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Sete em cada dez recuperados da Covid-19 têm sequelas que duram semanas

Plínio Lopes e Renata Buono
19jul2021_10h33

Na semana passada, o Brasil ultrapassou 540 mil mortes por Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, 2,8% das pessoas que testam positivo acabam morrendo por conta da doença. Mas, apesar de enorme, o elevado número de mortos não conta todo o drama do novo coronavírus. Estudos mostram que 73% dos pacientes relatam pelo menos um sintoma persistente – que dura semanas ou meses. Uma revisão sistemática de 45 destes estudos, envolvendo 9,8 mil pessoas recuperadas da Covid-19, mostrou que os sintomas variam entre fadiga ou exaustão (40%), dispneia ou falta de ar (36%), problemas no sono (cerca de 30%), depressão (cerca de 23%) e até queda de cabelo (20%).

O alto número de pessoas relatando pelo menos um sintomas foi consistente até em estudos que acompanharam pacientes por aproximadamente seis meses. Um dos grandes problemas desses sintomas é que eles persistem depois da fase aguda da infecção pelo vírus e afetam não somente a saúde, mas também a qualidade de vida das pessoas. E, com isso, podem sobrecarregar o sistema de saúde novamente.

Fonte: Artigo de Nasserie et al na revista científica Journal of the American Medical Association.

Plínio Lopes (siga @Plluis no Twitter)

Repórter freelancer, trabalhou na Agência Lupa e é especializado em jornalismo de dados e fact-checking

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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