ficção

Contos escolhidos

Depois de falar com filho, esposa número um, não raro raivosa, janta sozinha, embora na companhia de uma grande televisão

Lydia Davis
A menina cavou um buraco e foi dormir nele. “Seria melhor se você dormisse para sempre”
A menina cavou um buraco e foi dormir nele. “Seria melhor se você dormisse para sempre” FOTO: IZABELLA JURCEWICZ

Quando os contos reunidos de Lydia Davis – um livro compacto, de 733 páginas – foram lançados nos Estados Unidos no ano passado, o crítico da revista The New Yorker, James Woods, previu que, com o passar dos anos, o volume seria visto como uma das grandes e mais estranhas contribuições já feitas à literatura americana. Segundo ele, nada na tradição se assemelhava à brevidade aforística, à originalidade formal, ao humor matreiro e à metafísica sombria do conjunto da obra. Em média, os contos de Davis têm cerca de três páginas, mas muitos não passam de um parágrafo, quando não de uma frase. Neles, ela joga fora tudo que não seja absolutamente essencial à existência da ficção, para ficar apenas com o osso, ou melhor, com o mínimo material capaz de constituir uma vida. Pessoas existem em poucas linhas. Geralmente mulheres, quase sempre sós – mesmo que cercadas de filhos e maridos –, a analisar consigo mesmas as armadilhas que as levaram onde estão. É desespero quieto, tão mais terrível quanto mais lúcido, como dor medida com régua e compasso. Em Davis, compreender não conduz a nada, pois a consciência é incapaz de tocar o corpo, está dissociada dele. A clareza da razão equivale à luz forte da sala de autópsia, que ilumina apenas o que está inerte, um arranjo a contrapelo do credo psicanalítico de que saber é agir. “Entre a emoção / E a resposta / Cai a Sombra”, escreveu T. S. Eliot, versos que as personagens de Davis provavelmente reconheceriam. Pela segunda vez, piauí publica os contos desta escritora exemplar, ainda inédita no Brasil.

 

O PEIXE

Ela olha atentamente para o peixe, pensando em certos erros irremediáveis que cometeu naquele dia. Agora o peixe foi cozido e ela está sozinha com ele. O peixe é para ela – não há mais ninguém na casa. Mas ela teve um dia cheio de aborrecimentos. Como pode comer esse peixe, que está esfriando sobre um tampo de mármore? E, no entanto, o peixe, também ele, imóvel como está, e desguarnecido de seus ossos, despojado de sua pele prateada, nunca esteve tão completamente só como está agora: violado de maneira definitiva e observado por essa mulher de olhar cansado, que cometeu o último erro de seu dia e fez isso com ele.

 

COMO W. H. AUDEN
PASSA A NOITE NA
CASA DE UM AMIGO
:

Único a estar acordado, a casa em silêncio, as ruas escuras, o frio pressionando através das cobertas, ele reluta em perturbar seus hóspedes e assim, de início, sua curvatura fetal, sua busca por um recanto aquecido no colchão…

Então sua marcha furtiva sobre o chão em busca de uma cadeira para subir e seu inseguro gesto de estender o braço para o alto, a fim de pegar a cortina que, em seguida, ele estende sobre as cobertas de sua cama…

Sua satisfação com o novo peso sobre ele, depois seu sono sossegado…

Noutra ocasião aquele visitante desperto, de novo com frio e sem achar nenhuma cortina no quarto, sai discretamente e apanha o tapete da sala para o mesmo fim, se abaixa e se levanta na penumbra do corredor…

E se o peso do tapete é uma pesada mão sobre ele e a poeira sufoca suas narinas, isso não é nada se comparado à maneira como o tapete sufoca o seu desassossego…

 

A MÃE

A menina escreveu um conto. “Mas seria muito melhor se você escrevesse um romance”, disse a mãe. A menina construiu uma casinha de boneca. “Seria muito melhor se fosse uma casa de verdade”, disse a mãe. A menina fez um pequeno travesseiro para o pai. “Seria mais útil se fosse uma colcha”, disse a mãe. A menina cavou um buraquinho no jardim. “Seria muito melhor se tivesse cavado um buraco grande”, disse a mãe. A menina cavou um buraco grande e foi dormir dentro dele. “Seria muito melhor se você dormisse para sempre”, disse a mãe.

 

AMOR SEGURO

Ela estava apaixonada pelo pediatra do filho. Sozinha, numa região rural – quem poderia criticá-la?

Naquele amor havia um componente de grande paixão. Era também uma coisa segura. O homem estava do outro lado de uma barreira. Entre ela e ele: a criança sobre a mesa de exame, o próprio consultório, a equipe, a esposa dele, o marido dela, o estetoscópio dele, a barba dele, os seios dela, os óculos dele, os óculos dela etc.

 

A DÉCIMA TERCEIRA
MULHER

Numa cidade de doze mulheres havia uma décima terceira. Ninguém admitia que ela morava ali, nunca chegava nenhuma carta para ela, ninguém falava com ela, ninguém perguntava por ela, ninguém vendia pão para ela, ninguém comprava nada com ela, ninguém devolvia o seu olhar, ninguém batia na sua porta; a chuva não caía em cima dela, o sol nunca brilhava sobre ela, o dia nunca nascia para ela, a noite nunca descia para ela; as semanas para ela não passavam e, os anos não corriam; sua casa não tinha número, seu jardim era descuidado, a trilha do jardim não era percorrida, sua cama não era usada para ninguém dormir, sua comida não era comida, suas roupas não eram vestidas; e no entanto, apesar de tudo, ela continuava a viver na cidade sem se magoar com o que aquilo lhe causava.

 

ESPOSA NÚMERO UM
NO INTERIOR

Esposa número um telefona para conversar com filho. Esposa número dois atende com impaciência, passa o telefone para filho de esposa número um. Filho percebeu a impaciência na voz de esposa número dois e diz para mãe que pensou que quem estava ligando era irmã do pai: tia raivosa, que ligava toda hora, mulher enjoada. Esposa número um pensa: será que ela própria também não é uma mulher raivosa, que liga toda hora? Não, mulher raivosa pode ser, mas não liga toda hora. Apesar de, para a esposa número dois, ser também mulher enjoada.

Depois de falar com filho, muita inquietação na esposa número um. Esposa número um sente falta do filho, pensa que, alguns anos antes, ela também atendia telefone e falava com irmã raivosa do marido, que ligava toda hora, protegendo marido daquela mulher enjoada. Agora esposa número dois protege marido de irmã enjoada, que liga toda hora, e também de esposa número um, mulher raivosa. Esposa número um vê tudo isso e imagina futura esposa número três protegendo marido não só de raivosa esposa número um, mas também de enjoada esposa número dois, além de irmã que liga toda hora.

Depois de falar com filho, esposa número um, não raro raivosa, embora agora seja uma mulher sossegada, janta sozinha, embora na companhia de uma grande televisão. Esposa número um engole comida, engole dor, engole comida de novo. Assiste com toda atenção a anúncio de um fogão fácil de limpar: mãe que não é mãe de verdade quebra ovo em cima de chapa quente, em seguida frita segundo ovo e dá beijo amoroso em filho pequeno e alegre, que não é filho de verdade, enquanto cachorro spaniel que não é cachorro de família de verdade surrupia segundo ovo frito do prato de filho que não é filho de verdade. Dor aumenta na esposa número um, esposa número um engole comida, engole dor, engole comida de novo, engole dor de novo, engole comida de novo.

 

NOSSA GENTILEZA

Sonhamos em ser muito gentis com todo o mundo. Mas aí não somos nem um pouco gentis com o próprio marido, a pessoa que está mais ao alcance de nossa mão. Mas aí achamos que ele está nos impedindo de ser gentis com todo o mundo. Porque ele não quer que a gente conheça aquelas outras pessoas, é o que a gente pensa! Ele prefere que a gente fique aqui, na nossa própria casa. Ele diz que o carro é velho. A gente sabe que na verdade ele prefere que a gente só trave conhecimento com um número limitado de pessoas no mundo, ele é assim. O que ele diz é que o carro não poderia nos levar muito longe. A gente sabe que ele prefere que a gente cuide de nossa própria casa e de nossa própria família. Nossa casa não está limpa, não totalmente limpa. Nossa família não está totalmente limpa. A gente acha que o carro daria conta do recado perfeitamente. Mas ele acha que a gente pode estar querendo sair e ser gentil com outras pessoas só porque a gente prefere não estar em casa, porque a gente prefere não se esforçar em ser gentil só com essas três pessoas – entre tantas pessoas que existem no mundo exatamente as três pessoas mais difíceis –, embora a gente possa facilmente ser gentil com muitas outras pessoas, como as que a gente encontra nas lojas aonde vamos, porque lá, diz ele, é seguro ir com nosso carro.

 

OS ATORES

Em nossa cidade existe um ator, H. – homem alto, arrojado, fogoso – que lota o teatro sem a menor dificuldade quando faz o papel de Otelo e que causa grande alvoroço entre as mulheres daqui. Ele é muito bonito, quando comparado aos outros homens, embora seu nariz seja um pouco largo e seu tronco seja algo curto para sua altura. Sua atuação é dura e inflexível, os gestos são obviamente decorados e mecânicos e, no entanto, sua voz é suficientemente forte para que a gente esqueça tudo isso. Nas noites em que não consegue sair da cama por causa de alguma doença ou intoxicação – e isso acontece com mais frequência do que seria de imaginar – o papel é representado por J., seu substituto. Só que J. é pálido e pequeno, completamente inadequado para o papel do Mouro; suas pernas tremem quando ele entra no palco e encara as numerosas poltronas vazias. Sua voz mal consegue ultrapassar as primeiras fileiras de assentos e as mãos miúdas se agitam em vão no ar enfumaçado. Quando olhamos para ele, tudo o que sentimos é pena e irritação, mais nada, porém no final da peça nos damos conta de que estamos inexplicavelmente comovidos, como se, a despeito de nós mesmos, alguma coisa tímida e triste no personagem Otelo nos tivesse sido transmitida. Mas os maneirismos e a habilidade de H. e de J. – que analisamos em minúcias quando nos visitamos uns aos outros de tarde e sobre os quais refletimos a fundo mesmo quando estamos sozinhos, depois do jantar – de repente parecem insignificantes quando o grande Sparr vem lá da cidade grande e nos brinda com uma verdadeira encenação de Otelo. Aí ficamos tão fascinados, tão exauridos de emoção, que é impossível falar do que sentimos. Ficamos quase agradecidos quando ele vai embora e nos deixa de novo com H. e J., por mais imperfeitos que sejam, porque são familiares e confortáveis, como nossa própria gente.

 

TENTANDO APRENDER

Estou tentando aprender que esse homem que brinca comigo é o mesmo homem sério que fala comigo sobre dinheiro e com tanta seriedade que nem parece mais que está me vendo, e também o homem paciente que me dá conselhos em momentos difíceis, e o homem zangado que bate a porta com força quando sai de casa. Muitas vezes desejei que o homem brincalhão fosse mais sério, que o homem sério fosse menos sério e que o homem paciente fosse mais brincalhão. Quanto ao homem zangado, ele é um estranho para mim e não sinto que seja errado ter ódio dele. Agora estou aprendendo que, se digo palavras ásperas para o homem zangado quando ele sai de casa, estou ao mesmo tempo magoando os outros, aqueles que não quero magoar: o homem brincalhão que me caçoa, o homem sério que fala sobre dinheiro e o homem paciente que me dá conselhos. No entanto, eu olho para o homem paciente, por exemplo, a quem quero acima de tudo proteger de palavras ásperas como as minhas e, embora eu me diga que é o mesmo homem que os outros, só consigo acreditar que falei aquelas palavras não para ele, mas sim para um outro, meu inimigo, que merecia toda minha raiva.

 

COMO ELE TEM
SEMPRE RAZÃO

Muitas vezes acho que o que ele pensa que temos de fazer está errado e aquilo que eu penso é que está certo. Mas sei que ele teve razão muitas vezes antes, enquanto eu é que estava errada. E então deixo que ele tome sua decisão errada e digo a mim mesma, embora não consiga acreditar nisso, que a decisão errada dele pode ser de fato a certa. E depois, mais tarde, como já aconteceu tantas vezes, se verifica que, afinal de contas, a decisão dele era a certa. Ou melhor, a decisão dele continuava errada, mas errada por causa de circunstâncias diferentes das circunstâncias como eram de fato, ao passo que estava certa por causa de circunstâncias que eu não compreendia claramente.

 

O QUE EU SINTO

Hoje em dia tento dizer a mim mesma que o que eu sinto não é muito importante. Agora já li isso em muitos livros: o que sinto é importante, mas não é o centro de tudo. Pode ser até que eu entenda essa ideia, mas não acredito nela com convicção suficiente para orientar minhas ações em função dela. Gostaria de acreditar nisso com mais convicção.

Que alívio seria para mim. Não teria mais de ficar pensando o tempo todo naquilo que sinto e tentando controlar esse impulso, com todas as implicações e consequências que isso acarreta. Eu não teria de ficar tentando me sentir melhor o tempo todo. Na verdade, se eu não acreditasse que o que eu sinto é tão importante, na certa eu nem sequer me sentiria tão mal e não seria tão difícil me sentir melhor. Eu não teria de dizer: Ah, me sinto horrível, parece que cheguei ao fim, aqui nesta sala escura, tarde da noite, com a rua escura lá fora, sob a luz dos postes, estou tão sozinha, todo mundo em casa está dormindo, não há nenhum consolo em parte alguma, só eu sozinha e mais nada aqui embaixo, nunca vou me acalmar o suficiente para dormir, não vou dormir nunca, nunca vou ser capaz de chegar até o dia seguinte, não consigo continuar, não consigo de jeito nenhum, não aguento viver, nem sequer até o próximo minuto.

Se eu acreditasse que o que eu sentia não era o centro de tudo, então não seria o centro de tudo, seria apenas mais uma entre muitas outras coisas, à margem, e eu seria capaz de ver e prestar atenção a outras coisas que eram igualmente importantes e desse modo eu teria algum alívio.

Mas é curioso como você pode ver que uma ideia é absolutamente verdadeira e correta e mesmo assim não acreditar com convicção suficiente para orientar suas ações por ela. Assim eu ajo como se meus sentimentos fossem o centro de tudo e eles ainda me levam a acabar sozinha diante da janela da sala, tarde da noite. O diferente agora é que tenho esta ideia: tenho a ideia de que em breve não vou mais acreditar que meus sentimentos são o centro de tudo. Isso é um verdadeiro consolo para mim, porque desse jeito perdemos a esperança de continuar, mas ao mesmo tempo dizemos para nós mesmos que nosso desespero talvez não seja muito importante; então ou a gente para de se desesperar, ou continua a se desesperar, mas ao mesmo tempo começa a ver como nosso desespero também pode se deslocar para a margem, uma coisa entre tantas outras.

 

COISAS PERDIDAS

Elas estão perdidas, mas também não estão perdidas, e sim em algum lugar do mundo. Na maioria, são coisas pequenas, embora duas sejam maiores, uma é um casaco e outra é um cachorro. Entre as coisas pequenas, uma é um anel valioso, outra é um botão valioso. Estão perdidas para mim e de onde eu estou, mas elas também não sumiram. Estão em algum lugar e estão lá talvez para alguém, para outra pessoa. Mas se o anel não estiver num lugar para outra pessoa, mesmo assim não está perdido para si mesmo, está em um lugar, só que não é o lugar onde eu estou, e o botão, também, está num lugar, só que não é o lugar onde eu estou.

 

AMIGOS CHATOS

Só conhecemos quatro pessoas chatas. O resto de nossos amigos nós achamos muito interessantes. Porém, a maioria dos amigos que achamos interessantes nos acha chatos: os mais interessantes nos acham os mais chatos. Dos poucos que ficam numa posição intermediária, com os quais existem interesses recíprocos, nós desconfiamos: temos a sensação de que a qualquer momento eles podem se tornar interessantes demais para nós, ou nós, interessantes demais para eles.

 

PARCEIRA

Estamos aqui juntas, sentadas, minha digestão e eu. Estou lendo um livro e ela está dando cabo do almoço que comi agora há pouco.

 

O MOMENTO MAIS FELIZ

Se você perguntar qual a história predileta entre as que ela mesma escreveu, ela vai hesitar por muito tempo e depois vai dizer que talvez seja essa história que ela leu num livro faz tempo: um professor de inglês na China pediu a seu aluno chinês que contasse qual foi o momento mais feliz da vida dele. O aluno hesitou bastante. Por fim sorriu meio encabulado e disse que, certa vez, sua esposa tinha ido a Pequim e comido um pato, e que ela muitas vezes falava sobre isso com ele e ele teria de responder que o momento mais feliz da vida dele foi a viagem da esposa e ela ter comido o pato.

 

UMA DUPLA NEGATIVA

Num certo ponto da vida, ela se dá conta de que não é tanto que ela queira ter um filho, mas, sim, que não quer não ter um filho, ou não ter tido um filho.

 

MELANCOLIA DE
PRIMAVERA

Estou contente de ver que as folhas estão ficando grandes tão depressa.

Daqui a pouco elas vão esconder o vizinho e seu filho, que berra muito.

 

SOLITÁRIA

Ninguém está telefonando para mim. Não posso nem ver se há recados na secretária eletrônica porque fiquei aqui o tempo todo. Se eu sair, alguém pode telefonar enquanto eu estiver na rua. Aí vou poder ver se há recados na secretária eletrônica quando eu voltar para casa.

 

INSÔNIA

Meu corpo dói tanto…

Deve ser esta cama pesada me apertando.

 

CABEÇA, CORAÇÃO

Coração chora.

Cabeça tenta ajudar coração.

Cabeça explica mais uma vez ao coração como são as coisas:

Você vai perder todas as pessoas que ama. Todas elas irão embora. Mas até a terra irá embora, um dia.

Então coração se sente melhor.

Mas as palavras da cabeça não duram muito nos ouvidos do coração.

Coração é muito novo nessa história.

Quero ter eles de volta, diz coração.

Cabeça é tudo o que coração possui.

Socorro, cabeça. Socorra o coração.

Lydia Davis

Lydia Davis, escritora americana, tradutora e professora da Universidade de Albany. Autora do livro The Collected Stories of Lydia Davis, publicado pela Farrar, Strauss & Giroux.

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