negócios da África II

Contrato de risco

Como a Vale assinou um acordo para assumir todos os custos de uma transação bilionária e obscura na Guiné

Consuelo Dieguez
Agnelli levou Lula à Guiné no início de 2011 para convencer o presidente Condé a manter o projeto da Vale; o contrato para entrar no país foi uma das razões da queda de Agnelli, logo depois
Agnelli levou Lula à Guiné no início de 2011 para convencer o presidente Condé a manter o projeto da Vale; o contrato para entrar no país foi uma das razões da queda de Agnelli, logo depois FOTO: AGÊNCIA VALE

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A sede da AGN Participações fica no 3º andar de um prédio envidraçado na avenida Brigadeiro Faria Lima, numa das áreas comerciais mais valorizadas de São Paulo. A empresa, com negócios ainda embrionários em mineração e energia, foi criada em dezembro de 2011 por Roger Agnelli, nove meses depois que ele foi destituído da presidência da Vale, que comandou durante dez anos de forma quase imperial. Agnelli tenta, na sua empresa, constituída com um capital de 500 milhões de reais, recuperar o prestígio que angariou nos anos da Vale. Seus negócios atuais incluem uma mina de cobre no Chile, minas de potássio no Brasil e um projeto de bioenergia em Moçambique. Na mineração, ele se associou ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, um dos mais atilados captadores de negócios, com quem estuda a aquisição de novas minas. São todos investimentos de longo prazo, ainda longe de dar retorno aos acionistas.

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Consuelo Dieguez

Repórter da piauí desde 2007, é autora da coletânea de perfis Bilhões e Lágrimas, da Companhia das Letras

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