diário

Deita a vassoura, gari!

Eu, Vânia, completei dez anos de gari em julho. Adoro varrer rua, mas não de puxar lixo do fundo do ralo com a enxada. Gosto de usar o brinco coral que combina com o meu uniforme
Eu, Vânia, completei dez anos de gari em julho. Adoro varrer rua, mas não de puxar lixo do fundo do ralo com a enxada. Gosto de usar o brinco coral que combina com o meu uniforme FOTO: ROGÉRIO REIS

Mãe de Marlon e Raylane, a viúva VÂNIA MARIA COELHO, de 43 anos, é vaidosa. Nunca deixa de passar um batonzinho e gosta de usar brincos da mesma cor de seu uniforme de gari. Ganha um salário de 580 reais da Comlurb e outro de 475 reais como faxineira de um abrigo municipal, onde trabalha à noite, em dias alternados.
O diploma de conclusão do 2º grau enfeita a casa onde mora, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Vânia gosta do que faz

DOMINGO, 17 DE AGOSTO_Dia de folga, só acordei por volta das 9 horas, tomei banho e fui me arrumar. Pintei meus cabelos, sempre da cor chocolate, passei creme de massagem neles e depois fui tomar leite com pão. Minha mãe ficou fazendo almoço enquanto arrumei a casa. Minha filha estava vendo televisão.
Tenho duas paixões na minha vida. O Marlon, de 20 anos, que está no Grupamento de Fuzileiros Navais em Campo Grande. Ontem, dia de visita, fomos lá. Há vinte dias que eu não o via, estava morrendo de saudades. E a Raylane, de 13 anos, que tem um temperamento difícil, mas é minha grande companheira. Sente ciúmes do irmão.
Divido-me entre meus filhos, minha mãe, minha família e meus dois empregos. Trabalho como gari há dez anos, todo dia, menos domingo. Na parte da tarde, dia sim, dia não, trabalho na Central de Triagem Tom Jobim, que fica na Praça da Bandeira e encaminha pessoas para abrigos. Lá eu pego das 18 horas às 6 horas da manhã seguinte.

Por volta das 14 horas, passei lápis no olho, batom, coloquei meu tamanco, peguei a bolsa, dei um beijão na minha filha. Falei para minha mãe olhar a Raylane e dar a janta. Antes de pegar o ônibus, ainda passei na casa de uma colega, a Deise, e avisei que não ia dar para eu fazer a unha, conforme havíamos combinado. Peguei o ônibus e depois o metrô das 17 horas. Sentei no canto, olhando a paisagem.
Quando cheguei à Central de Triagem, cumprimentei o agente de portaria e um educador que estavam sentados na recepção, troquei de roupa e fui mostrar a foto do meu filho, tirada na câmera do meu celular, para a cozinheira.

Comecei lavando os banheiros, varri as escadas, a recepção e a sala das assistentes sociais, antes de começar a passar cera no chão, que é a parte de que mais gosto. Fica tudo cheirosinho. Também gosto de mexer com água, o que é bom porque lavo as roupas e toalhas dos pernoites. Depois fui jantar, escovei os dentes e conversei um pouco com meus colegas educadores. O tempo passou rápido e já eram 22 horas, hora do abrigo fechar. Fui arrumar a recepção, pegar as roupas da corda e dobrá-las. Dei uma olhada no banheiro para ver se estava limpo, e como não estava, limpei. Dei alguns sacos de lixo para a cozinheira colocar os restos de comida e as cascas de legumes. Adormeci por volta das 23 horas.

SEGUNDA-FEIRA_Acordei no abrigo às 5h20, escovei os dentes, passei creme e penteei o cabelo, troquei de roupa e fui descer com os sacos de lixo. Recolhi as roupas que estavam secas. As molhadas, botei na máquina de secar. Dei outra olhada para ver se estava tudo certo. Às 6h15, me arrumei: penteei o cabelo, passei lápis, batom, vesti a minha roupa, peguei a bolsa, dei bom-dia para todos e fui pegar o ônibus para o outro trabalho.
Na Comlurb, dei bom-dia a todos e fui trocar de roupa. Coloquei o uniforme de gari e bati cartão, às 6h45. Coloquei brincos, retoquei o batom, e depois troquei de brincos porque gosto de usar os meus brincos coral, da cor do uniforme. Combina.

Tomei o café e chocolate com pão que a gente ganha no refeitório, com meus colegas garis. Em seguida, fui pegar minha ordem de serviço: hoje é a rua Pedro Alves, que é cheia de empresas e restaurantes, então acho importante manter tudo ainda mais limpo. Segundas, quartas e sextas eu varro a Pedro Alves. Terças e quintas é a avenida Cidade de Lima, todas no mesmo bairro do Santo Cristo. Pego o contêiner, que empurro até onde começo a varrer, mais a vassoura, a pá, a pazinha e a vassourinha. Me sinto bem vendo os moradores contentes, embora seja difícil manter limpa essa rua porque ela é muito comprida. Tem um caminhão de reciclagem de papel que faz uma sujeira só, e os papeizinhos picados voam para todo lado.

Às 7h20 comecei a varrer. Tem um rapaz que passa por lá e sempre me dá bom-dia. Hoje ele parou e perguntou se eu era casada. Falei que sou viúva, mas tenho compromisso. Eu sou assim: quando gosto, gosto mesmo. Aí ele falou, que pena, seu namorado tem sorte. Falei obrigado, mas disse que podia ser meu amigo. Ele me perguntou se podia sempre falar comigo quando passar pela rua. Respondi que podia sim. Ele disse obrigado e foi embora.
No início, tinha um pouco de vergonha de ser gari. Hoje sinto orgulho da profissão. É importante para o bem-estar das pessoas e é importante para mim, pois paga as contas. Um tio meu já trabalhava na Comlurb e eu estava desempregada. Em julho passado completei dez anos de gari. Na época cheguei a prestar três concursos públicos: um para gari, um para guarda municipal e outro para merendeira em escola do município.

Cheguei a ser aprovada na prova para guarda municipal, mas me barraram na altura. Para ser guarda eu precisava ter 1,65 metro e me deram só 1,58 metro. Na prova para merendeira ficou faltando só um ponto – fiz 39 e o mínimo era 40.

Terminei o trabalho às 15h20 e bati o ponto. Depois do banho fui me arrumar: passei creme no cabelo, lápis no olho e batom. O que mais demora no espelho é pentear o cabelo. Coloquei calça comprida e blusa. Nunca deixo de passar perfume. Peguei a bolsa, coloquei a sandália e saí.
No caminho, passei no bar de uma amiga para pedir 10 reais emprestados e fui para o ponto de ônibus. Passou o encarregado e me perguntou se eu queria uma carona até o ponto. Aceitei, falei obrigado. Quando o ônibus chegou, sentei e dormi até chegar à minha casa, em Rocha Miranda, lá pelas 16h30. Depois foi só andar cinco minutos até minha casa, que na verdade é do meu pai, mas ele não mora lá e eu não pago aluguel.

Tomei outro banho e deitei no sofá para ver um pouco de televisão. Adoro desenho animado. Às 17h15, minha filha chegou da escola. Eu estava com saudades da Raylane. Não a via desde ontem à tarde, mas ligo do trabalho sempre que posso. Quando estou no abrigo, ela fica com a minha tia, e nos finais de semana minha mãe vem para minha casa para ficar com ela.

Lembrei de avisar o pessoal da Comlurb que fui convocada para ser mesária e tenho reunião do Tribunal Regional Eleitoral amanhã. Depois descansei mais um pouco. Às 19 horas, levantei do sofá e fui fazer a janta para mim e Raylane.

O telefone tocou, era meu namorado querendo saber como tinha sido meu dia de trabalho. Estamos juntos há três anos. Ele também é gari, mas procuramos ser discretos no ambiente de trabalho. Depois jantei, lavei louça, escovei os dentes, tomei um copo de leite e fui tomar banho para ir dormir, pois já eram 22h40. Minha filha tomou banho e deitou também, do meu lado. Ela dorme comigo, na mesma cama.

TERÇA-FEIRA_Eu, Vânia, estou de folga hoje. Acordei, lavei o rosto, escovei os dentes, tomei leite com pão e Nescau. Meia hora depois meu namorado telefonou para contar que foi ao médico e terá que fazer fisioterapia, mas ganhou sete dias de licença do trabalho. (Torceu o pé jogando bola.)
O abrigo onde trabalho como auxiliar de serviços gerais está sempre cheio. Não de mendigos ou moradores de rua, mas de gente que se desgarrou da família ou que perdeu a casa e não tem para onde ir. Tem idoso, mulher que brigou com o marido, os expulsos de casa ou da favela. Alguns só vêm pernoitar. Outros ficam meses nessa central de triagem até abrir vaga num dos abrigos da Prefeitura. No mês passado, levei alguns casacos lá de casa para doar pro pessoal. No meu centro, a primeira coisa que a pessoa recebe é um banho. Também tem lanche da manhã, almoço, lanche da tarde. Cada dia é um cardápio: bolo, pão com queijo, pizza, fruta, gelatina.

Na hora do jantar, falei com os meus colegas que eu tinha sido escolhida para escrever um diário para uma revista. Eles ficaram contentes. Depois fui lá embaixo e arrumei a sala da assistente social, de onde liguei para casa para falar com a minha filha. Escovei os dentes, tomei banho, arrumei a cama e dormi.

QUARTA-FEIRA_Acordei no abrigo por volta das 5h45. Lavei o rosto, escovei os dentes e penteei meu cabelo, passando creme. Chegou a cozinheira da manhã, que me deu bom-dia e me mostrou algumas blusas que ela estava vendendo. Eram bonitas, e encomendei uma verde pra mim. Fechei o armário de limpeza, pedi um pão para a cozinheira e comi.

Troquei de roupa, peguei a bolsa, dei “até amanhã se Deus quiser” para todos e fui embora. Quando cheguei em casa, minha filha estava dormindo. Tentei acordá-la para irmos ao supermercado, puxei o edredom, mas ela não levantou. Eram 7h20. Deitei no sofá e peguei no sono.

Levantei às 10h45 e fui tomar um banho. Passei batom, lápis de olho, creme no cabelo, coloquei bermuda, blusa e um tamanco para ir ao banco. Depois passei no mercado Guanabara e fiz algumas compras. Quando fui ver, o carrinho estava cheio, eram muitas bolsas e eu pensei: “Ai, meu Deus, como é que eu vou levar essas compras sozinha?” Não tinha dinheiro para ir de táxi. Telefonei pedindo para a minha filha vir me ajudar, de bicicleta. Meu namorado chegou no meio da tarde e fomos para a cozinha assar uma carne. Depois ficamos conversando e por volta das 20 horas ele foi embora. Lavei a louça, dei jantar para Raylane e arrumei tudo. Tomei banho e fui dormir. Já eram 22 horas.

QUINTA-FEIRA_Continuo de folga por causa do TRE. Liguei para o meu namorado para contar que a revista tinha me escolhido para escrever o diário. Ele me deu os parabéns. Depois fui à casa da minha prima fazer a unha e cortar o cabelo. Ela cortou o cabelo torto, mas a hora foi passando e eu tinha que ir trabalhar no abrigo, então fui assim mesmo, com o cabelo torto.

Fui de metrô, que é mais rápido. Troquei de roupa e comecei a fazer meu serviço: lavo roupas, toalhas, varro os andares, passo cera na recepção, lavo os banheiros, limpo o refeitório, arrumo a sala das assistentes sociais quando elas vão embora, arrumo a recepção quando os pernoites sobem pra dormir. Depois de arrumar e fechar a sala, vou à recepção, arrumo, passo cera e depois subo com as toalhas que os pernoites deixam no cesto e coloco na máquina de lavar.
Uma usuária do abrigo pediu para eu trançar o seu cabelo. Falei que o cabelo dela era liso, e que a trança não pegaria, mas ela me garantiu que o cabelo dela era duro. “Se o seu cabelo é duro, o meu é o quê?”, perguntei. Ela respondeu que o meu era Bom Bril. Achei graça.
Fui falar com as assistentes sociais, dar um boa-noite e contar a novidade, que eu tinha sido escolhida para escrever um diário para a revista piauí. Elas ficaram me zoando, vai ser artista… Disseram: “Hoje na piauí, amanhã na Playboy.”
Como o abrigo fecha às 22 horas, fui jantar com meus colegas. Comemos conversando. Depois escovei os dentes, peguei as toalhas, coloquei na máquina de lavar, arrumei o refeitório, desci para tomar banho e fui dormir.

SEXTA-FEIRA_Acordei no trabalho por volta das 5h45 e fui passar cera na recepção. Depois passei um pano no banheiro, já que ontem à noite não deu pra fazer porque os pernoites estavam dormindo. Me arrumei correndo, passei batom, peguei o cesto de roupa e coloquei no lugar, dei bom-dia pra todos e fui embora.
Na Comlurb, bati o cartão de ponto, fui tomar banho rápido, vesti o uniforme, passei e coloquei aquele meu brinco coral que eu gosto porque combina com a roupa e com o boné.

A avenida Cidade Jardim estava muito suja, enchi três sacos e um contêiner. Nunca havia visto essa rua tão suja, estava rezando para dar logo a hora do almoço. Quando tem mato, capino num dia e varro no dia seguinte. Mas não gosto de capinar mato. Quando tem de limpar o ralo do asfalto, são os garis homens que abrem a tampa, pois ela é pesada demais para uma mulher. Mas depois tem que limpar o ralo, puxar o lixo lá do fundo com a enxada. Não gosto dessa parte. Varrer, sim, eu adoro.

A comida hoje estava gostosa. Fiquei conversando com as merendeiras. Depois fui à Regional Administrativa falar com a Tetê. Lá encontrei a Zezé, colega antiga com quem já tinha trabalhado na Regional. Fiquei contente, ela é maneirinha.

Fui tomar banho, me arrumei, penteei o cabelo, passei lápis no olho e batom, falei com um colega, peguei a bolsa e fui de ônibus ao centro da cidade, na rua Uruguaiana, onde tinha que entregar um papel para a filha de uma amiga. Era um formulário para ela tirar o passaporte e visto para ir aos Estados Unidos. A mãe, minha amiga, casou-se com um americano e agora mora lá.

SÁBADO_Hoje eu, Vânia, acordei atrasada, às 5h50. Por ser sábado o ônibus estava vazio. Entrei no trabalho, dei bom-dia para todos e fui correndo trocar de roupa, colocar o uniforme e bater o cartão de ponto. Depois voltei para acabar de me arrumar.
Hoje eu varri a rua Pedro Alves. Uma senhora me chamou para me dar biscoito. Sempre que varro a rua dela, ela me dá um saco de biscoito, que eu levo para a minha filha. Gosto de varrer quando está chovendo porque tem pouco lixo na rua. Só quando a chuva está grossa eu paro debaixo de uma marquise.
Larguei cedo, às 14 horas, e fui direto pra casa de carona com Marcelo, um rapaz que trabalha na gerência. Queria fazer uma cauterização no meu cabelo, cortar as pontas e fazer uma escova no salão de uma vizinha, porque o meu cabelo está caindo e as pontas estão quebradas. Acabei às 17 horas e já estava na hora de ir para o outro trabalho.

DOMINGO_Acordei no abrigo por volta das 6 horas. Desci os sacos de lixo, me arrumei, fui embora pra casa, e adormeci. Só fui acordar de novo às nove da manhã. Escovei os dentes, lavei o rosto e sentei para tomar café. Minha filha acordou, me deu um beijo e começou a me ajudar nas tarefas de casa. Eu queria que ela fizesse medicina, mas a menina quer ser da Marinha.

Ao meio-dia meu namorado chegou e me convidou para sair. Sempre que sobra um tempo e um dinheirinho, que não é sempre, vou à praia ou ao shopping com a família. Também gosto de ir ao samba perto da minha casa, na quadra da Portela e do Império, ou passear na Quinta da Boa Vista. Hoje, fomos almoçar no shopping de Madureira. Paramos na praça de alimentação e ficamos conversando e brincando um com o outro.

Depois, pegamos o ônibus e voltamos para a minha casa. Quando chegamos lá, resolvemos assistir televisão. Pegamos no sono. Por volta das 19 horas, minha filha pediu para irmos comer um hambúrguer. Então fomos todos juntos. Às 21 horas, meu namorado voltou para a casa dele, estava cansado.

SEGUNDA-FEIRA, 25 DE AGOSTO_Acordei às 5 horas da manhã. Levantei, fui ao banheiro, escovei os dentes, me arrumei, penteei o cabelo e fui pro trabalho. Peguei o ônibus às 5h40, saltei na rodoviária às 6h30, peguei o outro ônibus e saltei na Comlurb. Lá, troquei de roupa, coloquei o uniforme e comecei a varrer a Cidade de Lima. Passou um rapaz de caminhão e me deu algumas frutas. Eu aceitei e continuei a varrer. Dei bom-dia para as pessoas que passavam.

Aprendi que para varrer melhor tem que deitar a vassoura, não varrer com ela em pé, como a gente faz em casa. Só assim, com ela inclinada, você consegue tirar aquelas coisinhas que ficam agarradas no chão, o lixo todo, as folhas. Isso eu só aprendi depois de muito tempo. Quando eu esquecia, passava algum colega e gritava do outro lado da rua: “Deita a vassoura, gari! Tem que deitar!”

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