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Maria vai com as outras #4: Às vezes não gosto da minha cara

Uma modelo, uma estudante de medicina e uma tradutora falam sobre padrões de beleza, beleza como capital de trabalho e a obrigação social de ser bonita

11mar2019_05h00
As convidadas Helena, Mirna e Camila, pelo traço do ilustrador Caio Borges
As convidadas Helena, Mirna e Camila, pelo traço do ilustrador Caio Borges

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profissão de Helena é resultado direto de sua beleza. Alta e magra, ela trabalha como modelo fotográfico. Mirna foi passista de uma escola de samba dos 4 anos de idade até chegar ao 3º ano do curso de medicina, quando não conseguiu mais conciliar os compromissos noturnos do samba com os diurnos das aulas e plantões. Camila trabalha de casa e, entre uma tradução e outra, publicou em seu blog uma reflexão sobre se achar feia, e o que isso tinha a ver com a própria felicidade. No quarto programa desta temporada do Maria Vai Com as Outras, essas três mulheres falam com Branca Vianna como o padrão de beleza sobre a mulher se impõe no seu ambiente de trabalho.

Bloco 1
Desde que se tornou modelo, Helena Whitaker tem se sentido menos confortável no próprio corpo. Mesmo se adequando aos padrões de beleza vigentes, ela não passa ilesa pelo escrutínio dos agentes, e sente que deixou de ser mulher para virar um conjunto de medidas. Por causa do aumento de alguns centímetros, um agente já “ameaçou” colocá-la na categoria plus size.

Bloco 2
Mirna Moreira começou a carreira de passista no Salgueiro ainda criança, inspirada pela admiração que sentia pelas mulheres negras no samba, consideradas bonitas por todos. A faculdade de medicina e os plantões acabaram obrigando-a a se afastar da escola de samba – e, neste novo território, sua beleza não só não ajuda como também desperta desconfiança da sua competência.



Bloco 3
Camila
 Fernandes não cresceu ouvindo que era linda: em sua família, as crianças costumavam ser elogiadas por suas habilidades. Ela só se deu conta da diferença com que a sociedade tratava as mulheres bonitas quando entrou no mercado de trabalho. Hoje, trabalhando de casa como escritora e tradutora, ela se sente à vontade para expressar seu desconforto com o próprio corpo; seja raspando o cabelo, seja deixando de depilar as pernas. O que não quer dizer que ela não se abale por estar fora dos padrões: num site em que reúne seus trabalhos, fez um inventário de tudo o que a desagradava no próprio rosto.

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O programa vai ao ar quinzenalmente às segundas-feiras pela manhã. Para ouvir a primeira temporada, acesse a página do podcast. O Maria também está disponível em tocadores como o Spotify e Apple Podcasts.

*

Ficha técnica:
Apresentação: Branca Vianna
Direção: Paula Scarpin
Produção: Luiza Miguez e Mari Faria
Edição: Mari Romano
Finalização e mixagem: João Jabace
Coordenação digital: Kellen Moraes
Identidade visual: Cecilia Marra, Caio Borges e Paula Cardoso
Distribuição: Yasmin Santos e Ana Carolina Santos
Transcrição: Isabel Scorza e Ana Paula Martini
Engenheiro de som: Filipe Di Castro e Danny Dee
Gravado no estúdio Rastro e no estúdio da Rádio Batuta, no Instituto Moreira Salles

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