ficção

Bonjour, tristesse

É isto um bom dia: eu, livre de calamitosos delírios, aceitando a vida em toda a sua bela tranquilidade, não querendo, não esperando absolutamente mais nada

Ana Cássia Rebelo
Pergunto-me como é possível que esta criança seja minha filha. Às vezes, aliás muitas vezes, parece que é ela a mãe e eu sou a filha
Pergunto-me como é possível que esta criança seja minha filha. Às vezes, aliás muitas vezes, parece que é ela a mãe e eu sou a filha ILUSTRAÇÃO: JENIFFER DAVIS

FILHOS

O Joaquim perguntou-me ao jantar se eu era marinheira. A Madalena pediu-me para ensiná-la a arrotar e eu ensinei. O João anda longe, cheio de pelos a nascer-lhe por todo o lado, e custa-me tanto.

IRMÃ

Vermelho. Paro no semáforo. Tenho os olhos inchados. Dói-me qualquer coisa por dentro. Não sei muito bem o que é ou se é sequer. Mexo com a mão no rasgão da flanela do pijama. Os rapazes do carro ao lado riem. Ri-se sempre dos imbecis e dos fracos. É suposto ser assim. Olho-os de volta. Trazem bonés na cabeça. Brincos. Sorrisos. Através do vidro embaciado, um rapaz moreno diz-me qualquer coisa. É tarde. Que horas são? Verde. Sigo. Dou voltas. Não sei onde estou. Aqui é o acelerador. Aqui a embreagem. O freio é ali. Eu sou esta que está aqui. Chamo-me Ana e não hei de enlouquecer. Tenho uma estrela da tarde e um barão rampante. Chego, por fim, à praceta da minha irmã. Está a chegar. Veste um poncho largo. Parece um anjo branco e tranquilo. Reconhece-me. Entra no carro. Encosto a minha cabeça no ombro dela. Digo-lhe que estou cansada.

TIA

“Mete aí um pinguinho, filha!”, diz a tia Dé e estende-me uma chávena de café. Geralmente não se senta à mesa, se o faz, por ser almoço de domingo ou dia de festa, fica sentada à pontinha da cadeira, o corpo sempre tenso. Nunca tira o avental, raramente usa pratos ou copos. Debica em pires e chávenas de café. “Que raio de prazer podes ter em beber vinho numa chávena de café?”, pergunto-lhe. Ela não explica, não diz nada, limita-se a passar as mãos pelo cabelo completamente branco. Encolhe os ombros e começa a beber. Os seus olhos dizem sempre o mesmo: sou uma sombra, morri há muitos anos, num tempo tão antigo que parece de outra vida, sou um passarinho morto, tenho um coração solitário e palpitante, não sou mãe, não sou avó, não fui mulher, não deixo ruído, as minhas pantufas mal se ouvem. Sempre foi assim. Hei de desaparecer sem que nenhum de vocês se dê conta.

CALOR

Corpo atravessado na cama. Nu, suado, salgado, morto. O quarto muito escuro. Fecho os olhos. Penso em punhos cortados, nos meus pés à beirinha da linha do comboio, nas caixas de comprimidos guardadas no armário da casa de banho. Não consigo evitar a tristeza, os pensamentos sombrios, a angústia patética. A tentação é sempre grande. Tenho vontade de retalhar com golpes fundos, muito dolorosos, o meu corpo. Matá-lo. Não o suporto na sua inapetência. Devia ceder de vez à loucura. Deixar de brincar de faz de conta. Talvez conseguisse descansar. Dormir uma noite seguida. Chega o Joaquim, só de cuecas, óculos escuros na cabeça. Deita-te em cima de mim, peço-lhe. Ele sobe e deixa-se estar muito quieto como se compreendesse a essencialidade do gesto. Estás triste, pergunta. Estou, estou muito triste, respondo. Ficamos assim, corpos sobrepostos, durante algum tempo, a ver se a minha tristeza passa. Costuma passar.

SAL DO DESERTO

Hoje, à hora do almoço, deitei-me com um homem e lambi-o. Não gostei do homem nem do sabor do seu suor, asséptico, com um ligeiro travo a bolor e medicamento. Na casa de banho, enquanto me arranjava, bochechei a boca com água e cuspi. Como se estivesse no dentista. Ao olhar-me no espelho, lembrei-me da rosa do deserto que a Cilinha, minha madrinha, costumava guardar na cômoda do seu quarto. Feita de areia e sal, de uma cor muito bonita, misteriosa, foi objeto que durante anos exerceu sobre mim um fascínio muito grande. Sempre que visitava os meus padrinhos no apartamento de Benfica, corria ao quarto deles, procurava a rosa do deserto e ficava a olhá-la. Depois encostava a flor de pedra à boca para sentir nos lábios o sabor do deserto. Hoje, ao olhar-me no espelho, depois de lamber a pele de outro homem, percebi finalmente ao que sabe o teu corpo: ao sal do deserto.

CAREPAS

De costas, numa cadeira de rodas, uma mulher espera. Pela postura, a cabeça mole, caída, percebo que a deficiência não é apenas física. Entro na tabacaria e rapidamente a esqueço. Folheio revistas e jornais, escrevo o meu nome num bloco cheio de garatujas coloridas para perceber o traço de canetas esferográficas. O poeta anda por ali a comprar jornais. Olhando-o, olhos caídos para o chão como se tivesse medo do mundo, lembro a pobreza discursiva da minha escrita. À saída, volto a dar de caras com a mulher na cadeira de rodas. Continua sozinha. Como se alguém ali a tivesse propositadamente abandonado. Sorri-me, um sorriso cheio de pureza e fealdade. Faltam-lhe vários dentes na boca torcida como um parafuso. Os olhos, velhos, estão metidos em covas escuras. Tem, e é isso que mais impressiona, o rosto coberto de escamas vermelhas. Umas carepas de sarna, de seborreia, de caspa, não sei bem do que são. Com uma mão muito branca, em forma de garra, a mulher arranca pedaços de crosta que ficam acumulados por baixo da sujidade esverdeada das unhas demasiado compridas. Desvio o olhar, agoniada. Imagino-me a cuidar de uma irmã, uma tia, uma filha assim. Talvez fizesse o mesmo. Abandonava-a no frescor climatizado de um centro comercial e ia à minha vida.

PLANTA CARNÍVORA

A modernidade exige-lhe artefatos: usa fiadas de pulseiras, colares coloridos e, quando ajeita o cabelo, mostra uma borboleta negra, tatuada no pescoço. É dada a misticismos, vitalismos e esoterismos, acredita no poder da risoterapia, da cristaloterapia e da cromoterapia, também pratica o reiki, o tai chi e o chi kung. Demora-se a explicar cada conceito, cada modalidade. No seu entender, explica muito séria, a felicidade pode facilmente alcançar-se com mantras, meia hora de meditação por dia e uma alimentação livre de impurezas. Escuto-a sem a interromper. Tudo aquilo me parece disparatado e até um pouco triste. Tanto cuidado na escolha e acabo a falar com uma tipa que, rejeitando a tradição das suas origens, sem temer o ridículo da desadequação, parece admirar apenas a grandeza espiritual de países longínquos. Desprezo quem, encontrando nesse tipo de contemplação um sinal de mundividência, não se dá conta que tal apreço pelo exótico revela apenas provincianismo. Que estúpida, que grande estafermo, penso. Com um entusiasmo quase delirante, a rapariga põe-se a falar do espírito cósmico. A conversa desnorteia-me, afasta-me cada vez mais do meu propósito. Sinto um profundo desalento durante o resto da refeição. Tudo o que oiço me parece despropositado, mesquinho, de uma frivolidade que me incomoda. Quando a rapariga se levanta para ir à casa de banho volto a olhá-la. A maquiagem procura diluir a banalidade, boca apagada, lábios tão finos que mal se distinguem do resto do rosto, olhos espantadiços. O corpo, porém, hipnotiza, formas preenchidas no busto e quadril, a cintura marcada por um cinto de duas voltas. Fala de espiritualidade, mas é apenas matéria. O palavreado místico é um véu enganador, a carne é a sua vocação, o corpo funciona como a armadilha de uma planta carnívora.

DOMINGO

No escuro da sala, peguei-lhe na mão e sussurrei-lhe ao ouvido “amo-te”. Depois, estivemos sentadas num banco, em silêncio, a olhar o Joaquim correr no parque, irrequieto como um cabritinho, os pés de dedos gordos enfiados nas sandálias baratas. Gostava que ele nunca crescesse, que ficasse assim para sempre, pequenino, a depender de mim, a fazer-me companhia, a ser a minha muleta, acabei por lhe confessar. Ele vai crescer, mas podes sempre ter outro filho, respondeu, segura, serena, certa das palavras que usa. E com quem?, perguntei-lhe, atrapalhada com aquela conversa. Ela respondeu. Pergunto-me muitas vezes como é possível que esta criança seja minha filha. Às vezes, aliás muitas vezes, parece que é ela a mãe e eu a filha.

VÍCIO

O Flaubert aconselhava a ter cuidado com a tristeza. Cuidado com a tristeza, dizia ele, pode tornar-se num vício. Percebo bem o que queria dizer. Sou depressiva há muitos anos, mais de vinte, e não sei como me livrar da tristeza quando ela decide tomar conta de mim. Já tentei psicoterapeutas e psiquiatras. Já tentei o suicídio. Já tomei muitos comprimidos, cartelas e cartelas de comprimidos. Já falei com um padre. Já tive filhos para que a maternidade, me secundarizando, acabasse de vez com a tristeza. Já tentei preencher o tempo com coisinhas para experimentar a felicidade dos gestos rotineiros. Nada resulta. É preciso força de vontade para nos livrarmos de um vício e eu não a tenho. Sou de vícios e fraquezas.

(São cinco da manhã. Há três noites que não durmo. Fico de olhos abertos a olhar a escuridão, a escutar a cômoda estalar com o calor. Podia aproveitar a insônia para escrever sobre as duas mulheres que encontrei no cemitério, sentadas em banquinhos de lona, sossegadas, a limpar um túmulo. Achei-as muito bonitas, ali no meio da brancura funérea, tratando os seus mortos. Não sou capaz. Espero apenas que amanheça. O dia é sempre melhor do que a noite. Está cheio de ruído, o silêncio não pesa.)

MARCADOR PRETO

Escrevo no caderno com um marcador preto. Tenho páginas e páginas escritas, coisas sem interesse, as banalidades do costume, sobretudo notas sobre os outros: a mulher-elefante que todos os dias chega ao café, cigarro ao canto da boca, voz grossa, a expectoração solta a notar-se em cada gargalhada, o marido da Graça esperando no carro, tão acabado do câncer, quase morto, as mãos da minha irmã, o cheiro dos pés do Joaquim, os olhos da minha mãe, o meu pai de pijama pedalando na varanda da sala para afugentar as atrapalhações da idade. São apenas impressões, desabafos, nada que mereça a correção de uma segunda leitura. E, no entanto, gosto de olhar essas páginas ligeiras, mas fecundas, cheias de vida. Reaprendi a escrever e, depois de anos de abandono, tomei posse da minha caligrafia, ligeiramente inclinada para a direita, correndo, arrepiada, fora de margens e linhas, cheia de golpes, hastes longas, exageros. Enquanto escrevo deslumbro-me com a habilidade e a velocidade da minha mão.

PILRITEIRO

Dos ramos espinhosos nasciam folhas enceradas que faziam lembrar asas frágeis de inseto. Na primavera, a árvore cobria-se de flores muito perfumadas e, no outono, de pequenos frutos vermelhos que pareciam romãs e cresciam em cachos. Quis muitas vezes trincar aquelas maçãs liliputianas. Tomar-lhes o gosto. Porém, a tia Dé, quando me via perto de tal árvore, as mãos fechadas escondendo as bagas, abria muito os olhos. Adivinhando a minha vontade de as trincar, explicava que tais frutos eram venenosos, certa vez até aparecera no hospital um menino, tão pequenino, muito doente por ter comido aquelas bagas. Depois, com rispidez, dava-me palmadas nas mãos até eu as abrir e largar os frutos vermelhos. Nunca soube o nome de tal árvore. Encontrava-a no jardim do Campo de Santana, perto da creche, talhada em sebes vivas, também nos jardins do Seminário dos Olivais, onde o cheiro das amoras maduras tornava as tardes de agosto mais quentes. Sempre que via a tal arvorezinha chegava-me uma vontade urgente de lhe trincar os frutos. Mas logo me lembrava dos avisos da minha tia. Imaginava, então, que se trincasse uma daquelas bagas vermelhas cairia no chão tal qual a Branca de Neve quando provou a maçã. Se provasse as bagas de tal árvore, imaginava eu, pequena, unhas sempre roídas, passaria o resto da vida enfiada num esquife frio de cristal. Por isso, por temor, nunca desobedeci à minha tia. Apertava os pequenos frutos nas mãos até os esmagar. Uma decepção profunda tomava conta de mim quando lhes via o interior grumoso e pálido. Queria que tivessem uma polpa vermelha, dramática, sinal de paixão e doçura. Hoje, quando cruzo o parque da Fundação, ignoro os avisos para não pisar a relva e não apanhar flores e frutos. Apanho sempre meia dúzia de bagas das árvores que crescem junto do Centro de Arte Moderna. Enfio-as nos bolsos. As bagas continuam sem cheiro. Apodrecem nos meus bolsos até o dia em que as meterei à boca.

(Voltei a pegar no livro que, para além de castelos merovíngios, fala de pilriteiros e pilritos. Cedo, voltarei a abandoná-lo.)

LEDA

Voltei com o Joaquim. Fazem-me falta os outros. Passei o dia em limpezas, as minhas mãos estão cheias de cortes, a polpa dos dedos inchada. Cheiram a detergente. Preciso de ter a casa limpa, gavetas ordenadas, roupas lavadas, as madeiras a cheirar a óleo de cedro. Deitei o Joaquim, mordi-o e lambi-o. Não jantei e bebi duas cervejas na varanda. Lembrei a conversa com a minha irmã. Contou que a Laurinda, depois do divórcio, bebia muito. Também bebo, bebo todos os dias, não muito, só o suficiente para largar a minha pele e fingir que sou outra qualquer. Despi-me para tomar banho. Vi-me refletida no espelho do lavatório, nudez morna, corpo escuro, olhos borrados de khol, o cabelo solto, pensei no marroquino do café da aldeia, desejei que me visse naquele instante, a entrar no banho, mascarada de leda cigana.

CALDO DE CENOURA

Acordei com a habitual sensação de vergonha e cansaço, picadas na mama esquerda, dores de cabeça e mau hálito. Deixei-me ficar sentada na cama a olhar a criança desconhecida que cavalga uma nuvem de fuligem. Durante a manhã, peguei no processo de um jovem médico, compulsivamente aposentado por sofrer de psicose delirante crônica. Senti-me aliviada por ter uma doença que, avançando com lentidão, me poupa do enxovalho social. Tenho-a há vinte anos, e, na maior parte do tempo, ninguém dá por ela. Ao almoço comi um caldo ralo de cenoura e encalhei na seguinte expressão: capacidade demiúrgica do dizer. Li-a na contracapa de um livro e não a compreendi.

MALHA METÁLICA

Usa alpercatas roxas, calças de algodão descontraidamente arregaçadas, um fio de ouro com um berloque fluorescente. É uma mãe jovem, cheia de graça e entusiasmo. Conheço-a vagamente do portão da escola. A conversa sai-lhe diluviosa e o tom vai num crescendo de afetação nasalada. É extraordinário como é capaz de libertar uma quantidade tão grande de palavras. O ritmo é alucinante, quase mecânico. Nem por um segundo hesita. Talvez seja isto a capacidade demiúrgica do dizer. Ser capaz de falar assim parece-me uma proeza irrealizável, quase mágica. Mas, aos poucos, o ruído torna-se excessivo. A conversa obriga-me a um esforço de concentração: tenho de escutar, acenar a cabeça, responder, sorrir. A vida passa a ser insuportável e a realidade paralela, onde sempre renasço, desaparece lentamente. A mulher continua a falar. Passo a mão pela blusa e fixo os sapatos novos que comprei numa loja de calçado ortopédico. Enquanto noto o brilho encerado da pelica maleável, desejo que a mulher emudeça ou morra. Podia simplesmente pedir-lhe que se calasse, mas a minha covardia tem raízes fundas, grossas como dedos, bastante poderosas e paralisantes. Nunca serei capaz de interrompê-la, tocar-lhe no ombro, explicar-lhe educadamente que preferia estar ali, em silêncio, em frente à carne morta na vitrina do açougue, a observar o empregado vesgo encarregado de desossar uma perna de cabrito, um prodígio de brutalidade que, a cada novo corte, compõe o chapéu da farda ensanguentada e ajeita a luva de malha metálica.

SUFIXO

Li o relatório várias vezes, satisfeita com o resultado final. Gosto de redigir ofícios, contestações, pareceres, dá-me prazer apurar essa escrita glaciar, objetiva, sem desperdícios, mas formalmente inspirada. Ao final do dia, corri à chuva, procurei subidas íngremes, pisei poças de água e lama. Corro porque preciso cansar o corpo, é a única forma de o sentir vivo. Na volta passei pelo minimercado, comprei broa branca, maçãs, também morangos a 1 euro o quilo. Fui buscar o Joaquim na casa dos meus pais, beijei o cabelo oleoso da tia Dé, abracei muito a minha mãe, o meu pai pediu-me cuidado com as corridas tardias. Já em casa, enquanto escolhia alguns livros para o R. levar para Dunquerque, encontrei A Aldeia de Stiepântchikov e Seus Habitantes, o livro mais divertido que li em toda a minha vida. Levei-o para o quarto e deixei-o em cima da mesinha de cabeceira. Lavei os morangos, arranquei-lhes o pezinho, enchi quatro grandes taças, polvilhei-as com açúcar e um salpico de água de rosas tal qual aprendi a fazer num programa de culinária inglês. Os meus filhos espantaram-se quando me viram chegar com as taças dos morangos. É o nosso jantar, expliquei. O mais pequeno bateu palmas e, com a sua voz de corneta, exclamou: És a melhor mãezinha do mundo. O amor num sufixo. Já os deitei, beijei, escutei cada um falar do seu dia. Também já tomei a fluoxetina e o comprimido cor-de-rosa para dormir. Terei uma noite branca, lisa, sem sonhos. É isto um bom dia: eu, livre de calamitosos delírios, aceitando a vida em toda a sua bela tranquilidade, não querendo, não esperando absolutamente mais nada.

Ana Cássia Rebelo

Ana Cássia Rebelo é advogada e escritora portuguesa. Lançou no Brasil Ana de Amsterdam, pela Biblioteca Azul

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