questões criminais

A Orcrim-FB

Flávio Bolsonaro e o roubo de 6,1 milhões de reais de dinheiro público

Armando Sartori e Raimundo Rodrigues Pereira
Flávio Bolsonaro, pouco depois de comprar uma mansão em Brasília: os relatos e os indícios sugerem que a rachadinha era uma prática antiga nos gabinetes parlamentares da família
Flávio Bolsonaro, pouco depois de comprar uma mansão em Brasília: os relatos e os indícios sugerem que a rachadinha era uma prática antiga nos gabinetes parlamentares da família CREDITO: MATEUS BONOMI_AGIF_FOLHAPRESS

Flávio, o filho Zero Um do presidente Jair Bolsonaro, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro nas últimas eleições e deu sinal de que pretende morar confortavelmente na capital federal pelos anos que faltam para concluir seu mandato: vendeu o apartamento onde morava no Rio, na Barra da Tijuca, e comprou, no final do ano passado, por 5,97 milhões de reais, uma casa no Setor de Mansões do Lago Sul de Brasília com 1,1 mil m2 de área construída, quatro suítes no piso superior, a principal das quais, segundo o anúncio do imóvel nos jornais antes da venda, “com hidromassagem, closet e academia”.

Sossego, no entanto, acham muitos, Flávio Bolsonaro não terá. Desde o dia 19 de outubro do ano passado, ele está formalmente denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefe de uma “organização criminosa” que envolve duas dezenas de “funcionários-fantasmas”, pessoas que apareciam em seu gabinete de deputado estadual no Rio de Janeiro, não para trabalhar, mas apenas para receber o salário e depois lhe repassar parte do dinheiro. Dessa forma, segundo a denúncia dos promotores, o esquema chefiado por Flávio Bolsonaro desviou, ao longo de doze anos, 6,1 milhões de reais de dinheiro público. Boa parte dele foi transformada em bens e serviços pessoais para Flávio, sua mulher, Fernanda, e as duas filhas pequenas do casal.

MATÉRIA FECHADA PARA ASSINANTES

Armando Sartori

É jornalista e diretor da Editora Manifesto. Foi secretário de redação do jornal Movimento e editor da revista Retrato do Brasil

Raimundo Rodrigues Pereira

É jornalista e diretor da Editora Manifesto. Foi redator-chefe dos jornais Opinião e Movimento e editor nas revistas Veja, Realidade e Retrato do Brasil

Leia também

Últimas

Bolsonaros cumprem quarentena

Enquanto o presidente sabota medidas para frear o coronavírus no país, seus parentes se beneficiam do lockdown em Eldorado, no interior paulista

Isolamento militar

Exército contrariou negacionismo de Bolsonaro, exigiu máscara, impôs distanciamento contra a Covid - e isso custou cargo a general

Foro de Teresina #145: Com fome, com sufoco, com tudo

O podcast de política da piauí discute os principais fatos da semana

Combate à corrupção exige democracia

Após extinção da Lava Jato, procuradores da força-tarefa no Rio fazem balanço, apontam erros e dizem que trabalho não acabou 

“Temos de cobrar dos governos vacina e informação”

Pesquisador da Universidade de Vermont faz sucesso ensinando como usar máscaras PFF2

Lei fura fila da vacina

Projeto que estimula vacinação privada divide o país entre quem tem direito e quem tem “mais direito”

Mais textos