Igualdades

Há vagas, só não são boas

Marcella Ramos e Carol Cavaleiro
22abr2019_10h00

Depois de quatro anos com mais demissões que contratações no Brasil, em 2018 essa conta se inverteu – mesmo que de maneira modesta e com ênfase nos postos de baixos salários. Com base em dados de fluxo de emprego de carteira assinada nos últimos anos, recolhidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a piauí preparou uma série de comparações visuais.

 

 

Em 2018 houve mais contratações do que demissões. O último ano em que isso aconteceu foi 2014, quando 20,7 milhões de pessoas conseguiram emprego. No ano passado, esse número foi mais modesto: 14,9 milhões tiveram a carteira assinada.

 

 

Em cada 200 vagas criadas em 2018, só uma foi com remuneração de dez ou mais salários mínimos, e 171 para receber até dois salários mínimos.

 

 

Em 2011 foram criadas duas vezes mais vagas para empregos com salário acima de dez salários mínimos do que em 2018.



 

 

Em 2018 a média salarial das vagas abertas para programadores foi de 4 958 reais – três vezes a média salarial de professores universitários (1 800 reais).

 

 

A cada vaga de professor de ensino médio criada no ano passado, surgiram quatro para professores de alfabetização e ensino fundamental.  

 

 

Para contratar um professor de língua italiana, foi preciso pagar 139% acima do que ganhava um professor demitido. Enquanto isso, professores de comunicação social contratados em 2018 tiveram queda de 84% do salário.

 

 

A categoria de vendedor foi a que mais teve contratações de carteira assinada em 2018: 1,8 milhão de pessoas.

 

 

Na outra ponta, a profissão com menos contratações de carteira assinada foi a de investigador criminal, que fechou o ano com apenas duas admissões.

 

Fontes: Caged – Classificação Brasileira de Ocupações Subgrupo e Caged CBO Ocupação/MTE.

Marcella Ramos (siga @marcellamrrr no Twitter)

Repórter e coordenadora de checagem da piauí

Carol Cavaleiro (siga @revistapiaui no Twitter)

Carol Cavaleiro é infografista.

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