questões lírico-balísticas

Demonstração experimental da organização tomatotópica em sopranos (Cantatrix sopranica L.)

Um grave estudo das interações neuroleguminosas em sopranos yellantes

Georges Perec
ILUSTRAÇÃO: NEGREIROS_2012

ABSTRACT

 

Experimental demonstration of the tomatotopic organization in the Soprano (Cantatrix sopranica L.).[1]

The author has studied the situations in which the tomatoes launchings have provocated the yelling reactionin the Soprano, and he proves various areas in the brain which saw themselves involucrated in this response, in particularly the leguminous trajectory, the thalamic nuclei and the musical fissure in the left hemisphere.

 

Como observado na virada do século por Marks & Spencer (1899), os primeiros a mencionar a yelling reaction (YR) ou reação yellante (RY) [ou ainda reação do berro (RB), segundo certos autores], os efeitos notáveis do arremesso de tomates em Sopranos têm sido extensamente descritos. Embora numerosos estudos comportamentais (Donald & Micke, 1931; Black & Decker, 1932; Sinon et al., 1948), patológicos (Hun & Dós, 1960), comparativos (Karybd & Szÿlâ, 1973) e de desdobramentos (Else & Vier, 1974) tenham permitido uma descrição válida dessas reações típicas, os dados neuroanatômicos, bem como os neurofisiológicos, suscitam, a despeito de sua relativa abundância, uma surpreendente confusão. Em suas demonstrações da década de 20, tidas como clássicas desde então, Chou & Lai (1927a, b, c, 1928a, b, 1929a, 1930) descartaram a hipótese de um reflexo nociceptivo limitado à porção estilomastoide do nervo facial (facio-facial reflex), proposta por uma série de autores ao longo de muitos anos (Mace & Donya, 1912; Paye & Ternus, 1916; Sønga & Møngä, 1925). Desde essa época, promoveram-se numerosas observações no intento de decodificar tanto o complexo enigma quanto a enigmática complexidade dos aspectos aferente e/ou eferente da RY, resultando no envolvimento consideravelmente caótico de inumeráveis estruturas e caminhos ou trilhas neurais: aferentes trigeminais (Loewenstein et al., 1930), bitrigeminais (Von Etick, 1940), quadritrigeminais (Van der Deder, 1950), supra-, infra- e intertrigeminais (Hor & Dövre, 1960) foram apontados como trilhas prováveis, ademais das contribuições macular (Tofu, 1954), sacular (Borscht, 1955), utricular (Sevruga, 1956), ventricular (Taramas, 1957), monocular (Zubrowska, 1958), binocular (Babaghanooj, 1959-1960), triocular (Stroganoff, 1960), auditiva (Balalaïka, 1515) e digestiva (Alka & Seltzer, 1815). Trilhas espinotalâmicas (Athus & Porthus, 1974), rubrospinais (Maotz & Tung, 1973), nigroestriais (Szentagothai, 1972), reticulares (Pompeiano et al., 1971), hipotalâmicas (Hubel & Wiesel, 1970), mesolímbicas (Kuffler, 1969) e cerebelares (High & Low, 1968) foram debalde escrutinizadas no intento de formular uma explicação possível para a organização da RY, e constatou-se a participação de quase todas as porções dos córtices somestésico (Pericoloso & Sporgersi, 1973), motor (Ford, 1930), comissural (Macq & Donald, 1974) e associativo (Einstein et al., 1974) na constituição progressiva (build-up) da reação conquanto, até a presente data, nenhuma demonstração decisiva, quer do input quer do output da programação da RY, tenha sido apresentada em termos convincentes.

Observações recentes promovidas por Ansofort & Tchetera, indicando que “quanto mais tomates são atirados em Sopranos, mais elas berram”, e estudos comparativos lidando com a reação da aspiração sonora de espanto (Otis & Atlas, 1964), do soluço (Riccardo & Heletro, 1964), do ronronar de gato (Remmers & Gautier, 1972), do Reflexo H-M (Euten et al., 1976), de ventriloquia (McCulloch et al., 1964), de uivos, gritos, tremores generalizados e outras respostas histéricas (Sturm & Drang, 1973) provocados seja por tomates, seja pelo arremesso de repolhos, maçãs, tortas de creme, sapatos, pontas de cigarro e bigornas (Tenh & Ad, 1973), levaram ao firme postulado de uma organização de feedback positivo da RY baseada numa interdigitação multicomutável semilinear quadristabilizada de sub-redes neuronais operando en désordre (Trucco et al., 1974). Embora essa hipótese possa parecer relativamente sedutora, faltam-lhe sempre os fundamentos anatômicos e fisiológicos, o que nos conduziu à decisão de explorar sistematicamente a organização interna incremental ou decremental da RY, consistindo na construção de um modelo anatômico experimental.

MATERIAIS E MÉTODOS

Preparação

Experimentos foram conduzidos com 107 Sopranos (Cantatrix sopranica L.) saudáveis do sexo feminino, fornecidas pelo Conservatoire National de Musique, pesando entre 94 e 124 kg (peso médio: 101 kg). Anestesia à base de halotano foi empregada no decurso da traqueostomia, da fixação do aparelho de Horsley-Clarke e dos demais procedimentos cirúrgicos mais relevantes. Uma solução de procaína a 5% foi injetada nas bordas epidérmicas e nos pontos de contato. Os indivíduos foram então imobilizados com trietiodeto de galamina (40 mg/kg/h), e a normocapnia mantida com uma adequada ventilação artificial. Transecções da medula espinhal foram praticadas nos níveis L3/T2, neutralizando assim as variações de pressão hemostática e de secreção de adrenalina induzida pelo arremesso de tomates (Giscard d’Estaing, 1974). O fato de os indivíduos não sofrerem dor era demonstrado pelo sorriso constante que exibiam ao longo de todas as experiências. A temperatura interna foi mantida em 38oC ± 4oF, por meio de três chaleiras de acionamento elétrico.

Estimulação

Tomates (Tomato rungisia vulgaris) foram arremessados por um atirador automático de tomates (Wait & See, 1972), monitorado por um computador genérico de laboratório (DID/92/85/P/331) operado online. O lançamento em série permitia até 9 (nove) arremessos por segundo, simulando assim as condições fisiológicas que Sopranos e outros Cantores são passíveis de encontrar no palco (Tebaldi, 1953). Cautela máxima foi exercida no sentido de impedir o desvio dos projéteis ou projetis na direção dos membros superiores e/ou inferiores, do tronco & das nádegas dos indivíduos objeto dos experimentos. Foram computados apenas os tomates que tenham atingido áreas do rosto ou do colo de indivíduos estudados.

Experimentos de controle foram realizados com projéteis de natureza diversa, tais como caroço de maçã, talos de repolho, chapéus, rosas, abóboras, balas de revólver e ketchup (Heinz, 1952).

Registro

A atividade nos indivíduos submetidos ao experimento foi registrada por meio de semimacroeletrodos de cristal-tungstênio distribuídos au petit bonheur, de acordo com os parâmetros fixados por Zyszytrakyczywsz-Sekrâwszkiwcz (1974). O cômputo dos projéteis em contato positivo com os alvos se dava por monitoramento de áudio: cada vez que se escutava um disparo, o indivíduo era meticulosamente fotografado, gravado, consignado em monografia e, depois da devida integração, submetido ao polígrafo. A avaliação estatística dos resultados foi processada mediante o uso de um algoritmo semelhante aos empregados no tênis (Wimbledon, 1974), a saber: toda vez que a resposta representava a conquista de um game, a estrutura envolvida era incluída entre as relacionadas com a RY.

Histologia

Ao final das experiências, as Sopranos foram submetidas a uma perfusão de óleo de oliva, com 10% de Glenn-Fiddish, e incubadas a 421oC em 15% de suco de laranja durante 47 horas. Cortes não corados de 2 centímetros foram montados em gelatina de δ-morango e observados sob luz cegante e intensa microscopia. Os exames histológicos confirmaram que todos os eletrodos se encontravam no cérebro, com exceção de quatro localizados in cauda equina e no filum terminale, cujas leituras foram descartadas quando da análise estatística.

Resultados

A exploração estereotáxica dos cérebros dos indivíduos estudados por ocasião do arremesso sistemático de tomates mostrou que a maioria das áreas responde de forma singular ao estímulo tomestético. Como se pode ver na TABELA UM, em que os resultados aparecem resumidos, 3 (três) áreas distintas produziram reações definidas, inambíguas e constantes: o nucleus anterior reticularis thalami pars lateralis (NARTpl), ou núcleo de Pescq (Pescq, 1876; Peish, 1880; Hassin & Pordiant, 1932), a porção anterior do tractus leguminosus (paTL), situado 3,5 milímetros acima do obexe 4 milímetros à direita do tentorium, e a parte dorsal do dito sulcus musicalis (dSM) do hemisfério esquerdo (Donen & Kelly, 1956). Cumpre assinalar que, quando o hemisfério esquerdo era escolhido para análise, os hemisférios restantes, por direito, viam-se em posição esquerda.

Exemplos de reações produzidas nessas estruturas podem ser vistos na figura 1, onde a análise da distribuição temporal dos arremessos no alvo, baseada nas propriedades de sua Sintonia Temporal de Fracionamento (STF), permitiu discernir 3 (três) subtipos de indivíduos: 1) os indivíduos que reagem antes do estímulo; 2) os indivíduos que reagem durante o estímulo e 3) os indivíduos que reagem depois do estímulo.

O estudo comparativo das reações provocadas pelo estímulo de outros projéteis e do ketchup é mostrado na figura 2, e sugere de forma inquestionável uma organização tomatotópica da RY ao longo, entre e através do NARTpl, da paTL e do dSM. As relações temporais entre essas reações, como exemplificadas na figura 3, demonstram que a hipótese de uma interdigitação aglomerante de sub-redes neuronais é altamente provável, embora nenhum indício experimental possa ser apresentado, devido à relativa dificuldade em penetrar nessas malditas estruturas sem arruinar uma porrada de coisas (Timeo et al., 1971).

Discussão

Afirmou-se acima que o arremesso de tomates provoca, de par com outras respostas motoras, visuais, vegetativas e comportamentais, reações neuronais em 3 (três) áreas distintas do cérebro, a saber: o nucleus anterior reticularis thalami pars lateralis (NARTpl), a porção anterior do tractus leguminosus (paTL) e a parte dorsal do dito sulcus musicalis (dSM). Como afirmaram Chou & Lai (1929b), Lai & Chou (1931a, b) e Ansofort & Tchetera (1973), a organização da RY não pode ser simplesmente reduzida a um reflexo nociceptivo oligossináptico limitado à porção estilomastoide do nervo facial (facio-facial reflex) que se transmitiria em seguida à fáscia leguminosa das trilhas ascendentes tomatonérgicas da VI laminação do quadrante ventral do paleospino-rubro-flavo-tectocerebelo-nigroestriatal. O fato de a peroxidase de raiz forte injetada nas cordas vocais das Sopranos ser retrogradualmente transportada pelos dendritos apicais dos nervos vagos até as sinapses tomatotomáxicas dos aferentes contralaterais pseudogasserianos (McHakiss et al., 1975) comprova, com razoável verossimilhança, a natureza leguminosa do mediador responsável pela transmissão da mensagem dos campos receptivos do tomate ao circuito RY (Colle et al., 1973). Assim, a 3,5 (M-tri) argiril-β-L-tomatase seletivamente trissintetizada no aglomerado NARTpl-patl, e cuja destruição bloqueia drasticamente a RY (Others et al., 1974)destaca-se como o principal candidato a transmissor envolvido no loop retroativo da RY, conquanto uma hipótese alternativa baseada em cálculos de latência, além de correlações cruzadas de cofrequência, indique a factibilidade de uma sinapse tomatotônica (ver Dendritt & Haxon, 1975). Embora ainda nos faltem indícios experimentais decisivos, e novas séries de experimentos ainda sejam necessárias antes que se possa chegar a uma elucidação completa da RY, parece lógico antecipar que os argumentos acima combinados, juntamente com os resultados experimentais descritos em nosso trabalho, apresentam a relativa possibilidade de dar apoio à hipótese de uma organização semilinear multiestabilizada e multicomutada de cooperação de fundos de rede da RY, de que podemos, portanto, propor um modelo anatômico provisório (fig. 4).

Este trabalho só foi possível graças a dotações do Sindicato Regional dos Produtores de Frutas & Legumes da Região de Paris, da Association Française des Amateurs d’Art Lyrique (AFAAL) e da Fédération Internationale des Dactylo-Bibliographes (FIDB).

O autor agradece ainda as críticas proveitosas, bem como a indispensável assistência, de J. Chandelier, M. de Miroschedji e H. Gautier.

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[1]* Pesquisador do Laboratório de fisiologia da Faculdade de Medicina Saint-Antoine, Paris, França.

Georges Perec

Georges Perece, escritor francês, foi membro do Oulipo, movimento literário que submete a escrita a jogos formais

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