquer mês na região que abriga a maior floresta tropical do mundo. Agosto e setembro, contudo, estão acima da média, com a baixa umidade relativa do ar e a fumaça das queimadas ampliando a sensação de desconforto. É quando o chamado “verão amazônico” alcança o auge, e o período sem chuvas entre julho e agosto leva a umidade a cair e chegar perto dos 20%, quando o comum é acima dos 80%. A temperatura alta e o ar seco criam o ambiente perfeito para a “limpeza” de roçados e pastagens pelos moradores do campo – o problema é que a limpeza é feita com fogo. É neste período que o céu de Rio Branco amanhece cinza, e os 499 bombeiros militares do Acre precisam se multiplicar para dar conta de todos os pedidos para apagar queimadas florestais. 

Adão da Rocha Severo iniciou o plantão de domingo às 8 da manhã e irá até as 8 horas da segunda-feira. O sargento de 43 anos é natural de Rio Branco, a capital do Acre, e ingressou no Corpo de Bombeiros em concurso de 2007. Nestes doze anos de serviço, chegou à patente de segundo-sargento e, naquele dia, seria o comandante da equipe de salvamento e combate a pequenos incêndios: além dele, um motorista e mais dois homens, ambos cabos, estavam no banco de trás. O veículo é uma Toyota Hilux chamada ARF: Auto Rápido Florestal, com mobilidade para chegar a incêndios em vegetação. A Toyota puxa um tanque-reboque (chamada por eles de “carrocinha”) com capacidade para 1 200 litros d’água. Na carroceria, dois adesivos já desbotados, quase apagados, lembram que aquele veículo foi comprado há aproximadamente seis anos com recursos do Fundo Amazônia. Este ano, em meio a uma crise política internacional diante do aumento das taxas de desmatamento e queimadas no mais importante bioma do país, Noruega e Alemanha cancelaram repasses de quase R$ 300 milhões para o fundo. Depois, o governo Bolsonaro recusou US$ 20 milhões oferecido pelos países do G7 para combater os focos de fogo. 

Na caminhonete há uma mangueira de 100 metros que permite ao bombeiro avançar na vegetação até o foco da queimada. Se não for suficiente, os quatro abafadores na carroceria, mais as bombas costais (mochilas com 20 litros de água), vão substituir a água. No carro estão machados para abrir caminho na floresta, uma caixa para colocar animais silvestres feridos e uma escada de seis metros. Nos meses de calmaria, a escada é usada mais para salvar gatinhos, e o resgate de um bichano está entre as ocorrências mais inusitadas atendidas pelo sargento Severo, que encontrou o animal preso dentro do vaso sanitário. “A única solução era quebrar o vaso para tirar o gato de lá. O problema era que o marido da dona casa não queria deixar, dizendo que ia sair muito caro. Ficamos no impasse”, recorda Severo. A dona da casa deu a última palavra, e Severo, com uma marreta, quebrou o vaso sanitário e resgatou o gato. “Demorasse mais o bichano ia morrer.”

Nestes dias de agosto e setembro o sargento teve pouco tempo para acudir animais domésticos. O Acre estava, literalmente, pegando fogo. “Tinha dias em que saíamos de uma missão e já íamos para outra”, lembra. Já foram oito ocorrências de incêndios florestais este ano num único dia apenas em seu batalhão, e outras dez reforçando equipes das outras duas bases de Rio Branco. O trabalho traz sempre situações de risco não apenas por conta do fogo, mas também pelo ambiente no entorno. Em agosto, numa das ocasiões em que ele e outros três brigadistas combatiam chamas numa vegetação alta, o vento mudou de direção e toda a fumaça foi na direção deles. “Ficamos numa situação crítica, pois não tínhamos visão de onde estávamos nem do fogo. A solução foi deitar no chão e sair rastejando, nos guiando pela mangueira, chegando até o carro”, conta Severo. 

Severo sofreu um acidente de moto no dia 10 de setembro e voltou ao trabalho no dia 19. No dia em que retornou já precisou encarar uma queimada dentro de uma mata fechada, área de reserva legal em propriedade particular na estrada rural de Porto Acre. Fogo em mata fechada é uma das situações mais complicadas para um bombeiro, pois o vento e a fumaça são “inimigos” do combatente. Além de mudar a direção da fumaça – deixando a equipe sem visibilidade – o vento pode derrubar árvores que estejam com as bases bastante queimadas. Neste caso específico, o fogo se arrastava havia três dias. Árvores caíram perto dos bombeiros enquanto eles tentavam apagar as chamas. 

“O pior foi o fator vento que estava muito forte e mudando de direção. A fumaça não deu trégua. O terreno era irregular, muitas árvores no chão, e isso dificultou muito nosso trabalho.” Foram necessárias 5h15 para apagar o fogo. “Os meus olhos ficaram totalmente vermelhos de tanta fumaça.” Os 1 200 litros do tanque-reboque não foram suficientes. A água de um açude dentro da fazenda foi usada para reabastecer as bombas costais. Não fosse isso, o fogo teria que ser combatido no braço, usando apenas os abafadores. 

O combate a incêndios florestais é de bastante risco para os bombeiros. Dentro da floresta ocorre o chamado fogo aéreo, quando as chamas se espalham pelas copas das árvores. Neste caso, explica o sargento Severo, a solução é recorrer a uma motosserra para derrubá-las, evitando que outras também sejam queimadas.  

Dificuldades em combate a incêndios Severo enfrenta desde que entrou na corporação. Em 2009, para apagar um incêndio florestal, seu comandante decidiu colocar fogo em outra área, na técnica conhecida como fogo contra fogo. “A vegetação estava muito seca, e passou a ventar muito. O fogo mudou de direção e veio para onde a gente estava. Do outro lado tinha o foco original, ficamos entre os dois e não tinha como atravessar pois as chamas estavam densas, não estava com a roupa apropriada”, diz. A solução foi subir numa árvore e ir passando de uma árvore a outra, até conseguir escapar. “Deixamos tudo para trás, abafadores e as bombas costais.”

Outro risco é o de se deparar com animais perigosos. Este ano, enquanto apagava uma queimada durante a noite numa área de mata próxima ao posto da Polícia Rodoviária Federal na BR-364, um de seus soldados pisou numa jararaca. “Ficamos naquela pressão psicológica de ter que combater o fogo, pois ele podia atingir o posto da PRF, e o receio de alguém ser atacado pela cobra”, afirma ele. Dois anos atrás o sargento foi picado por um escorpião. No momento em que reabastecia sua bomba costal, Severo retirou o capacete e o colocou no chão. Ao recolocar o equipamento, sentiu uma forte dor na cabeça. “Tirei o capacete na hora, fiquei assustado. Achei que fosse uma cobra, mas nada encontramos. Na hora já tive as primeiras reações, comecei a perder os movimentos. Levaram-me para uma UPA próxima onde me deram soro e medicação. Lá o médico me disse que tinha sido um escorpião.”

Muitas ocorrências são em terrenos baldios na Zona Urbana de Rio Branco e em áreas de vegetação às margens de rodovias e estradas da Zona Rural, chamadas na Amazônia de ramais. “As pessoas têm o costume de queimar o mato de suas propriedades às margens das estradas”, diz. Muitas vezes, o fogo acaba saindo do controle. Segundo o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em agosto deste ano o Acre registrou 3 051 focos de queimada. No mesmo mês do ano passado, foram 1 368 registros. Apesar do elevado número de focos de calor detectado este ano, o Acre não apresentou registros de grandes queimadas dentro de áreas de floresta, como ocorreu em 2005. Naquele ano, segundo dados do governo estadual, mais de 300 mil hectares de floresta foram incendiados, incluindo áreas dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes. Geralmente a queimada é feita em áreas já desmatadas (novas ou antigas) para se fazer a limpeza de roçados ou pastagens. 

Estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) aponta que na comparação com 2016, quando o Acre passou por uma severa estiagem provocada por um El Niño, as queimadas ao longo de 2019 estão 23% superiores; já em relação a 2018 os focos observados pelos satélites estão 57% acima. Em maio, o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), em visita ao município de Sena Madureira, discursou dizendo que os produtores rurais autuados pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) não precisavam mais pagar as multas: “Quem for da Zona Rural, e que o seu Imac estiver multando, alguém me avise porque eu não vou permitir que venham prejudicar quem quer trabalhar. Avise-me e não pague nenhuma multa porque quem está mandando agora sou eu. Não paguem.”

A declaração foi captada como um sinal verde para o desmatamento e o uso do fogo pelo homem do campo. A área desmatada no Acre cresceu de forma significativa em 2019: segundo o último Boletim do Desmatamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia Legal (Imazon), 187 quilômetros quadrados de floresta nativa foram desmatados no estado em julho deste ano; no mesmo mês de 2018, a área de mata perdida chegou a 35 km2 – variação de 434%. O crescimento também foi registrado em comparação com anos anteriores: de agosto de 2017 a julho de 2018, o desmatamento no Acre foi 104 km2; de agosto do ano passado a julho último, o total de floresta derrubada ficou em 371 km2 – uma alta de 257%. No Pará, estado que sempre lidera o ranking de desmatamento na Amazônia, essa variação foi de 21%, enquanto o Mato Grosso registrou redução de 17%.

Com as queimadas vêm a fumaça e poluição. Dados do programa de monitoramento da qualidade do ar mantido pelo Ministério Público do Acre apontam que quatro cidades do estado apresentaram nível de concentração de material particulado acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, 54 785 moradores do Acre passaram por algum tipo de atendimento ambulatorial por conta de doenças respiratórias de janeiro a agosto de 2019. No mesmo período do ano passado, segundo a secretaria, foram 68 124 atendimentos, redução de 19,5%. 

Entre os que inalaram fumaça estão o sargento Severo e sua equipe. Durante todo este período crítico de queimadas, os bombeiros do Acre trabalharam sem a máscara facial duplo filtro, que impede a entrada de micropartículas no sistema respiratório. O cabo Palú Nogueira, que integrava a equipe de Severo naquele 1º de setembro, tirou do próprio bolso R$ 80 para comprar o equipamento para si. “Se não quiser inalar fumaça tem que ser assim”, disse. Enquanto o equipamento apropriado não é comprado, os militares vão usando apenas a balaclava, espécie de touca que protege a região da cabeça e do pescoço, mas não impede a inalação de fumaça. Questionados sobre a falta de máscaras de duplo filtro, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Segurança não responderam.

Por conta do ritmo apertado de trabalho nas semanas de incêndios no Acre, Severo tem pouco tempo para estar em casa. É pai de três filhos e prefere não falar da vida pessoal. “Somando a semana toda não fico 24 horas em casa”, calcula. Ao final do plantão de 24 horas, o sargento tem folga de 72 horas, mas está sempre de sobreaviso. “Perdi as contas das vezes que precisei trabalhar estando na folga. Mas o trabalho do bombeiro é esse mesmo, essa é a nossa vida.”

Naquele domingo de 1º de setembro, com sensação térmica perto dos 40 graus, as ocorrências de fogo começaram a surgir após o meio-dia, pouco antes do início da partida entre Flamengo e Palmeiras na briga pela liderança do Brasileiro. A equipe de Severo trocou o jogo e o ar condicionado em frente à tevê por uma missão na Zona Rural de Rio Branco. “O bicho costuma pegar a partir do meio-dia. É o horário que as pessoas usam para queimar. Como de manhã cedo ainda há muita umidade típica da nossa região, elas esperam a vegetação ficar mais seca à medida que a temperatura vai subindo, então o fogo pega mais fácil”, explica o sargento. 

Após atracar a carrocinha na traseira da caminhonete, os bombeiros vão com destino ao Ramal do Mutum, e a maior parte do percurso é em estrada de barro mesmo. A informação repassada ao 193 dava conta de um fogo de grandes proporções em área de floresta. A reportagem da piauí acompanhou o trabalho de Severo e sua equipe. Antes de chegar ao destino, pequenos incêndios às margens da estrada precisam ser apagados, para evitar que eles se espalhem por outras áreas, invadindo propriedades, destruindo casas e plantações inteiras. A equipe vai até o local informado, mas não encontra o foco. Volta ao batalhão. O Flamengo está ganhando a partida e assumindo a liderança no Brasileiro. Severo vai para o andar de cima elaborar o relatório daquela ocorrência, registrando tudo o que foi feito. 

A cada ano os bombeiros acrianos lidam com duas situações extremas. As chuvas intensas do “inverno amazônico” – que no Acre vai de outubro a março – provocam enchentes que desabrigam centenas de famílias. Cabe a eles entrar nas áreas alagadas, com a água acima da cintura, para retirar as pessoas e seus pertences. De agosto a setembro, o maior trabalho são os incêndios.

Quando não está no batalhão, Severo aproveita o tempo livre para ministrar cursos para formação de brigadistas de incêndio em empresas. É a forma de complementar a renda, pois o posto de segundo-sargento lhe rende um salário bruto de R$ 6.500. “Com desconto do Imposto de Renda e Previdência sobram livres uns R$ 3.800.” Outra tarefa, esta não remunerada, é dar aulas de primeiros-socorros e noções de combate a incêndios aos alunos das academias de Polícia Civil e Militar. Ainda precisa sobrar tempo para a prática de atividades físicas, exigência para a atuação de um bom bombeiro.“Sempre estou fazendo minha corrida e natação que é para manter o corpo bem preparado.” Antes de passar no concurso dos Bombeiros, Severo foi carteiro dos Correios por três anos, mas não gostava do trabalho. 

O primeiro trabalho de Severo foi o de soldado do Exército, em 1995. Iniciou a vida na caserna aos 18 anos, quando se apresentou para o serviço militar obrigatório. Serviu no 4º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) por sete anos. Foi dispensado e voltou à vida civil. Insatisfeito fora do quartel, procurou uma forma de reingressar. “Ser bombeiro é muito bom. As pessoas precisam de ajuda, então você chega e resolve aquela situação, que vai desde uma casa em chamas até retirar o anel preso no dedo de uma criança”, afirma.

Severo já encarou situações em que ficou entre a vida e a morte. Certa feita, ao atender uma ocorrência de incêndio em uma casa de madeira na periferia de Rio Branco, soube que dentro havia uma criança. As chamas avançavam muito rápido. “Minha equipe foi a primeira a chegar. O problema é que não estávamos com a roupa adequada para enfrentar o fogo, só de farda comum. Por nossas normas de segurança eu não poderia entrar na casa”, comenta. O sargento pediu um lençol dos vizinhos emprestado, molhou-o e entrou. Não encontrou o menino. “De repente um colega avisou que o menino tinha conseguido se salvar. Já quase com o cobertor pegando fogo só fiz pular a janela”, relata. 

Às 14h30, a atendente na central de operações volta a acionar a equipe do sargento para resgatar um bicho-preguiça num quintal no bairro São Francisco. Este tipo de chamada é comum neste período das queimadas. Com a mata incendiada, os animais fogem para a Zona Urbana. Alguns são atropelados em estradas e ruas dentro da cidade. Cobras, tamanduás e bicho-preguiça são as principais vítimas. 

Chegar ao quintal leva menos de 15 minutos. Para entrar na casa, porém, são necessários mais cinco minutos de espera, porque a dona do imóvel está prendendo seus quatro cachorros. O bicho-preguiça não é encontrado. Com a missão frustrada, é hora de regressar à base. O veículo nem bem estaciona e o rádio chama. É a mesma ocorrência no Ramal do Mutum. A pessoa diz que o fogo continua lá e avançando. Agora sargento Severo fala diretamente com a fonte para saber a localização precisa, e a equipe volta ao trabalho. Ao chegar ao local indicado, a equipe constata que não há mais fogo, apenas troncos de árvores queimados que ainda expelem fumaça. É uma típica queimada da região. Foi derrubada uma área de mata – a chamada broca – e depois ateado o fogo. É a “limpeza”. Ali já não há muito o que fazer. Mais uma viagem perdida.

Na volta para a base, a equipe ouve o chamado de um grande incêndio em outra região de Rio Branco, mas é área de outro batalhão. Uma tímida chuva cai em alguns pontos da cidade. A calma naquele primeiro dia do mês poderia ser sinal de trégua após um agosto incendiário. Mas o sargento Severo sabe que, antes de voltar a socorrer os desabrigados pelas chuvas a partir de outubro, precisa vencer o fogo de setembro.

Fabio Pontes (siga @fabiospontes no Twitter)

Jornalista acriano, cobre questões amazônicas. Colabora com vários veículos brasileiros.

Leia também

Últimas Mais Lidas

“Quero ver Bolsonaro se eleger só com voto de general”

Eleitorado tradicional do presidente, militares de baixa patente e pensionistas rejeitam projeto de Previdência e mostram decepção com o ex-capitão 

The world without the Amazon

A climate model predicts the effects of turning the forest into cattle pastures: 25% less rain in Brazil and higher temperatures, with “catastrophic” consequences for agriculture and energy production

Six conclusions about a model of the world without the Amazon

The price that Brazil and the world will pay if the forest continues to be cut down so that livestock can graze

Vazamento de óleo avança, plano de controle patina

Manchas se aproximam dos corais de Abrolhos; especialistas cobram do governo federal transparência em uso de programa para conter derrames de óleo

Ascensão e queda de um ex-Van Gogh

Tela do Masp atribuída ao pintor holandês tem autoria revista e inspira debate sobre valor artístico

Um bicheiro no centro do poder

A rede de assassinatos, amizades e dinheiro que cerca Jamil Name no Mato Grosso do Sul

Seis conclusões sobre o modelo do mundo sem a Amazônia 

O preço que o Brasil e o mundo pagarão caso a floresta continue a ser derrubada para dar lugar à pecuária

O mundo sem a Amazônia

Modelo climático prevê efeitos da conversão da floresta em pasto: diminuição de 25% das chuvas no Brasil e aumento da temperatura, com prejuízo "catastrófico" para agricultura e produção de energia

Foro de Teresina #73: Autofagia no governo, crise na oposição e o óleo nas praias do Nordeste

O podcast de política da piauí discute os principais fatos da semana

Mais textos