Especial

Infográfico: as viagens de Dilma e Aécio no segundo turno

Analisamos os dados de viagem dos dois candidatos entre os dias 6 e 23 de outubro. Neste período, Dilma Rousseff visitou 12 estados e Aécio Neves, 11.

23out2014_11h38
CO

Analisamos os dados de viagem dos dois candidatos entre os dias 6 e 23 de outubro. Neste período, Dilma Rousseff visitou 12 estados e Aécio Neves, 11. 

Instruções adicionais:

– Mexa na linha do tempo à vontade para selecionar datas específicas
– Coloque o mouse em cima de um estado ou do Distrito Federal para saber quantas vezes cada candidato esteve ali
– Coloque o mouse em cima de uma bolinha vermelha ou azul para saber qual foi o compromisso do candidato naquele estado
– Marque a opção "visualizar por trajetória" para acompanhar os caminhos percorridos por cada candidato

——

A repórter Carol Pires, da piauí, avaliou os números do gráfico:

Nordeste

A presidente Dilma Rousseff começou sua excursão pelo Nordeste, em cujos estados, com exceção de Pernambuco, venceu o primeiro turno da eleição. Ao percorrer a região, Dilma faz um aceno de agradecimento pelos votos e endossa a preferência do eleitorado ao PT.

Ao montar sua agenda, a candidata optou por estados que lhe asseguram um palanque forte, com possibilidades de abrir ainda mais a vantagem sobre o adversário do PSDB: no Piauí, em Alagoas, no Sergipe e na Bahia, seus aliados se elegeram governadores no primeiro turno, com votações expressivas.

Na Paraíba, Ricardo Coutinho, do PSB, apoiou Marina Silva no primeiro turno, mas, contrariando a orientação do partido, anunciou apoio a Dilma Rousseff no embate final. Coutinho disputa uma reeleição acirrada com o tucano Cássio Cunha Lima. Para ajudar o único candidato do PSDB que concorre ao segundo turno no Nordeste, Aécio Neves fez campanha em Campina Grande.

Com o presidente Lula a tiracolo, a candidata do PT visitou Pernambuco, único estado nordestino onde não foi vitoriosa no primeiro escrutínio. A candidata pelo PSB, Marina Silva, foi a mais votada em 5 de outubro no berço de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em agosto. A família de Campos anunciou apoio a Aécio Neves, para alegria da campanha tucana, que vê na aliança uma oportunidade de quebrar a hegemonia do PT do Nordeste.

No Nordeste, Aécio também visitou Salvador, capital e maior centro urbano da Bahia, onde o prefeito, ACM Neto, é seu aliado.

São Paulo

Dilma Rousseff também conta com o apoio do ex-presidente Lula em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Embora não tenha um palanque forte no estado, foi lá que agendou mais compromissos (nada menos que 13, entre os dias 5 e 22 de outubro). No último dia 20, Lula participou de um ato pró-Dilma com artistas e intelectuais no teatro Tuca, na Zona Oeste da capital paulista.

Os petistas também contaram com a presença dos governadores Wellington Dias, do Piauí, e Jaques Wagner, da Bahia, em um evento de campanha no Centro de Tradições Nordestinas, na tentativa de replicar a preferência dos nordestinos entre aqueles que moram na capital paulista.

Aécio Neves, embora vitorioso no primeiro turno em São Paulo, não deixou de concentrar no estado suas agendas de campanha. O candidato espera aumentar sua vantagem no segundo turno ancorado na popularidade dos grão-tucanos Geraldo Alckmin e José Serra, eleitos, respectivamente, governador e senador.

Palanques fortes

Nos demais estados visitados, salta aos olhos a estratégia dos dois candidatos de percorrer cidades onde dispõem de palanques fortes – seja por seus aliados locais terem sido eleitos no primeiro turno com votações significativas, seja por se sentirem capazes de ajudar na definição do segundo turno.

Em Santa Catarina, Aécio Neves conseguiu sua maior vantagem percentual no primeiro turno (52,8%), mas o governador reeleito, Raimundo Colombo, apóia Dilma. A presidente e o governador participaram de um comício no dia 17, no Centrosul, em Florianópolis. Aécio voltou ao Paraná para reencontrar os tucanos reeleitos – o governador Beto Richa e o senador Álvaro Dias.

Dilma fez comício com Fernando Pimentel, do PT, eleito governador de Minas Gerais. No dia 11, os dois participaram de uma caminhada no bairro Eldorado, em Contagem. No Rio de Janeiro, a presidente esteve, no dia 20, em carreatas com os dois candidatos a governador, Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella, ambos de sua base aliada.

Disputa em aberto

Nos estados onde o pleito ainda está indefinido, os dois presidenciáveis coincidiram no Rio Grande do Sul, onde o petista Tarso Genro corre o risco de perder a reeleição para o peemedebista Ivo Sartori. Vitoriosa no estado, Dilma tenta alavancar a campanha de Genro. Já Aécio Neves foi a Porto Alegre receber o apoio de Sartori, que no primeiro turno se aliava a Marina Silva.

Também tentando catapultar seus aliados, Aécio Neves foi o único candidato a visitar a Região Norte. No Pará, Dilma recebeu quase o dobro dos votos do adversário, mas Helder Barbalho, do PMDB, ainda disputa o segundo turno contra Simão Jatene, candidato do PSDB, que recebeu Aécio Neves no último dia 20.

Mais votado no primeiro turno no Mato Grosso do Sul, Aécio Neves foi à capital, Campo Grande, no último dia 21, dar apoio a Reinaldo Azambuja. Lá, a disputa repete a polarização nacional: o candidato tucano pleiteia o governo contra Delcídio Amaral, do PT.

Leia também

Últimas Mais Lidas

A rebelião do WhatsApp contra o Major Olímpio

Soldados virtuais que ajudaram a eleger o capitão Bolsonaro condenam proximidade do senador com João Doria

Bolsonaro-dependência

Oposição ao novo presidente joga sem pressa e no erro adversário

Fazendo a egípcia

Bolsonaro estremece relações comerciais com o mundo árabe e abala, sem querer, o negócio de escovas progressivas brasileiro

O Muro – sinal de alerta, ouvidos moucos

Documentário de 2017 discute premonitoriamente a polarização de posições políticas

Stan Lee explica por que “criou problemas” para os super-heróis

Assista a trechos da entrevista concedida em 1988 pelo criador de personagens da Marvel, morto nesta segunda

A lição de Josefa

A grande artesã deixa um conselho para os políticos: “Não há riqueza maior do que o nosso nome”

Mulher negra (não tão) presente

Representatividade de mulheres pretas e pardas, maioria da população brasileira, cresceu 38% nas eleições; participação dos homens brancos é 15 vezes maior do que a das mulheres negras

A democracia pode ser exceção

Nada garante que o regime seja inerentemente estável

WhatsApp elege mas não governa

Outros Poderes explicam a Bolsonaro que preferem sua parte em dinheiro

Foro de Teresina #26: O gabinete de Bolsonaro, o novo papel de Moro e o Escola Sem Partido

O podcast de política da piauí discute a transição e os primeiros movimentos do governo Bolsonaro

Mais textos
1

O fiador

A trajetória e as polêmicas do economista Paulo Guedes, o ultraliberal que se casou por conveniência com Jair Bolsonaro

2

WhatsApp elege mas não governa

Outros Poderes explicam a Bolsonaro que preferem sua parte em dinheiro

3

O triunfo do bolsonarismo

Como os eleitores criaram o maior partido de extrema direita da história do país

4

Meus avós em ruínas

Por que não consigo me livrar do apartamento modernista que herdei há cinco anos?

5

Rede de intrigas agrotóxicas

Em grupo de WhatsApp de ruralistas, presidente da UDR, Nabhan Garcia, critica Onyx Lorenzoni: “Já vi muito pavão virar espanador”

6

Marley e nós

Direitos caninos para caninos direitos

7

Stan Lee explica por que “criou problemas” para os super-heróis

Assista a trechos da entrevista concedida em 1988 pelo criador de personagens da Marvel, morto nesta segunda

8

O pior está por vir

Polarização, teorias conspiratórias, ataques à imprensa – como uma democracia pode acabar

9

Foro de Teresina #26: O gabinete de Bolsonaro, o novo papel de Moro e o Escola Sem Partido

O podcast de política da piauí discute a transição e os primeiros movimentos do governo Bolsonaro