Leff deixou a universidade, onde lecionou por trinta anos, subitamente. Ninguém ali teve mais notícias suas. "Não disse adeus, não disse nada", contou um colega. "E nunca mais voltou."
Ver dados da foto Leff deixou a universidade, onde lecionou por trinta anos, subitamente. Ninguém ali teve mais notícias suas. "Não disse adeus, não disse nada", contou um colega. "E nunca mais voltou." FOTO: REPRODUÇÃO

À PROCURA DE LEFF

Como um economista americano ofereceu uma explicação inovadora para o atraso do Brasil – e depois desapareceu
Rafael Cariello
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Leff deixou a universidade, onde lecionou por trinta anos, subitamente. Ninguém ali teve mais notícias suas. "Não disse adeus, não disse nada", contou um colega. "E nunca mais voltou." FOTO: REPRODUÇÃO

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No dia 8 de junho de 2015, entre algumas outras tarefas de um dia banal de trabalho, enviei um e-mail ao economista Samuel Pessôa, pesquisador da Fundação Getulio Vargas. Na mensagem, eu retomava uma conversa que havíamos iniciado dois anos antes: queria saber o que mais ele podia me contar sobre um historiador econômico norte-americano cujas ideias ele havia mencionado com ênfase e entusiasmo em mais de uma ocasião. Chamava-se Nathaniel Leff.

Formado em física e doutor em economia pela Universidade de São Paulo, Pessôa tem predileção por temas de história econômica. Quando questionado sobre algum problema conjuntural, quase sempre seus argumentos e sua linha de raciocínio remetem a dinâmicas de longo prazo e a circunstâncias históricas. Uma dúvida em relação ao mercado de trabalho e aos números de desemprego, por exemplo, pode levá-lo a discorrer sobre os efeitos da escravidão e da imigração do século XIX na desigualdade brasileira. A conversa a respeito de Leff havia começado assim – e despertado meu interesse. Apesar de algum esforço, eu vinha de toda forma encontrando dificuldades para obter maiores informações sobre aquele professor, aparentemente pouco conhecido.

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