diário

A rotina de pontos em calcinhas

A rotina de uma operária numa fábrica do subúrbio do Rio

Angela Tavares da Silva
“Não acho que meu trabalho de operário pois não carrego saco de cimento nas costas. É repetitivo mas não é operário. Nunca me interessei em participar de sindicato, perda de tempo”
“Não acho que meu trabalho de operário pois não carrego saco de cimento nas costas. É repetitivo mas não é operário. Nunca me interessei em participar de sindicato, perda de tempo” FOTO: ROGÉRIO REIS_2007

ANGELA TAVARES DA SILVA tem mão cheia quando o assunto é lingerie. Já viu calcinhas de todas as formas, cores e tamanhos. Em dias de pico, mais de 4 mil peças passam por seus dedos. Em algumas, faz apenas um pequenino ponto sobre a costura, para não desfiar. Em outras, prega lacinhos de enfeite. Faz isso há dezesseis anos, desde que começou a trabalhar na Duloren. Angela mora em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, é casada e mãe de um menino. Para bater o ponto às 7 da manhã, acorda às 4 e 40. Ganha 463,50 reais por mês. Com a rotina na fábrica inalterada até abril, no mês passado ela foi escalada para uma nova função. Sua supervisora a transferiu da seção de calcinhas para a dos sutiãs.

QUINTA-FEIRA, 10 DE MAIO Acordei cansada: ontem teve jogo do Flamengo e meu marido Wagner ficou torcendo até tarde na frente da TV. De manhã, com o frio, a água do chuveiro não esquentou. Saí do banho gelado e fui preparar a mamadeira do Leonardo, o meu Príncipe de Ébano, como chamo o meu filho. Ao sair de casa, caiu um tremendo pé d’água. Tranquei a porta e rezei o Pai-Nosso (como tenho pouco tempo, a oração vai enquanto eu ando mesmo).

A Duloren oferece um ônibus para as funcionárias que moram longe. Ele sai do ponto às 5 e 25 da manhã e me pega às 5 e meia, na pracinha do meu bairro, o Éden, em São João de Meriti. Sou a terceira a entrar. Sento bem perto do motorista. O ônibus não é frescão, mas tem um ar-condicionado que fica ligado no verão. Vai lotado, com muita gente em pé. Às 6 e meia da manhã, chegamos na fábrica, em Vigário Geral.

Tomo café-da-manhã com a Marlene, minha vizinha de máquina. Como não gostamos de café, levo uns saquinhos de chá para colocar na água quente. Às 7 da manhã, bati o ponto e fui até o meu posto de trabalho. Dei um beijo na foto do meu bebê, que fica colada na máquina de costura, bem em frente à minha cara.

Antes do almoço, a supervisora me convocou para uma reunião. Fui como representante de bancada – a minha tem dez meninas. No quinto andar, onde trabalho, tem doze bancadas. O assunto eram os defeitos repetitivos de costura: tinha sutiã saindo com a alça ao contrário. A bronca me tirou o apetite. Mesmo assim, me juntei ao grupo para almoçar bife de panela com salada de beterraba.

No fim do dia, havia feito mais de 4 mil peças. Em algumas calcinhas, coloco o lacinho de enfeite. Em outras, faço o mosqueado, que é um ponto sobre a costura, para não desfiar. Não levo nem um minuto para cada uma dessas tarefas. São as minhas duas funções básicas há dezesseis anos.

SEXTA-FEIRA, 11 Hoje teve pouco serviço. As meninas ainda não têm prática com os moldes que são lançamentos. Por isso, chegou pouca coisa para mim: só 961 peças. Quando deu a hora de saída, 4 e 33 da tarde, fui para Duque de Caxias comprar o presente para o Dia das Mães. Encontrei uma sandália muito bonita. Depois fui à missa de dois anos da morte do meu irmão. Ele morava em Belford Roxo. Foi assassinado com três tiros depois de uma discussão.

Liguei para minha mãe e pedi para ela cuidar do Leonardo um pouco mais. Eles passam o dia juntos. Moro exatamente acima da casa dela. É um sobrado, com entrada independente. Para chegar à minha porta, subo uma escada externa.

A missa terminou às 9 da noite. Cheguei em casa cansada, tomei um bom banho, um chocolate quente e fui dormir sem esperar Wagner.

SÁBADO, 12 Hoje não teve serão. Pena porque assim deixei de ganhar hora-extra. Nos dois meses anteriores trabalhamos todo sábado, das 7 da manhã às 4 da tarde. Com isso, aumentava o meu salário em 272,10 reais, e meu ganho final ficava em 735,60 reais. Quando o mês está fraco, ganho só 463,50 reais.

Como não tinha trabalho, primeiro cuidei do Leonardo, e depois comecei com a limpeza da casa. Às 10 da manhã fui à manicure, fazer unhas e sobrancelhas. Quando voltei, o Beto, meu irmão, propôs que a gente rachasse a compra de um celular para o Dia das Mães. Eu já tinha comprado a sandália, mas concordei. Liguei para meu esposo, que é gerente de uma floricultura no Shopping Ilha Plaza, e ele resolveu tudo: comprou um aparelho por 249 reais. Combinei de pagá-lo em dois meses.

DOMINGO, 13 Acordei às 7 da manhã, lavei a varanda e fui ao mercado com minha mãe. Compramos lingüiça, paleta, fígado, asa e costelinha de porco para o churrasco do Dia das Mães. Tudo correu bem, até que meu filho caiu no chão. Dei um banho e um pouco d’água para ele se acalmar, mas percebemos que ele estava gaguejando, coisa que nunca tinha acontecido.

SEGUNDA-FEIRA, 14 Liguei para a Marlene bem cedinho e pedi a ela que avisasse que eu não iria trabalhar hoje. Eu estava preocupada com a gagueira de meu filho. Consegui consulta com uma pediatra do posto de saúde do bairro. Ela me pediu para observar se havia algo diferente com o menino, como espanto exagerado ou choro sem motivo, e nos encaminhou para uma fonoaudióloga. Passei o resto do dia com ele.

TERÇA-FEIRA, 15 Acordei às 4 e 40 e fiz uma pequena oração diante do berço do meu filho, para que melhorasse. Depois, peguei o ônibus. O encosto é reto, muito desconfortável. Por isso, sempre coloco minha bolsa atrás das costas. Assim meu corpo tomba, fica na diagonal, e eu apóio o joelho no banco da frente. Como sempre, dormi até encher. Quando as meninas começam a falar ao mesmo tempo, meu sono vai por água abaixo, e passo o resto da viagem só de olhos fechados, sem dormir.

Batemos o cartão às 6 e 52 da manhã – oito minutos antes de começar o expediente. Trocamos de roupa. Na Duloren, não existe uniforme, mas eu gosto de usar a mesma camisa no trabalho, para não sujar as outras.

Não demorou vinte minutos e minha encarregada, a Lindalva, pediu para que eu mudasse de bancada, ocupando o lugar de uma colega que tinha ido fazer exame de endoscopia. Fiquei chateada, pois teria que deixar o grupo com o qual trabalho há mais de seis anos. Além disso, teria que abandonar as calcinhas, que são a minha especialidade, para começar a fazer sutiãs. Mais tarde, a encarregada me chamou outra vez para dizer que, a partir de agora, eu ficaria definitivamente na bancada nova. Tentei convencê-la a pelo menos me deixar trabalhar na minha máquina de sempre, fazendo o serviço novo. Não sei se consegui.

Minha mãe me disse que o Leonardo não teve nenhum problema. Vimos um pouco do Casseta e Planeta na televisão. Acho que o programa está cada dia pior. Eles só repetem as coisas que acontecem na novela. Como não tinha nada de interessante, fomos dormir.

QUARTA-FEIRA, 16 Minha encarregada me comunicou que vou trabalhar para a bancada vizinha, mas posso continuar na máquina de sempre. Fiquei aliviada. Minha máquina de costura é da marca Juki, branquinha, a única computadorizada do andar inteiro. Ela chegou no começo do ano, faz menos barulho e é mais rápida. A que eu usava antes foi parar na mão da Marlene. Cada costureira mima a sua como pode. Eu passo um pano seco na minha toda manhã. É que acaba sobrando muito fiapinho de lycra que escapa das calcinhas.

Agora, faço sutiã de bojo. Não é ruim, só um pouco mais trabalhoso que calcinha. Ao invés de fazer um único mosqueado, como eu estava acostumada, tenho que dar seis pontos: quatro nos seios, onde entram os arcos, e dois nas alças. Tem um segundo modelo de sutiã (sem estrutura nos seios) que eu só mosqueio nas alças, o que é bem mais fácil de fazer.

Comi no refeitório: peixe frito com pirão e salada verde. Foi o primeiro dia na semana em que almocei lá (a empresa me desconta 2% do salário para que eu possa comer no refeitório). Normalmente eu trago marmita, que preparo em casa no dia anterior. Gosto de fazer carne-seca e rabada com agrião.

O almoço é ao meio-dia. Depois de comer, voltei à minha bancada, peguei a almofada onde sento e botei na mesa, ao lado da máquina. Cobri a almofada com uma toalha, para dar volume, e abaixei a cabeça para dormir pelo menos uns quinze minutos. O trabalho recomeçou ao meio-dia e 45. Terminou às 4 e 33 da tarde.

Assim que saí, lembrei que havia deixado minha carteira no quinto andar e precisava de dinheiro para comprar ovos. Por sorte, a Marlene resolveu pagar os 34 reais que me devia de um perfume. Vendo cosméticos para aumentar o orçamento da casa. Faço as encomendas por telefone e tenho quinze dias para pagar. Fico com 30% do lucro. Agora, estou com o seguinte estoque: sabonete líquido de maracujá, hidratante de maracujá, perfume Homem e colônia do Sítio do Pica-Pau Amarelo. O que faz mais sucesso é o hidratante, que está em promoção: 14 reais a unidade. Já cheguei a vender uns 400 reais num mês, mas dou umas paradas para não esquentar a cabeça. Tem muita gente que compra e acaba não pagando.

À noite, passou Botafogo e Figueirense na televisão, e meu esposo ficou assistindo. Ele acompanha tudo que é jogo de time carioca. Ainda bem que não tinha nada do Flamengo porque, quando tem, ele grita tanto que meu sossego vai embora. Pude dormir mais cedo.

QUINTA-FEIRA, 17 Hoje é aniversário da minha mãe: 58 anos. Como ela já havia ganho o telefone celular uns dias antes, guardei a sandália para hoje. Ela adorou. Tivemos um jantar em família. Quando cheguei do trabalho ela já tinha preparado tudo, e botava a mesa com minha sobrinha, a Carla, de oito anos. Ficamos esperando o Wagner e o Wallace, esposo de minha mãe. O Wallace é bem mais novo do que ela, acho que tem uns 40 anos. Saí com minha sobrinha até o Bar do Baiano, para comprar cerveja. Compramos cinco garrafas. Minha mãe havia feito peixe frito com molho de camarão, pirão, espinafre ao molho branco, empadão de frango e, de sobremesa, cuscuz branco em caçarola. Estava tudo uma delícia. Depois, eu e minha mãe fomos lavar a louça da janta.

SEXTA-FEIRA, 18 Mesma coisa de sempre: acordei de madrugada e fui trabalhar. Enquanto fazia o mosqueado, não parava de pensar na minha sobrinha Carla. Ela me contou que sua mãe tinha batido muito nela, puxou o cabelo e deu até chinelada no rosto. E a menina não tinha feito nada de mais. De repente, uns estampidos me tiraram o pensamento: vinham da favela de Vigário Geral, que fica a uns 500 metros da fábrica. Sempre ouvimos tiros, mesmo usando protetor auricular para nos proteger do barulho das máquinas. É obrigatório, para que não tenhamos problemas de ouvido.

Já fui líder do meu andar durante quase um ano mas nunca me interessei em participar do sindicato. É perda de tempo. Não acho que meu trabalho seja de operário pois não carrego saco de cimento nas costas. É repetitivo mas não é operário. Outro dia vi na TV uma reportagem sobre uma mãe que perdeu o filho. Para acalmá-la, o marido lhe deu um pedaço de plástico-bolha para ela ficar estourando. Comigo, é parecido. Faço o mesmo ponto o dia todo. A coisa se torna tão mecânica que nem vejo a hora passar.

Ainda não estou à vontade com os novos modelos da coleção, mas me esforço para produzir uns sutiãs a mais, e faturar aqueles 272,50 reais extras no fim do mês. O problema é que já estou cansada e, de noite, ainda tenho que fazer compras no supermercado. Normalmente vamos no Escort do meu esposo, só que o carro está na oficina fazendo polimento. Vai ter que ser de ônibus mesmo. Como meu serviço é muito repetitivo, dá para trabalhar e pensar no que farei do fim de semana. Minha mãe não se contentou com o jantar do seu aniversário e marcou um churrasco para o próximo domingo. Me programei para não beber até tarde, pois sempre acordo nas segundas-feiras muito cansada para trabalhar.

SÁBADO, 19 Comecei o dia lavando banheiro, chão, varanda e louça. É a pior parte da faxina, porque a água estraga a pintura das unhas, e eu tinha manicure às 11 da manhã. Para minha sorte, a manicure estava atolada e me perguntou se eu poderia deixar para domingo de manhã. Adorei e fui preparar o almoço do meu filho: ensopadinho de inhame com carne picadinha, feijão e macarrão. Sei que macarrão não tem nada a ver com ensopadinho, mas o Leonardo é fissurado em macarrão. A sobremesa foi geléia de mocotó, que ele adora. Já o meu cardápio foi peixe frito com salada de beterraba, porque ando anêmica e sinto muito sono depois do almoço. Às 4 da tarde, minha mãe me chamou para comprar a cerveja do churrasco. Pegamos quatro garrafas geladas e o restante quente.

DOMINGO, 20 Acordei cedo para ouvir a oração do padre Marcelo Rossi. Começou às 5 e 50 e terminou às 7 da manhã. Tentei dormir um pouco mais depois que terminou, mas como acordo às 4 e 40 todos os dias, 7 da manhã para mim já é tarde. O Wagner também não conseguiu mais dormir. Ligou a televisão e começou a assistir um filme. Fui tomar banho para ir fazer minha unha e ele ficou bravo. Reclamou que unha tem que ser feita no sábado: “Domingo é dia de ficar com a família e tomar café-da-manhã juntos, não foi feito para ir a nenhum salão de beleza!” Fiquei chateada, mas não lhe dei ouvidos.

O Wagner, o Wallace e o Leonardo foram ao campo de futebol, que fica num clube perto de casa. É assim quase todo domingo. O Wagner joga; o Wallace é o dono do time, o Tenda do Galo Futebol Clube. Se não fosse pelo Wallace, não teria jogo, camisa ou bola. É ele quem organiza tudo.

Na casa da minha mãe, o churrasco rolou até às 6 e meia da tarde.

SEGUNDA-FEIRA, 21 Fui para o trabalho pensando no curso de radiologia que vou fazer. Começa em junho ou julho, dependendo de quando a turma ficar completa. O Wagner também se matriculou. As aulas vão ser aos sábados, das 8 da manhã às 3 da tarde. Vai durar dois anos e custa 130 reais por mês. Devido à radiação, só podemos ir uma vez por semana.

Hoje foi o aniversário da nossa colega Letícia. Pregamos umas bexigas rosa na sua máquina de costura. Cada menina do andar deu um real para o presente e conseguimos comprar um jogo de cama com lençol e edredom. Cantamos parabéns às 3 da tarde, que é a hora do lanche. Dura oito minutos. É o tempo que as meninas têm para ir ao banheiro, beber água e falar no telefone.

Não sei quanto às outras meninas, mas eu só uso lingerie da Duloren. Quando tem produção em excesso, a empresa faz liquidação para as funcionárias. Cada peça sai a 2 reais. Eu pago barato e ainda fico na moda. Na próxima sexta vão vender mais. O problema é que, volta e meia, acaba sobrando só calcinha tamanho G, coisa que ninguém quer. Mas quando tem calcinha bonita e em tamanho pequeno, compro uma porção. Revendo no salão de beleza ou no campo de futebol, para a mulherada que acompanha os maridos. Cobro entre 10 e 30 reais. Se vendo bem, chego a ganhar uns 150 reais no fim do mês.

Com o tempo que trabalho na Duloren, passei a entender bastante de calcinha. A modelagem não mudou muito; ainda são três desenhos básicos. O primeiro é a calcinha normal, discreta. É a que eu uso. O segundo é calça modeladora, aquela que cobre bastante o bumbum e vai quase até o umbigo. Só usei dessa quando tive neném. A terceira é a tanga, que tem uma tirinha atrás, bem cavada mesmo. Agora, para o Dia dos Namorados, estão lançando uma preta com elástico vermelho, com dois corações em cada tira. Vai desaparecer logo.

Angela Tavares da Silva

Angela Tavares da Silva é costureira na fábrica da Duloren, no Rio de Janeiro.

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