Igualdades

Mais que polícia e ladrão

Allan de Abreu, Marcella Ramos e Carol Cavaleiro
11mar2019_10h00

A segurança é um dos três problemas prioritários para o brasileiro. Os números mostram que a segurança privada tem quase o mesmo efetivo da segurança pública. Os dados indicam também o protagonismo dos policiais nas mortes – principalmente como autores, mas também como vítimas.

 

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O Brasil tem 543 mil policiais civis e militares. Isso dá quase um policial para cada agente de segurança privada.

 

 

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Em 2017, cerca de 5 mil pessoas foram mortas por policiais militares e civis. É a mesma quantidade de mortes por afogamento.

 

 

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Também em 2017, 367 policiais foram mortos; desses, apenas um em cada cinco morreu em serviço.

 

 

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Os 77 policiais mortos durante o expediente em 2017 equivalem ao dobro das mortes por malária no Brasil.

 

 

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Em média, um policial tem 31 vezes mais probabilidade de matar alguém do que um cidadão comum.

 

 

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O número de presos equivale ao que seria o 25º município mais populoso do Brasil. Uma cidade maior que nove capitais, como Florianópolis, Aracaju e Macapá.

 

 

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Os 51,5 mil monitorados com tornozeleira eletrônica no país seriam capazes de lotar um estádio de futebol do tamanho do Beira-Rio ou da Arena Corinthians.

Fontes: RAIS/MTB (2017), IBGE (2014), Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2018, SUS (2017), CNJ (2019), Depen (2017) e CBF.

Allan de Abreu (siga @allandeabreu1 no Twitter)

Repórter da piauí, é autor dos livros O Delator e Cocaína: a Rota Caipira, ambos publicados pela editora Record

Marcella Ramos (siga @marcellamrrr no Twitter)

Repórter e coordenadora de checagem da piauí

Carol Cavaleiro (siga @revistapiaui no Twitter)

Carol Cavaleiro é infografista.

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