"Os fatos nesse caso são melhores do que em qualquer outro em que eu tenha atuado", o advogado Jeremy Lieberman contou, no seu escritório em Nova York. "Se a Petrobras arriscar ir a julgamento, as chances de derrota para ela são enormes."
Ver dados da foto "Os fatos nesse caso são melhores do que em qualquer outro em que eu tenha atuado", o advogado Jeremy Lieberman contou, no seu escritório em Nova York. "Se a Petrobras arriscar ir a julgamento, as chances de derrota para ela são enormes." FOTO: FERNANDEZ.GERSET_2016

O petróleo é deles

A história do processo de bilhões de dólares movido contra a Petrobras nos Estados Unidos
Roberto Kaz
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"Os fatos nesse caso são melhores do que em qualquer outro em que eu tenha atuado", o advogado Jeremy Lieberman contou, no seu escritório em Nova York. "Se a Petrobras arriscar ir a julgamento, as chances de derrota para ela são enormes." FOTO: FERNANDEZ.GERSET_2016

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O advogado André de Almeida se lembra do frio que fazia em Nova York na segunda-feira, 8 de dezembro de 2014: “Era um dia cinzento, com muito vento, daqueles em que é melhor ficar em casa tomando chá.” Pela manhã, fez uma visita rápida ao Wolf Popper, escritório americano de direito ao qual havia se associado. “A ideia era abrir o processo na semana anterior, mas tivemos que acertar uns detalhes.” Almoçou num bistrô e decidiu aguardar no hotel até quatro da tarde, quando termina o pregão da Bolsa de Nova York. “Não queríamos dar entrada antes disso para não assustar o mercado.”

Meia hora depois chegava ao edifício de 27 andares onde fica a corte do distrito sul de Nova York. Na recepção, tirou o paletó de lã, apresentou o passaporte ao segurança e foi parado, em função da espiral de um caderno, no detector de metais. Constatado o problema, adentrou o saguão que abriga uma estátua da Justiça, e de lá seguiu para a divisão de novos processos. “Era uma sala de espera, com um guichê, em que os advogados eram chamados por ordem de chegada”, contou. Levava na pasta uma ação de 38 páginas contra a Petrobras. “A petição já havia sido feita, minutos antes, pela internet”, continuou. “Qualquer pessoa poderia ter ido no meu lugar buscar o protocolo, mas eu queria estar lá. Era um caso importante na história jurídica do país – e na minha vida profissional.”

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