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A sentença de prisão de Pelin Ünker por fazer jornalismo na Turquia

Repórter foi acusada de calúnia e difamação por publicar reportagens que citava ex-primeiro ministro

26ago2019_17h39

Em janeiro deste ano, na Turquia, a repórter Pelin Ünker teve a prisão decretada acusada de calúnia e difamação pelo presidente da Assembleia Nacional – na época ex-primeiro ministro – Binali Yıldırım e seus dois filhos. Os nomes da família apareciam nas investigações conhecidas como Panama Papers, sobre empresas offshores não declaradas em paraísos fiscais.

A jornalista recorreu da sentença, pagou uma multa de cerca de 8,6 mil liras turcas, o equivalente a 1,3 mil euros, e aguarda em liberdade.

O caso que teve repercussão internacional estará no centro da conversa de Ünker com José Roberto de Toledo, editor do site da piauí, e com a âncora da GloboNews Aline Midlej, que acontecerá no primeiro dia desta edição do Festival Piauí de Jornalismo.

Hoje freelancer do Deutsche Welle, a Pelin Ünker já foi do time de jornalistas do diário de centro-esquerda Cumhuriyet (A república). E é membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), onde foi uma das profissionais a integrar a força-tarefa dos Panama Papers.



Num tuíte sobre a acusação pela qual ela vem se defendendo no tribunal turco, Ünker disse que não estava surpresa, mas reforçou que fazer jornalismo não poderia ser considerado crime.

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