No final de 2005, Lula e Toledo se reuniram para inaugurar parte da Interoceânica, que iria ligar o Brasil ao Pacífico. Orçada em 800 milhões de dólares e capitaneada pela Odebrecht, a rodovia acabaria custando 2,3 bilhões aos cofres peruanos
Ver dados da foto No final de 2005, Lula e Toledo se reuniram para inaugurar parte da Interoceânica, que iria ligar o Brasil ao Pacífico. Orçada em 800 milhões de dólares e capitaneada pela Odebrecht, a rodovia acabaria custando 2,3 bilhões aos cofres peruanos IMAGEM: AP PHOTO_KAREL NAVARRO

Uma história do Peru

A ascensão e a queda da Odebrecht na América Latina
Malu Gaspar
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No final de 2005, Lula e Toledo se reuniram para inaugurar parte da Interoceânica, que iria ligar o Brasil ao Pacífico. Orçada em 800 milhões de dólares e capitaneada pela Odebrecht, a rodovia acabaria custando 2,3 bilhões aos cofres peruanos IMAGEM: AP PHOTO_KAREL NAVARRO

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O calor e o céu claro típicos de janeiro, os turistas na Plaza Mayor de Lima – tudo parecia sugerir um dia como tantos outros quando o executivo brasileiro Mauricio Cruz, presidente da Odebrecht no Peru, atravessou os portões do palácio presidencial, ali em frente. Para o baiano de 43 anos e fala mansa, não havia nada de rotineiro naquele cenário. As confissões da empreiteira sobre pagamento de propinas a governantes da América Latina e da África, tornadas públicas um mês antes, criaram muitas dificuldades para a permanência da empresa no país. Sua missão naquele palácio era a mais difícil em vinte anos de companhia: amaciar o ânimo do primeiro-ministro Fernando Zavala, homem forte do presidente da República, Pedro Pablo Kuczynski. Dias antes, PPK declarara guerra à empreiteira. “Vão ter de vender todos os projetos. Lamentavelmente, eles têm esse defeito da corrupção. Terão de ir embora. Acabou.”

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