Com dívida de 65,4 bilhões de reais, a Oi entrou em recuperação judicial. Credores de fundos internacionais, chamados "abutres", brigam pelo que restou da maior operadora brasileira
Ver dados da foto Com dívida de 65,4 bilhões de reais, a Oi entrou em recuperação judicial. Credores de fundos internacionais, chamados "abutres", brigam pelo que restou da maior operadora brasileira ILUSTRAÇÃO: NADIA KHUZINA_2017

A agonia da Oi

Como as sucessivas intervenções do governo e a ganância dos acionistas majoritários arruinaram uma campeã nacional
Consuelo Dieguez
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Com dívida de 65,4 bilhões de reais, a Oi entrou em recuperação judicial. Credores de fundos internacionais, chamados "abutres", brigam pelo que restou da maior operadora brasileira ILUSTRAÇÃO: NADIA KHUZINA_2017

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OS BRASILEIROS

Na tarde de 8 de junho do ano passado, os controladores da Oi, a maior operadora de telefonia fixa brasileira, reuniram-se na sala do Conselho de Administração da companhia, instalado em um prédio na praia de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, para uma videoconferência com o então presidente da empresa, Bayard Gontijo. O momento era tenso. Com uma dívida que já ultrapassava 65 bilhões de reais e o caixa fazendo água, a empresa se desmanchava. Gontijo estava em Nova York, no escritório de uma empresa de assessoria financeira, contratada três meses antes para ajudá-lo na negociação da dívida junto a credores internacionais.

O executivo assumira o comando da Oi em 2014, após a desastrada fusão da empresa com a Portugal Telecom, a PT, quando se descobriu que os 3,2 bilhões de reais que a operadora portuguesa injetaria no negócio não existiam. Haviam sido aplicados em títulos podres de uma subsidiária do banco português Espírito Santo, que quebrara poucos meses depois da operação, levando junto todo o caixa da PT. A descoberta do rombo deixara a Oi, que necessitava desesperadamente de capital, em uma situação ainda mais delicada.

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